Olá, leitor do Dinheirama. Enfim, chegou o dia em que consegui escrever o artigo prometido sobre a minha viagem à Nova Iorque, em outubro passado. Para quem não se lembra, o passeio tão desejado foi consequência de uma daquelas promoções tentadoras de passagens aéreas baratas.

Comprei e, depois, com a alta do dólar, me vi obrigada a rever todo o roteiro para não sair do meu orçamento (clique aqui para ler o texto em que relatei essa história). Portanto, confira algumas dicas que usei com meu marido e que acredito serem de boa serventia.

Hospedagem

Quando comprei as passagens, reservei um hotel mais em conta e fora de Manhattan porque sabia que na ilha tudo seria mais caro. Então, escapei para o Queens, numa boa localização, no bairro de Astoria. O hotel fica ao lado de uma estação de metrô que me deixaria na Times Square em 10 minutos.

Com o dólar nas alturas passei a procurar outro tipo de hospedagem.  Pesquisei muito em redes sociais, em grupos de viagens e em blogs até encontrar um casal de brasileiros que aluga um quarto no apartamento deles. Isso é totalmente comum.

O bairro também seria Astoria, só que um pouquinho mais distante do que o hotel, mas isso não influenciou. De metrô, tudo fica perto. É claro que nada se compara à mordomia de um hotel, com café da manhã e banheiro privativo, mas posso confessar que, como saía cedo e voltava tarde todos os dias, isso não foi problema.

Paguei em cash uma diária de 90 dólares para duas pessoas. Isso reduziu bastante os nossos gastos, já que no hotel seria no cartão de crédito e eu correria o risco de pagar ainda mais caro depois.

Café da manhã

Compramos alguns produtos em mercadinhos próximos ao apartamento e tomamos nosso café da manhã no melhor estilo nova iorquino: andando pelas ruas ou no metrô. Se não era assim, parávamos em alguma Deli.

Passeios gratuitos

Refiz nossos roteiros, verifiquei lugares que ofereciam entradas gratuitas e assim economizamos muito com os passeios. Não compramos os famosos NY City Pass e NY Pass. Na teoria, esses passes oferecem as atrações com descontos, porém, como não iríamos em todas elas achamos melhor pagar individualmente nas que escolhemos.

Por exemplo, no Museu de História Natural é possível pagar um valor simbólico. É só chegar e pagar quanto quiser e, por conta disso, pagamos 5 dólares por duas entradas. E não, isso não é e nunca será uma vergonha. Ninguém olhará estranho para você. Fique tranquilo.

Esta era a minha segunda vez na cidade e, como na primeira, não tinha a intenção de visitar a Estátua da Liberdade propriamente dita. Filas enormes não me atraem. Então, já havia decidido fazer um passeio de barco que me permitisse tirar uma foto bem bonita dela.

Qual não foi a minha surpresa ao constatar que no lugar de pagar por um passeio que seria uns 17 dólares por pessoa, eu poderia pegar uma barca para Staten Island totalmente de graça e ainda tirar a mesma foto? Foi o que fizemos. Nós e muitos turistas.

Também visitamos gratuitamente o Museu Nacional do 11 de setembro. Ao contrário do que prevíamos, não houve dificuldade alguma para entrar. Como foi? Toda terça-feira, a partir das 17h, a entrada é gratuita com distribuição de senhas.

Senhas? Sim. Entre no site deles na terça pela manhã e reserve gratuitamente a sua entrada. Você vai receber um e-mail de confirmação com o código de barras. Não se assuste com a fila. Ela anda muito rápido e é só mostrar o código de barras no seu celular na entrada. Pronto. Você acaba de poupar 24 dólares.

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Locomoção

O melhor meio de se locomover em Nova Iorque é de metrô. Ele te deixa em todos os lugares possíveis e, para isso, compre o passe ilimitado de sete dias ou 30 dias. O de sete dias custa 31 dólares. Guarde o cartão quando a validade acabar para economizar 1 dólar ao recarregá-lo.

Também economizamos para sair do aeroporto, pois não usamos táxi nem transfer. Utilizamos o Airtrain e o metrô. Como? O Airtrain é gratuito se você usá-lo para ir de um terminal a outro.  Mas para sair do aeroporto você precisa pagar 6 dólares: 1 dólar referente ao ticket que pode ser recarregado + 5 dólares referente à passagem.

Uma dica: 1 ticket, neste caso, serve para duas pessoas se você colocar 10 dólares nele. Somente neste caso. No metrocard ilimitado não passam duas pessoas na catraca num intervalo menor que 18 minutos.

Alimentação

Aqui entra uma grande questão: gosto não se discute, certo? Em Nova Iorque há opções para todos os bolsos, desde pizza e hot dog a 1 dólar cada a alta gastronomia. Isso vai depender de suas prioridades e vontades.

Nós optamos por comer bem alguns dias e poupar em outros. Lembre-se: as porções são sempre bem grandes e, muitas vezes, um prato serve até quatro pessoas, o que é uma ótima pedida se estiver em grupo, porque dá para dividir a conta.

No mais, espero que as dicas ajudem a tornar sua viagem menos dispendiosa e, com certeza, memorável da melhor maneira possível. Eu já quero voltar! Até mais!

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Foto “Manhattan”, Shutterstock.

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