Quem estudou qualquer matéria relacionada a negócios com certeza teve ao menos uma aula sobre concorrência. E aí vem aqueles conceitos datados, cheirando naftalina, de concorrentes diretos, indiretos… Argh!

Fato interessante: essas mesmas “escolas de negócio” tem matérias que, acredite, falam da tal “miopia empresarial”. Ora bolas, vocês estão limitando o espectro de quem são meus concorrentes a praticamente a distância do braço (curto, diga-se) e falam de miopia?

É como é, será como terá de ser!

Você já deve ter notado que aqui no Dinheirama falamos muito do “mãos na massa” em contraponto à “educação formal”. Temos como referências caras que mudaram a face do mundo sem terem tocado em um diploma universitário.

Calma, não fuja da faculdade ou rasgue seu diploma, sempre se aprende algo no processo.

Porém, a visão de um formando e de um formado é diferente, muito diferente. Quando chegamos ao mercado, a impressão clara é: “cara, ou eu dormi por 5 anos e não sei ou não me ensinaram nada útil”. Por isso os estágios são tão importantes.

Mas, no fim, a educação acadêmica é como é, e chorar sobre o TCC mal avaliado não vai adiantar. E as coisas serão como terão de ser, ou seja, cabe a você tirar a moldura da vida.

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O aluno faz a escola, não o contrário

As escolas… bem, elas não servem para muita coisa. Seja Vassouras ou Harvard, a diferença toda está no aluno.

Acredite: há uma porção de idiotas com diploma da “meca de Boston” e existem Pitanguys por aí cujo brasão estampado em seu diploma não chega ser algo para se orgulhar (mas tem muito “diplomudo” que não se aguenta de inveja).

Por exemplo, eu estudei em uma faculdade que, hoje, passados 16 anos de sua fundação, se tornou no máximo mediana. Mas, quando olho para minha turma, fica claro que a instituição foi só um meio.

De lá saíram diretores de multinacionais aos 30 anos de idade, empreendedores bem-sucedidos e uns cabras que não deram em nada mesmo.

A escola não teve, em minha modesta opinião, nenhuma interferência nisso, seja para os que “deram certo” ou para os que resolveram que curtir com a grana dos pais era mais divertido.

Olhe ao seu redor: aquele cara também é seu concorrente

Tom Connellan, um dos maiores nomes no assunto “fidelidade do cliente” e liderança, disse em seu livro “Nos bastidores da Disney” a célebre frase: “concorrente é qualquer um a quem seu cliente te compare”, ou algo próximo disso.

Imagina um professor de “marketing” olhando para isso e pensando: “qualquer um direto ou indireto?”. Não! Qualquer um, qualquer um. Na realidade, ele fala “qualquer empresa”, mas, se olharmos atentamente, é “qualquer um” mesmo.

E a Disney leva isso tão a sério, que dentro do complexo da Flórida dá até para cortar cabelo! Colocando em perspectiva: o “dog do japa” é concorrente do “Restaurante Bacanão”.

Loucura? Se você trocou um pelo outro, concorda que ouve perda de receita pelo lado que foi preterido? E se havia a intenção, vai haver comparação. Ponto.

É mais ou menos assim: “cara, a comida do Bacanão é ótima, mas o dog do japa é muito mais barato, a porção é enorme, saborosa e não tem aquela frescura toda”. Estou usando um exemplo extremo, mas que não deixa de ser verdade.

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A coisa se sucede de forma que a macarronada da Mama no domingo se tornou um concorrente em potencial para vários negócios, desde restaurantes, até lojas, shopping centers, parques de diversão, livrarias, estádios de futebol. Houve a troca e, nesse caso, para você só custou o transporte.

Conclusão

Deu para entender a ideia? Por isso, olhe com mais carinho para essa questão, deixando velhos conceitos de lado. Se há qualquer coisa com potencial para te fazer perder receita, essa coisa é, antes de tudo, um concorrente.

Claro que você não vai abrir 325 empresas para tentar estar em todos os segmentos. Em verdade, a ideia é muito mais simples que isso: é fazer bem feito. Walter Elias Disney, ou Walt Disney, disse o seguinte: “Do what you do so well that they will want to see it again and bring their friends”.

Em tradução (bem) livre: “Faça essa p.! direito, que os clientes vão voltar e trazer seus amigos junto”. Então, a coisa toda consiste não em cobrir todos os segmentos possíveis, mas fazer tão bem feito de forma que sua empresa seja sempre a primeira opção.

Do contrário, o “dog do japa” vai parecer sempre mais interessante do que qualquer “firula” que você possa fazer. Olho aberto: não subestime o público, afinal uma fachada bonita jamais compensará uma comida ruim.

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E antes que eu me esqueça: deixa esse troço de “fora e dentro da caixa” para lá. Vou voltar com esse tema, mas, por hora, a tal “caixa” é um limitante e ela só existe na cabeça de quem precisa de um quadradinho para chamar de seu.

Bora deixar “as regrinhas” de lado e fazer chover? Um abraço e nos vemos logo mais!

Renato De Vuono
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