O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 0,3 ponto em fevereiro ante janeiro, para 94,7 pontos, em seu quarto recuo consecutivo, alcançando o menor nível desde maio de 2024, informou nesta sexta-feira, 28, a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,8 ponto no mês.
“Apesar da leve queda no mês, este foi o quarto recuo consecutivo do ICE, evidenciando o enfraquecimento do ambiente de negócios neste início de ano, especialmente nos segmentos de serviços e comércio”, disse em nota Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV Ibre.
O especialista destacou a perda acumulada de 5,6 pontos nos últimos quatro meses do indicador que mede o otimismo sobre a evolução da situação dos negócios nos seis meses seguintes, um sinal claro de que as empresas projetam um cenário de desaceleração econômica em 2025.
Descubra os melhores investimentos com uma das maiores casas de análise do Brasil (COM 30% DE DESCONTO SÓ NESTE LINK)
O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a FGV, o objetivo é que o ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.
O Índice de Expectativas (IE-E) recuou 0,3 ponto em fevereiro, atingindo 93,5 pontos, na quarta queda consecutiva. Destaca-se negativamente o recuo de 1,1 ponto do indicador que mede as expectativas para a evolução dos negócios seis meses à frente, que caiu para 93,0 pontos.
Pela primeira vez desde julho do ano passado, esse indicador reflete maior pessimismo do que o apontado pelos indicadores das sondagens empresariais que captam previsões para os três meses seguintes.
O Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) também recuou 0,3 ponto em fevereiro, para 95,8 pontos. O indicador chegou a se aproximar dos 100 pontos ao final de 2024, mas, neste ano, acumula queda de 2,7 pontos.

Entre seus componentes, o indicador de demanda atual empresarial avançou 0,8 ponto, para 97,3 pontos, e o indicador de situação atual dos negócios recuou 1,3 ponto, para 94,4 pontos.
Em fevereiro, assim como no mês anterior, os índices de confiança dos quatro grandes setores recuaram do índice. A maior queda ocorreu novamente no Comércio, de 3,8 pontos, passando a 85,5 pontos.
Na Construção, o índice recuou 0,6 ponto, para 94,3 pontos, enquanto nos setores Serviços e Indústria os índices de confiança ficaram praticamente estáveis, ao recuar apenas 0,1 ponto, para 91,7 e 98,3 pontos, respectivamente.
A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de empresas dos quatro setores entre os dias 3 e 24.
(Com Estadão Conteúdo)