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Com Lula “calmo”, Société Générale vê dólar de volta a R$ 5,07

"O risco idiossincrático está diminuindo à medida que Lula anunciou que a responsabilidade fiscal é um compromisso", disse o banco

por Gustavo Kahil
3 min leitura
Presidente Lula em Campinas, no dia 4 de julho de 2024
Presidente Lula em Campinas, no dia 4 de julho de 2024 (Imagem: icardo Stuckert / PR)

O banco francês Société Générale virou a mão e passou a apostar a favor do real após as declarações do governo brasileiro na direção de cortes no orçamento, mostra um relatório enviado a clientes nesta sexta-feira (5) e obtido pelo Dinheirama.

“O risco idiossincrático está diminuindo à medida que o presidente Lula anunciou que a responsabilidade fiscal é um compromisso, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou cortes de gastos em 2025 para cumprir a meta fiscal, aprovada pelo presidente Lula”, escreveu o estrategista sênior para América Latina, Bertrand Delgado.

O ministro disse que a área técnica já identificou R$ 25,9 bilhões em despesas obrigatórias que serão cortadas no Orçamento de 2025.

Na terça-feira, o dólar chegou a tocar 5,70 reais e atingiu o maior valor de fechamento desde 10 de janeiro de 2022, a R$ 5,6665 reais, em meio aos ataques de Lula ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e à desconfiança do mercado com o equilíbrio fiscal.

Nesta sexta-feira, contudo, o dólar já negocia em torno dos R$ 5,46.

“O real será provavelmente negociado numa faixa de R$ 5,07 a R$ 5,57 contra o dólar no próximo mês. A curva de swap (DI33-26) deve ser limitada por uma faixa com um viés de inclinação, pois o Copom provavelmente permanecerá em espera nas próximas reuniões, enquanto o rendimento dos títulos dos EUA de 2 anos suaviza lentamente. Vemos a ponta longa expressando um prêmio de risco elevado, mas em flexibilização, e rendimentos do UST 10y limitados por uma faixa limitada”, diz Delgado.

Dólar versus Lula

Segundo a XP Investimentos, as incertezas criadas pelas tensões entre o poder executivo e o Banco Central, com declarações duras realizadas pelo presidente Lula, responderam por um aumento de R$ 0,40 nas estimativas para o dólar em 2024, disse a corretora em um relatório enviado a clientes na quinta-feira (4).

Mesmo que a poeira baixe um pouco, observa o economista-chefe Caio Megale, “parte dos efeitos já observados tende a ser persistente”.

Já o Santander disse hoje que o dólar terminará 2024 cotado em R$ 5,30, ante projeção anterior de R$ 5,00 reais. No caso do fim de 2025, a projeção passou para R$ 5,40, ante R$ 5,05.

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