Quem nunca contraiu uma dívida que jogue a primeira pedra! Vivemos na sociedade do consumo. Na televisão, nos jornais, rádios, outdoors e ultimamente até em elevadores e banheiros de estabelecimentos comerciais, deparamo-nos com a tal da propaganda.

É bem verdade que esse excesso de divulgação, apesar de gerar uma grande poluição visual e sonora à cidade, acaba surtindo cada vez menos efeito nas nossas decisões de compra.

É tanta mídia que já estamos blindados da maioria dos comerciais. Os outdoors agora já fazem parte do visual da cidade e, como tal, acabam passando despercebidos, afinal, são só mais um elemento da nossa paisagem urbana.

Leitura recomendada: Não deixe o consumismo acabar com a sua vida financeira

Percebendo que a publicidade tradicional já não estava surtindo o efeito de outrora, os publicitários não perderam tempo e trataram de encontrar novos meios para fisgar os consumidores: surge o marketing digital para revolucionar o mercado de publicidade.

Permita-me uma pergunta: qual foi a última vez que um outdoor influenciou sua decisão de compra? E qual foi a última vez que o Google fez isso? A bola da vez parece ser realmente o marketing digital.

Surgiu o jornal, daí surgiu a publicidade em jornal; surgiu o rádio, e com ele a publicidade em rádio; com a TV aconteceu a mesma coisa; e agora com a Internet; e no futuro com algum outro veículo que venha a surgir e que possa veicular um anúncio, acredite, a propaganda estará lá à sua espera.

Pode mudar o tipo, o formato, mas a publicidade estará lá, ávida para influenciá-lo a gastar o dinheiro que você tem (e o que você não tem, não é assim?) com o que ela estiver vendendo, quer você precise ou não.

Tornamo-nos a sociedade do consumo. Com isso, além da pressão da mídia, existe também uma pressão social para estarmos sempre na moda. O celular de última geração, o carro do ano, a roupa da coleção nova. E aí, meu amigo, não tem bolso que aguente. Resultado? Dívidas, dívidas e mais dívidas.

Não é fácil resistir aos impulsos de compra quando se vive em uma sociedade capitalista. Eu sei disso e você com certeza também sabe. Entretanto, não podemos deixar os marqueteiros de plantão – por melhor que eles sejam – decidir como, quando, onde e com o que iremos gastar nosso precioso dinheiro.

Comprar é bom e todo mundo gosta, mas, como tudo na vida, comprar em excesso pode causar graves danos à sua saúde financeira. Portanto, da próxima vez em que se deparar com um anúncio que chame sua atenção e que você se sinta tentado a comprar, pense se aquela é mesmo a decisão mais correta.

Leitura recomendada: Não deixe as compras por impulso acabarem com o seu dinheiro (e seus sonhos)

O prazer de uma compra dura pouco tempo, mas os problemas gerados por ela podem durar uma eternidade. Lembre-se: o dinheiro que você gasta hoje com o que não precisa fará falta amanhã para coisas que você realmente quer.

Foto “Shopaholic”, Shutterstock.

Samuel Magalhães
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários