Como assim, ir ao shopping e não gastar? É isso mesmo, produção? É possível ir ao shopping e não gastar nada, além do estacionamento? Sim, é possível!

“Mas quem vai ao shopping é porque quer gastar, não?”, você deve estar ai pensando. Entendo que para algumas pessoas isto pode ser inacreditável. A tentação é muito grande, e os shoppings são estruturados e preparados para serem irresistíveis e recolherem o nosso suado dinheirinho.

Hoje quero discutir brevemente a questão da compra por impulso, um dos maiores inimigos da educação financeira, se não o maior. Um lugar chamado shopping tem o claro propósito de oferecer produtos e ser um local para compras, mas não sejamos tão exagerados a ponto de defender o “entrou, tem que comprar”.

A compra por impulso cria dívidas desnecessárias, por vezes consome a reserva de emergência e tem potencial para destruir as aplicações feitas para atingir algum objetivo (a compra de um carro, de uma casa, a aposentadoria, enfim, o seu sonho). Convido-o a clicar aqui e ler um excelente texto sobre armadilhas de consumo nos dias de hoje.

Comprar por impulso gera uma reação no organismo muito parecida com a utilização de alguma droga: no momento inicial a compra gera euforia, prazer, mas quando a pessoa “cai na real”, ou no dia em que a fatura chega, o arrependimento e até a depressão podem vir a tona.

Infelizmente, não se pode ter tudo. Dinheiro é um recurso finito, quer acredite ou não. Você precisa fazer escolhas e lidar com as consequências – e não apenas em relação a dinheiro, mas em tudo na vida. Sempre teremos opções, algumas evidentemente melhores do que outras.

Dê um exemplo de algo que você não vê alternativa e eu vou te mostrar um leque de opções. Pode ser que nenhuma seja tão boa quanto a sua, mas sempre temos alternativas. E cabe frisar: você arcará com as consequências da sua decisão, qualquer que seja ela.

Lembre-se: você não é obrigado a nada, muito menos a comprar alguma coisa. Adiar uma compra de algo desnecessário ou, digamos, inadequado pode representar um grande benefício futuramente. Faça você mesmo e comprove. Ou pelo menos pense nisso.

Bom, eu prometi dizer como ir ao shopping e não gastar, não foi? Certo, é mais simples do que você pensa: basta deixar o cartão de crédito (e o talão de cheques, o cartão de débito, o dinheiro, enfim, o seu poder de compra) em casa! Você verá que é possível correr todas as vitrines e não por a mão no bolso (ou na bolsa).

Sem graça? No início pode ser doloroso, pode ser até desconfortável. Pode ser. Mas seu bolso e seus sonhos agradecerão, logo logo. E quando você se acostumar com essa ideia, já será tarde demais: você já terá recursos suficientes para realizar seus objetivos e talvez perceba que aquela coisa que antes era irresistível agora se tornou uma bobagem, já que você percebeu que pode conquistar muito mais.

Há um exemplo da compra do carro, muito baseada em status, que merece sua atenção. Clique aqui para entender e fugir dessa cilada. Que tal? Promete pelo menos pensar no assunto? Contribua com suas histórias ligadas ao perigo das compras por impulso usando o espaço de comentários abaixo. Obrigado e até a próxima.

Foto “Go shopping”, Shutterstock.

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