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Confiança de serviços no Brasil tem nova queda em maio, mostra FGV

No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) perdeu 0,6 ponto, a 94,2 pontos

por Reuters
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A confiança do setor de serviços do Brasil recuou novamente em maio devido a uma forte piora das expectativas para os próximos meses, mostraram dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) perdeu 0,6 ponto, a 94,2 pontos, em sua segunda queda consecutiva após também recuar em abril.

“O resultado de maio reforça a percepção dos últimos meses de perda de fôlego do setor”, avaliou Stéfano Pacini, economista do FGV Ibre, em comunicado.

Serviços
Serviços (Imagem:unsplash/Adam Winger)

“Apesar da resiliência da demanda presente, os resultados negativos em relação ao futuro ocorrem de forma disseminada e confirmam os sinais de que o setor de serviços não deve observar uma forte retomada nesse primeiro semestre”, acrescentou.

Segundo os dados da FGV, a queda no ICS foi fortemente influenciada pela piora nas expectativas para os próximos meses, medida pelo Índice de Expectativas (IE-S), que teve uma queda de 3,1 pontos, a 91,3 pontos.

O recuo no IE-S se deu devido a uma queda nos dois indicadores que compõem o índice. O número sobre a demanda prevista para os próximos três meses caiu 2,9 pontos, a 91,6 pontos, enquanto o dado de tendência dos negócios nos próximos seis meses recuou 3,4 pontos, para 91,1 pontos.

Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA-S) registrou seu primeiro avanço no ano, subindo 1,9 ponto, a 97,3 pontos.

Seus dois indicadores também tiveram alta. O número do volume de demanda atual cresceu 2,3 pontos, para 97,7 pontos, e o dado da situação atual dos negócios chegou a 96,9 pontos, em alta de 1,6 ponto.

“O cenário macroeconômico de manutenção da queda na taxa de juros, e resultados expressivos no emprego e na renda, podem ser fatores importantes para retomar a recuperação da confiança do setor”, disse Pacini.

Após sete cortes consecutivos na taxa Selic, agora em 10,5% ao ano, o Banco Central optou em sua última reunião de política monetária por não fornecer uma orientação futura para a trajetória dos juros, apontando maiores incertezas nos cenários doméstico e externo.

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