Brasil perde espaço no comércio internacionalSegundo relatório da Organização Mundial de Comércio (OMC), o Brasil perdeu posições entre os exportadores e importadores do comércio mundial. O país sofreu com redução nas exportações pela menor demanda global e nas importações pela desaceleração da economia e proteção adotada pelo governo.

As exportações brasileiras de economia caíram 1,2% no ano passado, comparado a crescimento de 3,1% em 2011 em relação ao ano anterior. Já as importações brasileiras caíram 2,1% em volume, contra a alta de 8,5% dos importados em 2011.

A perspectiva piora quando olhamos para o cenário mundial como um todo. As exportações mundiais cresceram 2,1% e as importações subiram 1,9% em volume – embora seja válido notar que ambos os crescimentos são inferiores ao volume de 5,1% no ano anterior.

O Brasil sofreu diminuição no volume de exportação principalmente por dois motivos:

  • O primeiro é o impacto negativo da menor demanda de matérias-primas da China, que não pode exportar no mesmo ritmo para mercados em recessão, como é o caso da União Europeia;
  • As commodities formam o segundo motivo. Em valor, a posição do país como grande exportador de commodities caiu. Com exceção do petróleo, os preços de commodities em geral reduziram em 2012, baixando os ganhos para a nação.

Em valor, a média das exportações mundiais também sofreu baixa, mas as exportações brasileiras reduziram ainda mais. Enquanto as trocas globais caíram 2%, as exportações brasileiras baixaram 5% em relação ao ano anterior. Assim, o Brasil ficou na 16ª posição entre os exportadores e sua fatia na exportação mundial caiu de 1,8% para 1,7%.

Quanto às importações, em valor o país também perdeu espaço, caindo para 16ª colação entre os que mais importam. O total das compras externas foi de US$ 233 bilhões, 2% menor que ano anterior.

O desempenho brasileiro em relação ao comércio de serviços também ficou a desejar. As exportações do país aumentaram 5% e as importações 7% em valor, enquanto que no ano anterior o crescimento foi de 20%.

Se olharmos para os Brics, vemos que a apenas a África do Sul teve pior performance que o Brasil, com queda de 11% nas exportações. A China aumentou suas vendas em 8% e manteve-se como a principal nação comerciante com US$ 2,049 trilhões. Já a Índia e a Rússia exportaram US$ 293 bilhões e US$ 529 bilhões, respectivamente. As vendas brasileiras atingiram US$ 243 bilhões.

Pequeno crescimento em 2012

Há pouco menos de um mês, Conrado Navarro e nosso parceiro Alvaro Bandeira, Economista-chefe e Sócio da Órama, conversaram no DinheiramaCast sobre os rumos de nossa economia no que diz respeito, principalmente, às importações e exportações.

No início do bate-papo, Alvaro lembra que o Brasil sempre se posicionou como um país protecionista no que diz respeito ao comércio global. Mesmo com um vasto território e uma população de mais de 200 milhões de pessoas, o país ainda tem uma corrente de comércio pouco expressiva.

Além disso, Alvaro ressalta que nossas contas externas nesse início de ano vão muito mal, o que traz um pouco de dúvida em relação à economia para o restante do ano. Sobretudo, ele aponta a queda de produtividade e competitividade do país como os principais causadores para um pequeno superávit em 2012 e o mau desempenho no começo de 2013.

Ouça na íntegra o DinheiramaCast sobre importação, exportação e câmbio no Brasil clicando aqui.

Fonte: Valor. Foto de freedigitalphotos.net.

Willian Binder
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