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CCR avalia parcerias em aeroportos e mobilidade urbana

A companhia avalia ter um potencial de geração de caixa de 5 bilhões a 10 bilhões de reais até 2035 com essa reciclagem de capital

por Reuters
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 A CCR (CCRO3) está estudando promover uma reciclagem de portfólio de ativos que incluem aeroportos e projetos de mobilidade urbana, atraindo parceiros para projetos para acelerar o crescimento do grupo, algo que pode incluir rodovias, afirmaram executivos da operadora de infraestrutura de transporte.

A companhia avalia ter um potencial de geração de caixa de 5 bilhões a 10 bilhões de reais até 2035 com essa reciclagem de capital, que também poderá incluir vendas de participações ou ativos inteiros que a empresa entenda como tendo atingido a maturidade de retornos.

Além dessas opções, o presidente-executivo, Miguel Setas, afirmou durante apresentação a investidores nesta terça-feira que as áreas de aeroportos e mobilidade urbana podem fazer parte de “plataformas de negócios” com “representação societária”.

“Queremos criar espaço em nosso balanço para aumentarmos nosso poder de fogo para crescermos”, disse Setas no evento.

A empresa tem meta “conservadora” de crescer o resultado operacional medido pelo Ebitda – sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – em 8% a 10% em uma média anual até 2035, algo que prevê eventualmente entrada de novos ativos ao portfólio da companhia.

O vice-presidente de finanças, Waldo Leskovar, ponderou que a velocidade da reciclagem de capital da companhia dependerá de uma série de fatores. Entre eles, como vai evoluir a participação da empresa em novas licitações de ativos de infraestrutura e a própria estrutura de capital do grupo, que está alongando prazos de dívida e tem objetivo de chegar ao endividamento líquido zero em 2035 e uma relação de pagamento de retornos aos acionistas de 50% do lucro.

“Há espaço no balanço para crescimento. Não vamos ganhar tudo (em futuros leilões de ativos) mas podemos trabalhar com parceiros e reduzir a necessidade de capital e aumentar o leque de oportunidades”, disse Leskovar. “A intenção de trazer um sócio na mobilidade é para acelerar o crescimento”, acrescentou.

A CCR, que atualmente tem 3,6 mil quilômetros de rodovias administradas, 20 aeroportos sob gestão e é a maior operadora privada de trilhos da América Latina, quer conseguir 500 milhões de reais em economias de despesas com pessoal, material serviços de terceiros e outros itens até 2026.

Parte dessa estratégia passa por uma redução de 60 milhões de reais na conta anual de energia elétrica de 300 milhões de reais do grupo, algo que inclui investimento em energias renováveis como geração solar, disse Setas.

Na outra ponta, a empresa está mirando crescimento de receitas complementares a sua operação de mobilidade urbana, que devem ter a participação no faturamento total aumentando de 6% no ano passado para 10% até 2035. Nessa frente, estão iniciativas como montagem de shoppings em estações de metrô. Em 2023, essas receitas acessórias somaram 124 milhões de reais e a CCR estima poder elevar esse número para 360 milhões até 2027.

Questionados sobre reequilíbrio de contratos, executivos da companhia citaram que “tem muita coisa em negociação para este ano” e que no caso da concessão rodoviária MSVia, no Mato Grosso do Sul e uma constante preocupação dos investidores, a empresa discute uma revisão geral do contrato com o poder concedente.

“É uma repactuação completa do contrato…com outras tarifas, outro cronograma de investimento”, disse o vice-presidente de rodovias, Eduardo Camargo. “Estamos promovendo o ‘derisk’ do contrato atual para um novo contrato”, disse, sem precisar quando as discussões podem ser concluídas.

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