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Conheça as diferenças entre greentechs e cleantechs

De acordo com um mapeamento da plataforma Climate Ventures, já em 2022 existiam mais de 200 greentechs no Brasil

por Blog do Serasa
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O mercado de investimentos de impacto está crescendo rápido, conforme o Impact Investing Global Market Report 2024. 

Espera-se que ele aumente de 478,15 bilhões de dólares em 2023 para 550,52 bilhões em 2024 e possa chegar a incríveis 1.061,14 bilhões em 2028.

Esses números refletem uma crescente valorização de empresas que priorizam a responsabilidade ambiental.

As chamadas greentechs e cleantechs, que buscam aliar tecnologia e sustentabilidade, têm ganhado destaque no ecossistema de negócios de impacto e despertado cada vez mais a atenção de investidores no Brasil e no mundo.

Startups sustentáveis: como as greentechs e as cleantechs atuam?

As startups de impacto são empreendimentos que objetivam gerar impacto socioambiental ao mesmo tempo em que criam negócios escaláveis.

Dentro deste guarda-chuva, encontram-se as greentechs e cleantechs, startups focadas em aliar tecnologia e sustentabilidade para desenvolver soluções inovadoras que promovam um futuro mais verde.

As startups sustentáveis, também conhecidas como greentechs, são empresas que têm como foco o desenvolvimento de soluções, produtos ou serviços de forma economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente responsável.

Elas buscam reinventar modelos de negócios, adotando práticas ecoeficientes, como redução de consumo energético, minimização de resíduos e gestão responsável de recursos naturais.

As cleantechs se enquadram nesta mesma categoria, mas se dedicam especificamente a produzir soluções baseadas em tecnologias limpas, visando mitigar impactos ambientais e promover a sustentabilidade em diversos setores.

De forma abrangente, os principais nichos de atuação desses negócios são:

  • reciclagem: reutilização de materiais e descoberta de substitutos sustentáveis;
  • redução de CO2: captura de gases de efeito estufa;
  • energia sustentável: fontes de energias limpas e renováveis;
  • design de produtos: uso de materiais renováveis e economia circular;
  • armazenamento de energia: soluções eficientes para armazenar energia;
  • transportes e logística: serviços para mobilidade urbana sustentável;
  • eficiência: redes inteligentes e soluções para uso consciente de recursos;
  • agricultura: inovações para agricultura sustentável e produtiva;
  • indústria limpa: uso consciente de recursos e materiais sustentáveis;
  • água: soluções para redução do consumo e tratamento;
  • ar e meio ambiente: medidas para redução de emissões e preservação ambiental.

ESG impulsionou o crescimento dos negócios sustentáveis

O crescimento das startups sustentáveis está ligado à ascensão do ESG (Environmental, Social, and Governance) nos últimos anos.

Por um lado, o aumento da conscientização ambiental e social levou a uma demanda crescente por empresas que adotam práticas sustentáveis em suas operações. Por outro, as mudanças climáticas e os desastres ambientais mostram a urgência de cada vez mais ter startups olhando para tais desafios.

De acordo com um mapeamento da plataforma Climate Ventures, já em 2022 existiam mais de 200 greentechs no Brasil, atuando em áreas como gestão de resíduos, agropecuária, indústria e florestas.

Empresas que priorizam a responsabilidade ambiental, social e de governança têm se destacado não apenas pelo impacto positivo que geram, mas também pela atração de investimentos.

O ESG tornou-se um critério essencial para investidores que buscam não apenas retorno financeiro, mas também impacto positivo no mundo, impulsionando o crescimento e a relevância das greentechs e cleantechs no mercado global.

Exemplos que têm feito a diferença

Durante as enchentes no Rio Grande do Sul, as startups de impacto PWTech e Água Camelo desempenharam papeis cruciais. A PWTech, que desenvolve purificadores de água com tecnologia inovadora, doou unidades para fornecer água potável aos atingidos pelas enchentes.

Da mesma forma, a Água Camelo enviou kits de filtros que consistem em mochilas capazes de filtrar e armazenar 15 litros de água, ajudando aqueles em maior necessidade.

Além disso, greentechs focadas no monitoramento de áreas de risco, como a Umgrauemeio, que utiliza câmeras de alta resolução para detectar incêndios florestais, e a Treevia, que oferece soluções de monitoramento remoto de florestas, exemplificam o valor dessas empresas na mitigação de desastres ambientais.

Oportunidades e desafios no mercado brasileiro

A riqueza e a diversidade de recursos naturais colocam o Brasil como um ambiente propício para o desenvolvimento de greentechs e cleantechs. No entanto, algumas dificuldades estruturais ainda impactam negativamente o crescimento dessas empresas.

Falta de incentivos fiscais e regulatórios, preconceito dos consumidores em relação a produtos ou serviços sustentáveis, dificuldade de acesso a financiamentos e investidores, e a concorrência de empresas estrangeiras são alguns dos obstáculos enfrentados pelas startups sustentáveis no Brasil.

Por outro lado, vale destacar que a participação do país na convenção do clima COP26, onde assumiu o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 50% até 2030, abriu novas oportunidades e potenciais para as tecnologias verdes.

Estratégias como o engajamento em eventos e feiras focados em pautas ESG, conexão com fontes de fomento e parcerias estratégicas podem ser adotadas para superar esses desafios. Além disso, a colaboração com instituições de pesquisa e a busca por soluções inovadoras são fundamentais para o crescimento e sustentabilidade dessas startups.

Sebrae Startups lança estudo inédito sobre ecossistema de impacto brasileiro

O Startups de Impacto Report Brasil 2024 é uma iniciativa inédita do Observatório Sebrae Startups, que teve como objetivo principal mapear e compreender o ecossistema de impacto no país.

Para isso, foram realizadas entrevistas e análises detalhadas com 408 empresas, buscando identificar as principais tendências, desafios e oportunidades para as startups de impacto no Brasil.

Uma das principais conclusões do relatório foi o crescimento significativo do interesse e da participação das startups brasileiras no cenário de impacto socioambiental. 

Mais da metade das startups entrevistadas direciona seus esforços para resolver questões relacionadas ao meio ambiente, como a reciclagem e gestão de resíduos, redução de emissão de gases de efeito estufa e uso sustentável de recursos naturais.

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