No dia seguinte ao término da Copa do Mundo de 2014 e resultado nefasto para o Brasil, sediamos nova reunião dos BRICS. Esse acrônimo foi criado pelo economista Jim O’Neill com as letras iniciais de países emergentes que poderiam despontar como economias no futuro, a saber: Brasil, Rússia, Índia e China; seguidos posteriormente pela África do Sul.

Dessa quase brincadeira, os países passaram a se reunir e elaborar algumas pautas de discussão. Daí para abrangência mais forte foi um pulo, culminando com esse encontro de Fortaleza que se encerrou em 15/07.

Dessa reunião surgiram decisões importantes, como a criação de um banco de fomento – já que uma das reclamações era de não terem qualquer ingerência sobre instituições como o FMI e Banco Mundial, assim como dificuldades de acesso aos recursos.

É certo que o banco de fomento e o fundo a ele ligado ainda demorarão a entrar em funcionamento, mas, se bem geridos, podem beneficiar esses países no futuro além de outros, já que estarão abertos para ofertar recursos para os não membros originais.

Além disso, no desenvolvimento do bloco, pode haver socorro entre os parceiros em situações criticas, como ataques especulativos, já que os emergentes ficam mais expostos a isso.

A China, como o país mais rico do grupo, contribuirá com mais recursos para criação do banco e fundo, enquanto o Brasil aportará via Tesouro Nacional algo como US$ 10 bilhões de suas reservas de cerca de US$ 380 bilhões.

A África do Sul, mais frágil, contribuirá com US$ 5 bilhões. Em Fortaleza ficou estabelecido que a sede do novo banco formado ficará em Xangai e a primeira presidência caberá à Índia.

De certa forma, podemos dizer que a diplomacia brasileira sofreu mais uma derrota, já que o Brasil pleiteava exposição maior nessa instituição criada. Contudo, não tira a vertente positiva formada, apesar de serem países com economias completamente distintas e em estágios diferentes.

Nós, que sempre advogamos que o país tivesse maior interface com a comunidade internacional e mais aberto a negociações bilaterais e com blocos, não podemos deixar de comemorar. Mesmo porque, depois de várias tentativas frustradas de termos maior presença em outros organismos internacionais, essa parece ser uma boa saída.

Apesar disso, alertamos que o Brasil não consegue deslanchar e fica amarrado ao Mercosul, que “não ata e nem desata”, perdendo tempo em se relacionar comercialmente com países bem mais importantes. Isso também vem reforçar e estreitar nossas relações com a China, hoje o parceiro comercial mais importante do Brasil e do mundo.

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Foto “BRICS”, Shutterstock.

Alvaro Bandeira
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