Compra do material escolar e educação financeiraMaterial escolar. Caderno, estojo, lápis, caneta, papel, mochila[bb] e por ai vai. Você que tem filhos(as) já deve estar com isso na cabeça. Pois é, eu também estou. Mas a verdade é que o momento da compra do material escolar pode deixar de ser uma “dor de cabeça” e transformar-se em uma oportunidade para trabalhar a educação financeira com as crianças. Mas isso requer vontade e dedicação dos pais.

É comum encontrarmos dois perfis de pais nessa época:

  • Alguns deixam os filhos em casa e vão às compras. Com isso, diminuem o custo da lista já que as opções são pelos materiais com melhor preço;
  • Outros levam os filhos às compras e acabam cedendo aos apelos de consumo e aumentando significativos Reais nas despesas.

O melhor caminho é o equilíbrio, o meio termo. Talvez você tenha mais trabalho, demore mais tempo nas lojas, mas estará promovendo o desenvolvimento de importantes habilidades em seus filhos, entre elas o saber priorizar e o hábito de estabelecer comparações de preços e condições comerciais.

Com o reajuste acima da inflação, esse ano os materiais escolares estão 8% mais caros. Sinal de que, mais do que nunca, é fundamental a pesquisa de preço. Antes de sair de casa convide seus filhos para juntos conferirem a lista dos itens pedidos pela escola e discutam se existe algum material do ano anterior que pode ser aproveitado. Nesse momento estamos falando e ensinando sobre reciclagem e sobre como evitar desperdícios.

Por exemplo, o caderno de inglês[bb] que está quase novo e com poucas páginas usadas poderá ser aproveitado. Faça o mesmo com a mochila, com a bolsa para lanche e com aquela caixa de lápis de cor que foi comprada em novembro e está praticamente nova.

Você também precisa conversar com a criança e combinar as regras da compra. Assim estará ensinando sobre o consumo responsável, consciente. Veja o caso dos cadernos que chegam a ter uma variação de preço de mais de 50% por conta da capa ou marca. As crianças ficam encantadas com as inúmeras ilustrações, é verdade, mas negocie e seja flexível dentro dos limites do bom senso. Por exemplo, dentre os seis cadernos pedidos, um pode ser com a capa ilustrada desejada.

Outra dica legal sobre cadernos é fazer a customização. Compre um caderno com a capa sem ilustração e sugira que seu filho a personalize. Com criatividade e usando materiais disponíveis em casa (como adesivos, ilustrações e tecidos) o trabalho ficará muito bom. Isso sem falar da diversão ao fazer essa atividade – as crianças adoram esse tipo de coisa.

Durante a compra do material, lembre-se do que foi combinado para poder nortear a criança. Nós, adultos, temos mais ferramentas para resistirmos ao assédio do marketing[bb]! Assim, dê a lista na mão da criança e estimule que ela procure os itens. Fale sobre a diferença de preço entre as marcas, da importância dos descontos e escolha o melhor em custo/benefício.

Você acha que seu filho é muito pequeno para entender diferenças de preço? Não tem problema, mesmo assim procure envolvê-lo nas compras, pois as crianças menores, apesar de terem uma noção ainda distorcida dos valores, também estarão absorvendo conhecimentos!

Lembre-se que educação financeira tem relação com nosso comportamento diante do dinheiro. Logo, o modo como você lida com uma simples lista de material reflete seu pensamento e suas atitudes em relação às finanças da família. Os filhos estão atentos a todos os detalhes, mesmo que você acredite o contrário.

Como você lida com o momento da compra do material escolar? Tem outras dicas ou quer compartilhar sua experiência? Escreva-nos! Grande abraço.

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

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