Como foi o ano de 2011? Você ficou mais rico ou mais pobre?Todo o final do ano é comum perceber na maior parte das pessoas a intenção de mudar, começar algo novo e ser mais feliz. Claro, eu não sou diferente e já comecei a pensar nos projetos (e existem vários) para os próximos anos. Se a análise para o futuro quase sempre tem a perspectiva positiva, o que podemos aprender com o que acabamos de superar durante o ano de 2011? Afinal, você ficou mais rico ou mais pobre em 2011?

Não existe uma maneira mais prática de encarar a evolução natural das coisas do que pensar nas conquistas. Como está o seu lado profissional, você conseguiu avançar? E sua qualidade de vida, melhorou? Os dias e momentos ao lado de sua família e amigos foram mais completos, harmoniosos? Você conseguiu investir algum dinheiro e livrar-se do endividamento?

Hoje melhor que ontem, amanhã melhor que hoje
Se pensarmos objetivamente, um bom termômetro para conferir o que de fato aconteceu é olhar paro o crescimento de seu patrimônio e, numericamente, descobrir se ele aumentou ou não. Preste atenção também aos detalhes, já que a resposta para essa questão pode ser também muito subjetiva: em alguns casos, um grande projeto iniciado nesse ano pode ser o trunfo para o futuro ou longo prazo – dessa forma, você pode considerar a resposta como positiva.

A verdade é que muitas variáveis precisam ser consideradas para responder essa pergunta sobre o patrimônio. O ideal é analisar seu crescimento primeiro pelo lado do desenvolvimento pessoal. Depois dos desafios, conquistas e dificuldades de 2011, você acredita ser uma pessoa melhor?

Repare que nossa conversa hoje é um pouco diferente. Estou convencido de que toda experiência adquirida durante a vida nos torna pessoas mais bem preparadas para tomar as melhores decisões, inclusive e principalmente aquelas relacionadas ao dinheiro.

Há aqueles que não aprenderam a lidar com o planejamento financeiro, por exemplo. Por que não o fizeram? Está mais do que claro que planejar os gastos e manter uma harmonia entre as receitas e despesas é indispensável para uma vida tranquila e de futuro garantido. Aprender a planejar é, sem dúvida, um ganho espetacular que contribuirá sempre para a realização de nossos sonhos. Você percebeu isso em 2011?

Aprenda com os bons exemplos
Observe seus amigos mais bem sucedidos. Afinal, você aproveitou o ano que agora termina para perguntar como ele chegou lá? Mais, tentou absorver os pontos positivos que o levaram ao sucesso? Preste atenção: estou falando aqui de pessoas que chegaram ao sucesso com boas práticas e não dos picaretas, que usaram e abusaram de práticas condenáveis. O que você aprendeu com essas pessoas diferenciadas?

Por um 2012 diferente, melhor!
Se o ano que acaba agora não foi tão bom para você, não fique se lamentando. Separei algumas atividades que podem motivá-lo a fazer de 2012 um ano melhor. Veja:

  • Invista no conhecimento. Deixe de lado a ideia de que não é possível mudar. Desenvolva o hábito da leitura e aproveite a oportunidade (se ela surgir) de voltar a estudar;
  • Crie novos hábitos. Procure aprender com os erros. Deixe de comprar na base do impulso e passe a planejar os gastos para que, nos momentos de grande emoção, você não tome as piores decisões financeiras;
  • Invista no relacionamento online. O mundo nunca se tornou tão pequeno. Você está a um clique de começar a ampliar seu relacionamento profissional com milhares de pessoas que podem ajudá-lo no desenvolvimento de sua carreira. A Internet não pode ser utilizada apenas para diversão. “Think different”, já dizia a Apple de Steve Jobs;
  • Aprenda a investir. Chega de tomar decisões baseadas apenas nos conceitos ou aprendizados de terceiros. Aprenda a valorizar o conhecimento específico sobre economia, finanças pessoais e investimentos e busque aperfeiçoar suas decisões neste sentido. Onde investir? Quanto poupar? Por que essa e não aquela alternativa? Seu futuro pode depender disso;
  • Tente, sim, mudar o mundo. Em 2011, morreu Steve Jobs, alguém que passou grande parte da vida com a intenção de mudar o mundo. Ele conseguiu. Você não acredita que também tem uma colaboração a fazer? Cada um ao seu estilo, podemos fazer a diferença, ainda que seja para uma pessoa, pequeno grupo ou comunidade. Uma boa alternativa são os trabalhos voluntários. Atualmente, as grandes empresas valorizam os profissionais que dão sua parcela de colaboração com causas consideradas nobres. Faça mais que apenas a sua parte!
  • Valorize o que realmente é importante. Cada pessoa tem o seu próprio conceito de o que é realmente importante. Minha experiência pessoal mostra que o que é mais valioso e importante normalmente não custa dinheiro; não é algo que se possa comprar. Estou falando do tempo, o tempo que muitas vezes desperdiçamos com atitudes pequenas e pouco produtivas. Invista mais no contato com as pessoas e aprendendo coisas novas.

Ainda dá tempo? Claro! Ora, ainda faltam alguns dias para o ano se encerrar de vez. Portanto, dá tempo de fazer muitas coisas. Comece fazendo algo especial para alguém; comece aceitando a responsabilidade de reorganizar suas finanças e sair do vermelho; comece fazendo mais que apenas prometer. Aceita o desafio?

Foto de sxc.hu.

Ricardo Pereira
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários