Recentemente, o amigo Ricardo Pereira abordou, de forma bem interessante, a importância do planejamento financeiro na vida dos casais e como isso pode afetar negativamente o casamento. Como recém-casado, achei muito válida a discussão e decidi, no artigo de hoje, abordar o mesmo assunto, porém, com uma diferença: focarei a reflexão sobre as finanças antes de subir ao altar, ou seja, os gastos com os preparativos do casamento.

Casei-me há pouco mais de um ano e minha namorada, como a maioria das mulheres, sonhava com um casamento glamuroso na igreja e uma festa de arromba para os familiares, amigos e convidados. Muito justo e não nego que esse também era meu desejo, mas esse sonho pareceu impossível quando começamos a levantar preços de convites, trajes, filmagem, decoração, Buffet etc.

Quando o assunto é casamento, tudo é sempre muito mais caro; e, para quem está começando a vida, investir tanto dinheiro assim não é uma decisão das mais fáceis. A situação fica ainda mais difícil se pensarmos que, nessa época, não estamos apenas preocupados com o casamento em si, mas também com a casa onde vamos morar e os gastos que virão nessa nova fase da vida.

Na verdade, este artigo tem como objetivo discutir mais aspectos ligados ao comportamento e consumismo que finanças em si. Justamente por isso, os pontos de vista aqui colocados são resultados da minha experiência no “mundo casamentício” – minha pretensão não é julgar como e o que se deve ou não fazer no casamento, mas sim compartilhar com os leitores as minhas reflexões depois de ter passado por essa fase com um orçamento tão apertado.

Como em outras situações quando o assunto é dinheiro, vale a regra de que devemos priorizar sempre o que é mais importante. Foi dessa forma que minha esposa e eu conseguimos realizar o casamento dos nossos sonhos com muita economia. Para isso, definimos logo no inicio dos preparativos quais eram os itens de maior prioridade no casamento (estes itens receberam mais atenção e dinheiro). Em contrapartida, nos itens menos importantes gastamos o mínimo possível.

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Onde economizamos e nossas explicações

1. Convites

Quando procuramos esse tipo de serviço, achamos um absurdo o preço cobrado por um pedaço de papel que, em pouco tempo, a maioria das pessoas jogariam no lixo. Decidimos então que faríamos nós mesmos o convite do casamento. Os gastos que tivemos foram com material (papel couchê, fita decorativa, impressora, cola etc) e com o serviço de um freelancer que contratamos para desenhar nossa caricatura.

O convite ficou personalizado, passamos bons momentos juntos confeccionando manualmente cada convite e, estimamos uma economia em torno de 70% do que seria gasto se contratássemos esse tipo de serviço.

2. Lembrancinhas

Da mesma forma que o convite, fizemos nós mesmos as lembrancinhas do casamento. Pensamos em algo simples, fácil de fazer, mas que tivesse algum significado relacionado à nossa história.

3. Músicos

Os músicos (instrumentos) são essenciais em um casamento, principalmente para quem gosta de musica como eu, mas, entre três instrumentos e uma orquestra completa, percebemos que o resultado não seria tão espetacular. Fizemos questão do violino e saxofone.

4. Decoração

Dos serviços que cotamos, a maior discrepância entre valores veio na decoração. A primeira pessoa cobraria mais de R$ 1.500,00 para decorar somente a igreja, por exemplo. Depois de uma boa procura, encontramos uma pessoa que fazia o mesmo serviço por menos da metade do valor do primeiro e ainda dividiríamos esse valor com os noivos que casariam depois de nós.

5. Bolo e doces

Confesso que quando o vi o valor do bolo de casamento, quase desisti de casar. Depois de pesquisar um pouco mais, percebi que o que conta muito nessa hora é o nome da confeiteira; como não priorizamos esse item, procuramos uma confeiteira menos famosa e que fez um bolo igualmente bonito (e gostoso) por um preço muito mais baixo.

6. Vídeo dos noivos

Não sei até que ponto foi interessante alugar um telão para passar um vídeo com fotos para os convidados, mas de qualquer forma valeram os momentos de descontração que tivemos ao convidar amigos para tirar fotos nossas em vários lugares da cidade. Além de economizar com fotografo para essas fotos, eu mesmo fiz a montagem do vídeo, economizando ainda mais.

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Onde não economizamos e as razões para investir nisso

a. Fotos e Filmagem

Além dos votos do matrimonio e da lembrança, a única coisa que fica depois do dia do casamento são as lembranças que foram registradas em forma de fotos e vídeo. Por isso, decidimos não arriscar e contratamos a empresa que mais passou confiança de que faria um bom trabalho. Gastamos um pouco mais, mas não nos arrependemos disso, pois o álbum de fotos e a filmagem ficaram excelentes.

b. Trajes

O terno do noivo e o vestido da noiva são itens que ficarão marcados para sempre na memória e, por isso, não economizamos na busca dos trajes que mais nos agradassem. Apesar de gastarmos um pouco mais nesse item – o vestido de noiva era primeiro aluguel –, economizamos um pouco porque a empresa ofereceu, gratuitamente, os trajes dos pais dos noivos e das daminhas.

c. Buffet

O serviço de Buffet é um dos serviços que mais pesam no orçamento de um casamento e, assim, contratar um que cobrasse valores estratosféricos estava fora de cogitação. No entanto, decidimos que esse seria um item prioritário no casamento e por isso investimos uma boa quantia para contratar um Buffet que servisse um jantar bem feito e de qualidade para nossos convidados.

d. Salão e DJ

Durante o tempo em que estávamos preparando o casamento, minha esposa e eu tivemos oportunidade de ouvir várias histórias de noivos reclamando que não aproveitaram a festa por vários motivos, um deles sendo o local e a música. Decidimos investir um bom dinheiro na contratação de um salão confortável para a recepção e em um bom DJ para animar a festa. Valeu cada centavo gasto, pois nunca me diverti tanto em uma festa com meus amigos, além de reunir tantas pessoas da família em um mesmo dia.

Casamento especial também existe para quem valoriza e respeita seu dinheiro!

Acho que a principal dica que posso dar para quem está planejando o seu casamento é: faça muita pesquisa de preços e crie uma lista de prioridades baseada no casamento de seus sonhos. Mas seja coerente e respeite os limites financeiros. Endividar-se para fazer um super casamento logo se mostrará uma decisão errada. Quem vai pagar a conta depois?

Há muitas opções de serviços mais em conta, basta você procurar no lugar certo. E, se for pra gastar dinheiro, que seja com algo para agradar você e sua família, e não os outros. Eu, por exemplo, escolhi um terno que fez muitas pessoas “torcerem o nariz”; apesar de estar ciente dessa possibilidade de assustar, nem por um instante desisti da ideia de usá-lo – e assim realizei meu desejo sem me importar com o que os outros pensariam.

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Espero que esse artigo possa ajudar os noivos que estão planejando seu casamento de forma inteligente e madura, se preocupando com as despesas e limites do bom senso. Desejo também que você, leitor, possa refletir sobre as ideias e deixar nos comentários a sua opinião sobre o assunto, seja ela a favor ou contra. Até a próxima!

Foto “wedding”, Shutterstock.

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