Refletir antes de ir às compras é o primeiro passo para você não meter os pés pela cabeça. Seja sincero: você age assim? Pensa nas consequências e impactos financeiros antes de comprar qualquer coisa, especialmente as mais caras?

Uma comprinha aqui, outra comprinha ali, mais uma acolá. Pois é, assim muitos brasileiros seguem consumindo por impulso, mesmo com a crise que toma conta do país.

Para você ter uma ideia, mais da metade dos consumidores (53%) nas capitais brasileiras admite ter feito pelo uma compra por impulso nos últimos três meses, segundo pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e divulgada nesta semana.

A consequência do consumo impulsivo pode ser resumida naquela famosa expressão “deixar as calças”. Quem nunca se deparou contando pra alguém que foi até uma loja e “deixou as calças”?

É esse o principal perigo de gastar sem planejamento e, principalmente, de comprar produtos e serviços que não são realmente necessários: fazer dívidas que você sabe que não vai conseguir pagar porque sua renda é menor que todas aquelas comprinhas.

A boa notícia é que o consumo por impulso pode ser evitado. Sempre que bater aquela coceira que instiga você a comprar mais e mais, pare imediatamente e pense, como se estivesse cara a cara com um espelho: “Ei, essa compra é necessária e urgente de fato ou é apenas um desejo que pode ser saciado depois, sem tanta pressa?”

Essa reflexão ajuda a entender quais são suas efetivas prioridades e o que pode ser adquirido mais pra frente, com planejamento prévio.

Ah, mas se a vontade falar mais alto? Eu costumo dizer que, nesses casos, a melhor alternativa é pedir a opinião de outra pessoa, por exemplo, o marido ou a esposa ou até mesmo um amigo próximo. A tendência é que essa pessoa analise a situação de maneira mais racional que você, afinal suas emoções estão gritando, enquanto sua razão nem tem voz.

Parece simples quando escrevemos, mas controlar o impulso na hora de consumir é um exercício difícil, constante e que precisa de treino. Ao descobrir o que é prioritário na sua vida financeira naquele momento, você vai conseguir fazer as compras sem se deixar guiar pelo lado emocional.

Só tome cuidado para não ser tão extremista. Controlar os gastos não significa perder a qualidade de vida e o bem-estar. A ideia não é abrir mão de coisas que lhe dão prazer, mas sim equilibrar essa satisfação pessoal com as despesas básicas e essenciais.

Por que não tomar um cafezinho naquele lugar que você tanto gosta? Por que não renovar a decoração da sua casa? Isso e muito mais pode (e deve) ser feito, desde que o excesso não comprometa suas finanças. A decoração da casa, por exemplo, pode ser feita aos poucos e de forma planejada.

Na prática, evitar o consumo impulsivo exige atenção redobrada e, principalmente, reflexão (muita reflexão) antes de sair digitando a senha do cartão de crédito. A mente pode nos sabotar, mas ela também é passível de ser treinada.

Então, use a cabeça (de verdade) quando for às compras. Como sempre digo, quando a gente muda, nossa relação com o dinheiro também muda.

Foto “Shopper”, Shutterstock.

Danylo Martins
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