O Brasil perdeu 72.615 vagas formais de emprego em maio deste ano, informou há pouco o Ministério do Trabalho. O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é fruto de 1.209.991 contratações e 1.282.606 demissões no período. No acumulado de 2016, o saldo de postos fechados é de 448.101, o maior para o período na série desde 2002.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o saldo divulgado ficou dentro das estimativas de analistas do mercado financeiro, que esperavam volume de empregos fechados em maio entre 40 mil e 120 mil. Com isso, a media ficou negativa em 88 mil postos.

O setor de serviços foi o que mais fechou postos de trabalho; foram extintas 36.960 vagas no mês passado. As demissões também superaram as contratações nos setores de comércio (-28.885), construção civil (-28.740) e indústria de transformação (-21.162). Houve ainda extinção de vagas na indústria extrativa mineral (-1.195) e nos serviços industriais de utilidade pública (-181).

Dívida pública federal cresce 2,82% em maio e alcança R$ 2,88 trilhões

A dívida pública federal manteve sua trajetória de alta, crescendo 2,82% entre os meses de abril e maio deste ano. Com isso, o total devido pelo governo alcançou R$ 2,88 trilhões.

No final do ano passado, a dívida total foi de R$ 2,79 trilhões.

O principal fator de aumento foi o crescimento da dívida interna, com avanço de 2,77%, passando de R$ 2,67 trilhões para R$ 2,74 trilhões.

Apesar de a dívida externa ter subido mais, seu estoque baixo produz pouco impacto no total da dívida. A alta em maio foi de 3,94%, encerrando o mês a R$ 134,7 bilhões.

De acordo com o Tesouro Nacional, o principal motivo para isso é a desvalorização do real frente ao dólar.

Boletim Focus: Analistas preveem mais inflação em 2016

A projeção para a inflação aumentou pela sexta semana seguida e economistas já preveem que o IPCA (índice oficial de preços) encerrará o ano a 7,29%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (27).

Na pesquisa passada, a estimativa era que a inflação encerrasse o ano a 7,25%. A alta ocorre apesar de a prévia da inflação (IPCA-15) ter desacelerado em junho com menor pressão dos preços dos alimentos e transportes.

O IPCA-15 foi de 0,40% neste mês, bem abaixo do índice registrado em maio (0,86%) e de junho do ano passado (0,99%). Desta forma, o índice acumulado em 12 meses caiu de 9,62% para 8,98%.

Mercado Financeiro

O mercado ainda tenta entender os desdobramentos práticos da saída do Reino Unido da União Europeia. Durante o final de semana, surgiu a notícia de que a Escócia pode vetar o chamado Brexit. Também foi coletado um abaixo assinado com milhares de assinaturas pedindo um novo referendo para definir o assunto.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, operava as 11h1o em baixa de -1,48% com 49.361 pontos, já o dólar subia +0,41% negociado a R$ 3,39.

 

Foto: Valdecir Galor / SMCS / Fotos Públicas

Redação Dinheirama
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