Você conhece alguém que não consegue falar mais de uma frase sem reclamar de algo? Ou ainda, já se pegou reclamando mais do que devia? Não se preocupe, você não está sozinho. Parece que esse é um fenômeno cada vez mais comum e de maiores proporções. O que antes era restrito aos mais velhos agora contamina a todos, sem distinção de raça, casta ou idade.

Pior que isso é o poder de contaminação que um “reclamão” tem; com este comportamento, em pouco tempo todos à sua volta estão reclamando de algo, enquanto os poucos que não se deixam levar procuram algo melhor para fazer.

Claro que, vez ou outra, até como catarse, podemos reclamar, afinal, somos humanos e imperfeitos. Agora, o que não pode é a reclamação sobre tudo e todos se tornar hábito. O excesso de reclamação nos deixa negativos, pessimistas e cheios de auto piedade, configurando assim a receita perfeita para sabotarmos nossos sonhos e nossa prosperidade.

O fato é que a reclamação é um recurso psicológico para fugirmos das nossas responsabilidades sobre qualquer coisa, atribuindo tudo o que “dá errado” em nossas vidas ao acaso, a Deus, ao vizinho, ao cachorro do vizinho… menos a nós mesmos. É um comportamento defensivo bastante perigoso.

De certa forma, isso nos traz conforto, mas não é só isso: pior, nos traz conformismo; e, nesse momento, nossas vidas começam a andar para trás. Quanto mais reclamamos, mais queremos reclamar e menos queremos mudar. A solução passa a ser reclamar, e não fazer alguma coisa de fato para transformar a própria realidade.

E quando o assunto é dinheiro, aí sim a reclamação é item de série. Quem leu aqui no Dinheirama o brilhante artigo do amigo Ricardo Pereira sobre as oportunidades que residem nas crises sabe que, enquanto os “reclamões” choram pela Petrobras combalida, os realizadores enxergam oportunidades de ganhos extraordinários justamente quando “o sangue está correndo nas ruas”.

Somos mestres em encontrar desculpas para nossos fracassos ou para aquilo que deveríamos ter feito. Claro, há uma questão social: vivemos em uma sociedade avessa ao fracasso. O que é uma grande pena, já que o verdadeiro aprendizado só emerge muito mais a partir dos erros que dos acertos. Então, errar é mais importante que acertar, pois nos permite evoluir.

Que tal parar de apontar o dedo, buscar culpados ou desculpas e assumir a responsabilidade sobre seus atos? Ou melhor, que tal usar o tempo e a energia das reclamações para algo construtivo, mudando assim seu comportamento?

Não, caro leitor, não há perspectiva que de que o Brasil se torne um lugar menos inóspito para se fazer negócios, tampouco que deixemos de ser surrupiados pelo Estado. Mas isso não é desculpa para não prosperar, certo? Pois é!

Comece pelo começo: mude hábitos, gaste menos do que ganha, seja vigilante com as despesas e, quando isso se tornar um hábito, comece a investir com frequência e sabedoria, sempre de forma diligente e constante.

Em pouco tempo você verá que a reclamação foi substituída pela satisfação de ter as rédeas de sua vida nas mãos. Seja errando ou acertando, o único responsável pelos acontecimentos terá sido você. Quando esse dia chegar, você só vai querer ver os “reclamões” através de binóculos.

Lembre-se: toda grande mudança começa com pequenas atitudes e mudança de comportamento. Não desista! Boa sorte e até a próxima. Grande abraço!

Foto “Proser woman”, Shutterstock.

Renato De Vuono
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