Home Economia e Política Os BRICS e seu Banco Próprio: uma boa ideia?

Os BRICS e seu Banco Próprio: uma boa ideia?

por Alvaro Bandeira
3 min leitura

No dia seguinte ao t√©rmino da Copa do Mundo de 2014 e resultado nefasto para o Brasil, sediamos nova reuni√£o dos BRICS. Esse acr√īnimo foi criado pelo economista Jim O‚ÄôNeill com as letras iniciais de pa√≠ses emergentes que poderiam despontar como economias no futuro, a saber: Brasil, R√ļssia, √ćndia e China; seguidos posteriormente pela √Āfrica do Sul.

Dessa quase brincadeira, os países passaram a se reunir e elaborar algumas pautas de discussão. Daí para abrangência mais forte foi um pulo, culminando com esse encontro de Fortaleza que se encerrou em 15/07.

Dessa reuni√£o surgiram decis√Ķes importantes, como a cria√ß√£o de um banco de fomento ‚Äď j√° que uma das reclama√ß√Ķes era de n√£o terem qualquer inger√™ncia sobre institui√ß√Ķes como o FMI e Banco Mundial, assim como dificuldades de acesso aos recursos.

√Č certo que o banco de fomento e o fundo a ele ligado ainda demorar√£o a entrar em funcionamento, mas, se bem geridos, podem beneficiar esses pa√≠ses no futuro al√©m de outros, j√° que estar√£o abertos para ofertar recursos para os n√£o membros originais.

Al√©m disso, no desenvolvimento do bloco, pode haver socorro entre os parceiros em situa√ß√Ķes criticas, como ataques especulativos, j√° que os emergentes ficam mais expostos a isso.

A China, como o pa√≠s mais rico do grupo, contribuir√° com mais recursos para cria√ß√£o do banco e fundo, enquanto o Brasil aportar√° via Tesouro Nacional algo como US$ 10 bilh√Ķes de suas reservas de cerca de US$ 380 bilh√Ķes.

A √Āfrica do Sul, mais fr√°gil, contribuir√° com US$ 5 bilh√Ķes. Em Fortaleza ficou estabelecido que a sede do novo banco formado ficar√° em Xangai e a primeira presid√™ncia caber√° √† √ćndia.

De certa forma, podemos dizer que a diplomacia brasileira sofreu mais uma derrota, já que o Brasil pleiteava exposição maior nessa instituição criada. Contudo, não tira a vertente positiva formada, apesar de serem países com economias completamente distintas e em estágios diferentes.

N√≥s, que sempre advogamos que o pa√≠s tivesse maior interface com a comunidade internacional e mais aberto a negocia√ß√Ķes bilaterais e com blocos, n√£o podemos deixar de comemorar. Mesmo porque, depois de v√°rias tentativas frustradas de termos maior presen√ßa em outros organismos internacionais, essa parece ser uma boa sa√≠da.

Apesar disso, alertamos que o Brasil n√£o consegue deslanchar e fica amarrado ao Mercosul, que ‚Äún√£o ata e nem desata‚ÄĚ, perdendo tempo em se relacionar comercialmente com pa√≠ses bem mais importantes. Isso tamb√©m vem refor√ßar e estreitar nossas rela√ß√Ķes com a China, hoje o parceiro comercial mais importante do Brasil e do mundo.

Como se v√™, cada vez mais o mundo est√° globalizado e, transportando isso para os investimentos, mais complexo em definir aplica√ß√Ķes pessoais. √Č por isso que indicamos confiar seus recursos para experientes gestores independentes, ligados em tudo que est√° acontecendo no mundo e com acesso a informa√ß√Ķes que o investidor comum n√£o tem.

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Foto “BRICS”, Shutterstock.

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