Home Ciência e Tecnologia Cientistas dos EUA dizem que há uma chance em três de 2024 ser outro ano de calor recorde

Cientistas dos EUA dizem que há uma chance em três de 2024 ser outro ano de calor recorde

A NOAA também anunciou que o calor acumulado nas camadas superficiais dos oceanos foi recorde em 2023

por Reuters
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(Imagem: Reprodução/REUTERS/Remo Casilli)

Há um terço de chance de 2024 ser ainda mais quente do que 2023, ano mais quente já registrado, disseram nesta sexta-feira cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Em análise anual do clima mundial, a agência confirmou descobertas de cientistas europeus de que 2023 foi o mais quente desde o início das medições, em 1850, com o planeta apresentando 1,35 grau Celsius acima da média do período pré-industrial.

A NOAA também anunciou que o calor acumulado nas camadas superficiais dos oceanos foi recorde em 2023.

A Organização Meteorológica Mundial (WMO, em inglês) confirmou nesta sexta que 2023 teve calor recorde, e disse, com base na temperatura média da última década de 2014 a 2023, que o mundo está 1,2 grau Celsius mais quente do que nos níveis pré-industriais.

O recorde só foi possível devido às mudanças climáticas, ocorridas em decorrência da queima de combustíveis fósseis, somadas ao fenômeno El Niño evento natural que leva ao aumento da temperatura das águas na superfície do leste do Oceano Pacífico e à elevação dos termômetros em todo o mundo.

O fenômeno deve continuar pelo menos até abril, aumentando a probabilidade de 2024 ser um ano com recorde nas temperaturas.

“A questão interessante e deprimente é o que acontecerá com 2024? Será mais quente do que 2023? Não sabemos ainda”, afirmou Christopher Hewitt, chefe de serviços climáticos internacionais na WMO.

A NOAA afirmou que há um terço de chance de que este ano seja ainda mais quente do que o ano passado, e 99% de chance que esteja entre os cinco mais quentes da história.

(Imagem: © Fernando Frazão/Agência Brasil)
(Imagem: © Fernando Frazão/Agência Brasil)

“É muito provável que o El Niño persista até abril, possivelmente maio, e depois disso a gente não tem certeza. Fica menos certeiro”, disse Hewitt.

Os impactos do El Niño normalmente têm seu ápice durante o inverno no Hemisfério Norte e depois diminuem, mudando para condições neutras ou para uma fase de La Nina, que geralmente produz temperaturas globais mais frias.

Mas também existe o risco de o El Nino regressar.

“Se fizermos uma transição para uma fase La Nina… talvez 2024 não seja o mais quente já registrado”, disse Carlo Buontempo, diretor do Serviço Europeu de Alterações Climáticas Copernicus.

Como o Hemisfério Sul está agora no verão, quando o El Nino atinge o pico, as autoridades estão em alerta para ondas de calor, secas e incêndios.

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