Quem de nós, na primeira oportunidade, não faz uma reclamação sobre nosso país (e seu povo)? Ontem mesmo eu comecei o dia incomodado e me queixando pela falta de zelo de grande parte das pessoas com a coisa pública. Explico.

Estou fazendo uma pequena reforma na minha casa, o que incluiu o conserto da calçada. Ela possuía dois pequenos degraus nas extremidades, que poderiam causar algum acidente ou dificultar a passagem de cadeirantes e carrinhos de bebê.

Aproveitei para colocar cimento novo em toda a extensão, e sinalizamos o local até a secagem. Quando fui sair de casa na manhã do dia seguinte, a calçada estava riscada com nomes de casais supostamente apaixonados, além de partes destruídas, marcas de pegadas e alguns xingamentos.

Moro numa casa fora de condomínios, e fiz os ajustes na calçada pensando em melhorias para aqueles que passam por ela. Resultado: mais reformas, mais gastos, mais interdições para os pedestres.

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Uma “família” irresponsável

Agora transportemos este exemplo para as mais variadas esferas da chamada “coisa pública”. Pensemos tanto sob o ponto de vista da população, quanto dos governantes.

Vemos um círculo vicioso de irresponsabilidades de ambos. Aquele que antes era um cidadão comum, e que provavelmente já alimentava hábitos nocivos no que diz respeito ao trato dos bens públicos e benefícios oferecidos pelo governo, quando passa a trabalhar na iniciativa pública, faz uma má gestão dos recursos financeiros que administra.

Se antes já não existia uma mentalidade de preservação daquilo que era de todos, agora, como gestor público, presta serviços de qualidade questionável e faz uso de certas vantagens do poder, e informações privilegiadas, para atender seus interesses particulares. E o loop está formado.

O resultado final é um país mal administrado, tanto pelos cidadãos (que queixam da liderança mas não fazem a sua parte), como dos governantes, que não utilizam os recursos públicos de forma inteligente, objetivando a melhoria da qualidade de vida da nação.

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Cuidado: o problema pode estar na sua casa

É exatamente isso que acontece com as famílias que não se importam com a educação financeira. Seus membros não são cuidadosos ao utilizar os bens que possuem, diminuindo consideravelmente o tempo de uso dos mesmos, sendo necessário gastar mais (e regularmente) com reposições.

Não fazem ideia de onde e como estão gastando o dinheiro que ganham, pois o controle (quando existe) não é eficiente e não mostra o que precisa ser melhorado. Para piorar, sequer há disposição dos pais e filhos em cuidar bem do dinheiro que recebem.

Num lar sem educação financeira, os diálogos não geram resultados. Os membros da família continuam agindo da forma como querem, utilizando o dinheiro de forma egoísta, pensando apenas em seus próprios interesses. Não sabem priorizar aquilo que é importante para todos.

O resultado é a necessidade de utilizar o dinheiro dos outros, seja através do endividamento ou através da força (furtos e roubos), pois a lição básica da educação financeira não foi aprendida: gastar menos do que se ganha.

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Conclusão

Enfim, o Brasil é como uma grande família sem educação financeira, que oscila durante anos, entre momentos de melhor ou pior administração de seus recursos e de principalmente de suas dívidas, mas continua doente.

Se você, assim como eu, se incomoda com este quadro, então faça a sua parte. Decida administrar bem as suas finanças pessoais e tenha cuidado com aquilo que é público.

Dessa forma você estará usando o seu dinheiro para melhorar a qualidade de vida da sua família e estará exercendo a sua cidadania de forma correta, deixando um legado (pelo exemplo) para seus filhos e netos.

E falando em melhorias, me despeço, deixando um dos vídeos que gravei, onde comento sobre as 6 ferramentas, simples e eficientes que irão te ajudar com isso. Um abraço e até a próxima!

Assista clicando aqui

Giovanni Coutinho
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