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Como saber se a parcela realmente cabe no seu bolso?

Em todos os casos, o n√ļmero e o valor de parcelas devem estar relacionados ao m√°ximo de d√≠vidas que voc√™ pode assumir

por Blog do Serasa
3 min leitura

A vida financeira ideal √© aquela longe das d√≠vidas, mas nem sempre isso √© poss√≠vel, n√£o √© mesmo? Geralmente √© preciso arrumar uma d√≠vida de financiamento de casa pr√≥pria, de autom√≥vel, al√©m de circunst√Ęncias da vida (como perda de emprego, redu√ß√£o de renda, problemas de sa√ļde) que levam f√°cil uma pessoa a assumir parcelas. (Ah… eu sei que √†s vezes a d√≠vida vem de blusinhas e smartphones, mas vamos fingir que n√£o…)

E sim, essas parcelas, mesmo quando pagas em dia, não deixam de ser dívidas. Por isso mesmo é fundamental entender o quanto você realmente pode pagar por essas parcelas de crédito.

Afinal, o que seria uma parcela que cabe no seu bolso?

Bem, primeiro √© preciso entender que existe um endividamento saud√°vel (sim, algu√©m desistiu de falar para voc√™ n√£o se endividar e resolveu dar um limite para isso, sem que comprometa sua sa√ļde financeira).

Esse limite de endividamento permite que você consiga para todas as outras contas em dia, mesmo com o compromisso de pagar algumas dívidas. Se passar desse limite, você deve começar a se preocupar.

O endividamento saudável é de até 30% da renda. Assim, pegue seu salário líquido ou tudo que você normalmente recebe em um mês como pagamento e multiplique por 0,3. 

Esse é idealmente o valor máximo de parcelas a pagar.

Todo tipo de parcela deve ser considerado: empréstimo, financiamento de casa, carro, renegociação de cartão, parcela das blusinhas. Some isso tudo e saiba se está dentro dos 30%.

Está no limite? Fique alerta e não arrume mais nenhuma dívida.

Está abaixo? Isso não significa que você deve gastar mais, certo? Mas pode ser um norte caso precise pagar uma nova parcela ou renegociar alguma dívida de forma consciente.

Est√° acima? Acima quanto? Pegue o valor total das parcelas, divida pela sua renda e multiplique por 100. Deste jeito aqui:

Esse é seu grau de endividamento. Dependendo de quanto for, pode ser uma boa renegociar algumas dívidas para que as parcelas realmente caibam no bolso.

Pausa para entender seu grau de endividamento…

Em 2009, quatro pesquisadores da Universidade Federal de Vi√ßosa ‚Äď Lucas Paravizo Claudino, Murilo Barbosa Nunes, Adriel Rodrigues Oliveira e Oct√°vio Valente Campos adaptaram um quadro de Brusky e Magalh√£es (2006) para classificar o n√≠vel de endividamento de uma pessoa, com base na porcentagem de d√≠vidas e na ultrapassagem da renda, ou seja, a frequ√™ncia com que a pessoa fecha o m√™s ‚Äúno vermelho‚ÄĚ. Confira o quadro e entenda sua situa√ß√£o atual.

Indicadores de endividamento

Fonte: Brusky; Magalh√£es (2006), citado e adaptado por Claudino et al. (2009).

Portanto, mesmo que você não esteja fechando o mês no vermelho, dependendo da sua relação dívida/renda, poderá estar em uma zona de risco. Então, cuidado!

Se você está superendividado, pode ser que precise recorrer à Lei do Superendividamento para sair desse sufoco. Essa lei veio em 2021 para dar esperança àqueles que têm tantas dívidas que não sobra quase nada para sobreviver.  

Por meio dela, é possível negociar com vários credores ao mesmo tempo, fazendo um plano de pagamento viável.

E quando eu posso usar o crédito de forma consciente?

Agora que você já sabe seu grau de endividamento, se está dentro ou não do endividamento saudável, é importante saber usar o crédito com consciência.

Por exemplo, quando será que é o melhor momento de usar o cartão de crédito? Confira.

Emergências: o ideal mesmo é ter uma reserva de emergência, mas sei que nem sempre dá tempo de ter essa sobra antes de uma emergência real.

E aí o nosso querido cartão pode vestir sua capa e salvar o dia! Por isso é importante cuidar de seu Serasa Score para conseguir um bom cartão e quem sabe um bom limite.

Se for ficar descapitalizado: sua geladeira queimou e se você for comprar outra à vista ficará sem dinheiro de reserva? Coloque o cartão de crédito pra trabalhar e parcele a compra. Ficar sem nada na reserva é um risco desnecessário.

Rentabilidade futura: você precisa de um equipamento para sua empresa que vai aumentar o rendimento e ampliar sua atuação no mercado?

Tem coisa que n√£o d√° para esperar, e se voc√™ realmente precisa comprar agora pode contar com a ast√ļcia do seu querido cart√£o, sem culpa.

Em todos os casos, o n√ļmero e o valor de parcelas devem estar relacionados ao m√°ximo de d√≠vidas que voc√™ pode assumir.

√Č claro que, al√©m disso, o ideal √© conhecer de verdade sua pr√≥pria vida financeira. S√≥ assim vai entender como domar esse touro brabo que s√£o as finan√ßas.

O que a gente pode concluir disso?

Cart√£o de cr√©dito ou outra forma de cr√©dito n√£o s√£o vil√Ķes, e sim aliados do consumidor. Muitas vezes eles podem vestir uma roupa de super-her√≥i, mas √© preciso entender quando us√°-los.

Apesar de o endividamento de at√© 30% ser considerado saud√°vel, n√£o tente ficar perto dele. Quanto menor o risco a que voc√™ puder se expor, melhor para sua sa√ļde financeira e mental.

Bem, você já deve saber a essa altura quando uma parcela cabe ou não no bolso.

Sabendo disso, pode usar o parcelamento em diversos momentos da vida: em novas comprinhas, nas decis√Ķes de financiamento, tomadas de empr√©stimo e na renegocia√ß√£o de d√≠vidas.

O ideal mesmo? √Č que voc√™ n√£o saiba s√≥ fazer esse c√°lculo, mas que tamb√©m se preocupe em ter o controle e planejamento da sua vida financeira. Mas isso √© assunto para outro conte√ļdo.

O Dinheirama √© o melhor portal de conte√ļdo para voc√™ que precisa aprender finan√ßas, mas nunca teve facilidade com os n√ļmeros.

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