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Como fazer uma construção em terreno próprio

Quem não tem disponível o valor necessário para a obra ou a compra do terreno pode buscar um financiamento

por Blog do Serasa
3 min leitura

Ter uma casa própria é das principais metas de muitas pessoas ainda hoje. Uma das formas de alcançar esse objetivo é com a construção em terreno próprio.

Esse processo precisa passar por diversas etapas, como a obtenção de licenças, eventual linha de crédito para construção, até a escolha de materiais. Saiba mais sobre o tema neste artigo.

Etapas para construir em terreno próprio

Antes de iniciar a construção em um terreno próprio, muitas etapas precisam acontecer. Confira:

Planejamento financeiro

A primeira é o planejamento financeiro. É preciso saber qual o montante disponível para investir na construção. Quem não tem disponível o valor necessário para a obra ou a compra do terreno pode buscar um financiamento, por exemplo.

Escolha da localização e características do terreno

Com o valor disponível anotado, é hora de escolher o terreno ou, se já tiver o local escolhido, avaliar as características dele. Algumas perguntas importantes são:

“É um terreno com declive?”; “Ele ainda vai precisar ser aplainado?”; “Está abaixo ou acima do nível da rua?”.

Documentação necessária

Com as características em mente, é importante saber o que é possível fazer na obra ou não e, principalmente, qual a documentação necessária para o processo.

Isso porque toda obra precisa estar regularizada e de acordo com as leis locais para que a construção ocorra sem maiores problemas.

Escolha dos profissionais que vão trabalhar na obra

Esse ponto influencia cada parte da obra, inclusive os anteriores. Contando com bons profissionais da área, fica muito mais fácil acertar nas escolhas e evitar “atropelar” etapas essenciais para o bom andamento da obra.

Nesse momento, o barato pode sair caro, então escolher com calma o arquiteto, o engenheiro, os pedreiros e todos os demais envolvidos é essencial.

Definir materiais

Na hora de optar pelos materiais da casa, a mesma dica anterior ainda vale. Claro que existem soluções diferentes para uma mesma demanda, então é preciso colocar o orçamento acima de tudo e escolher a partir dele.

Importância do planejamento arquitetônico e urbanístico

A residência traz mais segurança e estabilidade além de garantir um bem com grandes chances de se valorizar ao longo do tempo. Mas para isso é preciso antes muito planejamento.

Feita a escolha do terreno, até antes da seleção de materiais e fornecedores, será preciso contratar profissionais para criarem um projeto arquitetônica e urbanístico da futura residência.

Com todos esses fatores em mente, o projeto arquitetônico vai contar com um cronograma da obra. Assim, será possível estipular o tempo que vai demorar desde o planeamento até a casa ficar pronta.

Cumprimento de normas e obtenção de licenças

Para conseguir construir em terreno próprio, antes é preciso reunir uma série de documentos para obtenção das licenças. 

Em posse dos papéis, é hora de encaminhá-los para a área responsável na prefeitura da cidade em que será feita a obra para conseguir algumas licenças, como:

Alvará de Aprovação: para conseguir essa licença, é preciso ter documentos como: indicação da área real do imóvel; demarcação de córregos, águas e galerias existentes no imóvel ou em suas divisas; demarcação de árvores existentes no local; locação de postes, árvores, boca de lobo e mobiliários urbanos existentes em frente ao imóvel; indicação do nome e da largura do logradouro (rua ou avenida em que fica o terreno), com detalhes como a medida dela e a largura dos passeios públicos; entre outros.

Alvará de Execução: além das plantas já enviadas no Alvará de Aprovação, são necessários documentos como declarações do responsável pela obra garantindo que tudo será feito de acordo com a legislação, além de outros documentos e licenças.

Em algumas cidades, como é o caso da cidade de São Paulo, é possível ter acesso à lista completa de documentos necessários e até ao processo em si de forma online.

O tempo de aprovação do alvará pode variar de acordo com o processo de cada cidade, assim como os prazos para execução da obra e outras exigências ligadas à construção.

Como funciona o financiamento de terreno e obra

Se a opção de financiar a compra do terreno e a construção em si parece interessante, é importante saber mais sobre o tema.

Atualmente, existem linhas de crédito específicas para construção de imóveis, e algumas incluem também a compra do terreno.

Existem dois tipos de sistemas que incluem essas linhas. Segundo o Banco Central, o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) foi criado pelo Governo Federal e segue suas regras.

Entre elas estão o preço máximo de avaliação do imóvel de R$1.500.000,00 e a taxa máxima de juros.

No Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), não há limite determinado para esses itens, pois atua com condições livremente negociadas entre o cliente e o banco. 

Por isso, diferentes instituições oferecem esse tipo de crédito e o processo é comum às demais linhas, com a análise de crédito e o perfil da pessoa antes da liberação do valor.

Uma documentação também é exigida pelos bancos, para que as parcelas sejam liberadas durante a obra.

As taxas variam de banco para banco e o valor aprovado vai depender do perfil de cada cliente. Em alguns casos o FGTS pode ser utilizado para pagar uma parte do empréstimo, mas é preciso atender requisitos como tempo mínimo de trabalho, por exemplo.

O prazo para parcelar o financiamento da casa própria é atualmente de até 35 anos.

Ao final da construção, o pagamento do financiamento continua até chegar ao valor completo do empréstimo. Geralmente, após a obra finalizada a parcela passa a ter um valor fixo mensal.

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