Olá! Semana chegando ao fim e as velhas questões de sempre em sua mente? Ajoelhe-se e agradeça, você não é diferente de ninguém. Aliás, há uma frase que diz que “só os tolos têm certeza; os sábios têm dúvidas”.

O grande problema do mundo são os “otários convictos e motivados”! Mas isso fica para outra hora. Se você tem muito mais dúvidas e quase nenhuma certeza, parabéns! Isso mostra que a maturidade já está nas cercanias.

E uma dessas questões da vida moderna que sempre estão martelando é a percepção de valor monetário das coisas.

Preço x Valor

Você já ouviu falar de “valor percebido”? Ou que “preço e valor” são coisas diferentes? Pois bem.

Preço é aquilo que está na etiqueta e que é igual para todo mundo. Isso quer dizer que todos entendem que dez reais são dez reais e pronto. Não há subjetividade aqui.

Agora, se o preço da etiqueta é caro ou barato, aí são outros quinhentos. Aqui entra a parte subjetiva de qualquer transação comercial: a percepção de valor. Pois o que é caro para um, pode ser barato para outro.

E isso não tem a ver apenas com a capacidade financeira de cada pessoa, mas com uma série de coisas que formam essa tal “percepção”.

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Por exemplo, para mim uma bijuteria de R$ 300,00 é algo inimaginável de caro, pois não vejo valor nenhum nesse tipo de objeto.

Mas uma raquete de tênis que custa R$ 900,00, embora eu não ache barato (até porque não é), eu entendo que o preço é justificado pelo seu uso, características técnicas e o prazer que terei jogando. Já para minha sogra, é o oposto. Maluco, não?

E isso vale para tudo. Raramente encontramos quem concorde 100% sobre o valor percebido das coisas.

Nossa renda afeta (muito) nossa percepção

Ué, mas eu não tinha dito que nem sempre? Sim, nem sempre. Por exemplo, existe um carro que hoje eu não tenho condições de comprar.

Mas, por tudo que ele oferece, e quando comparado com os concorrentes diretos, eu não o acho caro. Isso significa que, tão logo a renda me permita, é provável que eu o compre. Se eu achasse caro, eu não compraria, mesmo que pudesse.

Mas, a coisa toda para aí. Basicamente nossa noção de caro e barato é, sim, ditada por nossa receita – mais especificamente por uma “fatia” de nossos rendimentos. Isso não é uma regra, mas nossa percepção de “caro e barato” está quase sempre perto de 10%.

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Por exemplo, para uma pessoa cuja renda líquida é R$ 10 mil/mês, R$ 1 mil é algo que está dentro de uma zona confortável para gastos “mais altos”, como a parcela de um carro ou uma viagem. E um jantar de R$ 100,00 é algo que não causa nenhum desconforto.

Do mesmo jeito que, para quem tem renda de 1 milhão por mês, comprar algo de 100 mil pode ser trivial. Já para quem precisa viver com R$ 1.000,00, gastar R$ 100,00 com uma pizza é fora de questão, mas talvez com a parcela de uma moto usada, faça sentido.

Sem generalizar

Não podemos de forma nenhuma afirmar que isso funciona para todo mundo. Afinal, mais uma vez, a questão toda é psicológica. Eu conheço gente que tem muito (mas muito) dinheiro e não gasta com praticamente nada.

E tem outras pessoas que tem muito menos e gastam sem qualquer ressentimento. Essas, de tempos em tempo, estão naquela listinha famosa das “paradas de sucesso do SERASA”. Como pode ver, não se aplica a todo mundo.

Por isso, não podemos julgar as pessoas por suas escolhas, afinal, temos uma visão muito limitada da vida alheia.

Conclusão

No final das contas, cada um é de um jeito. E, com isso em mente, a ideia é desviar de discussões improdutivas sobre algo que, no final, é extremamente pessoal.

Outra coisa importante é o questionamento; questionar-se acerca do valor das coisas é muito saudável. Lembra-se das três perguntas? Eu preciso? Eu posso? Eu devo?

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Pois bem, são fundamentais para que não faça compras por impulso e, agora que conhece o conceito dos 10%, você pode juntar tudo isso e tomar decisões adequadas a sua realidade, diariamente.

No final, cabe a você decidir o que é caro ou não e ser feliz com sua decisão, sem que isso atrapalhe sua vida. Grande abraço e até breve!

Renato De Vuono
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