Comentários sobre a vida pessoal de um colaborador, boatos sobre o casal que se formou no trabalho, especulações sobre o novo chefe… É assim, entre um cochicho e outro, que a fofoca vai tomando conta da empresa e forma-se a famosa “Rádio peão”.

Apesar de até parecerem inofensivas, as fofocas podem comprometer a imagem profissional e tornar tóxico o ambiente corporativo.

Por sermos seres sociais, qualquer agrupamento de pessoas vai gerar comentários e fofocas. Além disso, com o advento das redes sociais, parece não existir mais limites entre vida pública e privada.

Basta um check-in no Facebook, uma foto no Instagram ou um vídeo no Snapchat e é possível saber tudo o que o colega de trabalho faz fora do expediente. Essas mídias fazem sucesso porque contam histórias da vida das pessoas.

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Nós gostamos disso, de enredos, de personagens… e com as redes sociais, aumentou a quantidade de informações para as pessoas comentarem.

No entanto, é bom ressaltar que essa rede de informações que acontece nos bastidores pode ter impacto negativo na qualidade das relações, prejudicando a produtividade e o desempenho dos funcionários.

Diálogo aberto é fundamental

É preciso desenvolver discernimento para evitar que uma simples história engraçada se transforme em ofensa, bullying e, pior ainda, você receber um rótulo de fofoqueiro da organização.

 Apesar disso, tentar proibir a rádio peão é gastar tempo à toa. O importante é ter ouvidos sempre atentos, saber o que está se passando, sobre o que estão falando e, principalmente, mostrar sinais diferentes, para que as conversas não ganhem força.

Por exemplo: há rumores de que vai ter “corte” na empresa. Se vai realmente ter, é bom anunciar logo e não deixar que o clima se deteriore. Se não vai acontecer, é bom dar sinais claros disso, para não dar espaço para que outras pessoas comecem a entrar na onda.

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Em resumo, é bom ter ouvidos atentos, ações claras e deixar o caminho aberto. Isso de forma que os colaboradores possam acessar os líderes para esclarecer dúvidas.

Embora seja praticamente impossível eliminar a rádio peão, vale ressaltar que a área de Recursos Humanos tem papel fundamental para atenuar esse problema. Em alguns casos, o RH pode intervir para deter rumores falsos ou prejudiciais ao time.

É preciso ter um diálogo aberto e permanente com as pessoas. Observar sinais e atuar, dar sempre a notícia e o subsequente espaço para esclarecer perguntas – isso é ser assertivo na comunicação.

Conclusão

A assertividade é aquela comunicação não focada apenas nas minhas necessidades. Só o que quero dizer (ativo) tampouco apenas só ouvir o que o outro diz (passivo). A assertividade está nesta junção de ativo e passivo, lá e cá, ao mesmo tempo.

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A comunicação passa pela forma de palavras, roupas, gestos e atitudes. A seguir, confira alguns pontos que não podem faltar na comunicação da empresa com os funcionários, retirado do meu livro “O inédito viável na Gestão de Pessoas – Reflexões e filosofia prática sobre liderança”:

  • Clareza. É preciso deixar claro o que se espera como ação prática daquilo que se está comunicando. Quanto menos dúvidas tiverem, menos serão os problemas de entendimentos errados;
  • Objetividade. Uma comunicação eficiente deve identificar exatamente o assunto que pretende expor. Seja sucinto, direto e sem rodeios. Sobre o que ou o que está comunicando?
  • Abrangência. A informação que está sendo transmitida precisa atingir todos os públicos da empresa da mesma maneira, deve ser “desdobrada a todos”;
  • Transparência. Ser transparente no processo de comunicação é o elemento que garante a credibilidade das empresas. Isso conquista a confiança dos colaboradores, a verdade dos fatos é sempre melhor, por mais dura que possa ser;
  • Reciprocidade. Vale lembrar que diálogo é uma via de mão dupla: não apenas falar, mas também ouvir, e ouvir requer vontade, devoção, faz se pelo dever, é necessário dedicação e concentração para de fato ouvir. Saber ouvir é a melhor maneira de saber falar.

Emerson Weslei Dias
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