Antes de começar qualquer investimento, é preciso conhecer suas características e saber como é possível ter os ganhos necessários para realizar seus objetivos.

Com foco na viabilização de projetos de vida de longo prazo, os planos de previdência privada estão crescendo no Brasil.

Segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), o total arrecadado das contribuições em planos de previdência complementar aberta somaram R$ 117,7 bilhões em 2016, valor 19,3% superior que o registrado em 2015.

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Por que definir um projeto de vida?

Defina os projetos de vida que você pretende realizar, pois quando se tem clareza dos objetivos, a ação de abdicar do consumo hoje para investir em um projeto no amanhã ganha significado.

Neste contexto, a previdência privada se apresenta como um vantajoso instrumento de acúmulo de recursos de médio e longo prazo, que além dos benefícios fiscais e tributários, incentiva a disciplina por meio das contribuições mensais.

Como escolher a instituição financeira que vai cuidar do seu investimento?

Como em todo investimento, a escolha da instituição que irá administrar seus recursos deve ser feita com bastante critério. Avalie o histórico dela no mercado, sua reputação, bem como seus índices de menções no Procon e sites de reclamações.

É fundamental também levar em consideração a solidez da organização, lembrando que um plano de previdência privada pressupõe uma relação de longo prazo entre a seguradora e você.

Procure analisar se a empresa escolhida se preocupa com controles e processos e, assim, reúne uma série de mecanismos que lhe proporcione segurança. Afinal, seus recursos financeiros devem estar em boas mãos.

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Como comparar a rentabilidade?

Previdência privada é voltada para o médio e longo prazo, por isso, há que se observar o desempenho em intervalos maiores (acompanhe a rentabilidade analisando cenários de 12, 24, 36 e até 60 meses), pois a natureza de alocação dos fundos também segue uma estratégia para esse período de tempo.

Importante destacar que a escolha de um provedor que compatibilize segurança e rentabilidade superior, atrelada a um fundo adequado ao perfil e objetivos de cada cliente, podem agregar resultados expressivos no médio e longo prazo.

Nesse sentido, um ganho adicional aparentemente pequeno, como por exemplo 0,5% a mais de rentabilidade anual, somarão um valor representativo na reserva que está sendo construída – confira na simulação a seguir, como exemplo:

 

Mas lembre-se de que previdência privada não se trata apenas de um fundo, mas, sim, de um produto de acúmulo de recursos com outros benefícios, tais como: fiscais e tributários, a ausência de come-cotas (que é uma cobrança antecipada do Imposto de Renda que incide sobre os rendimentos e que ocorre de forma automática em fundos convencionais), entre outros.

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Quais taxas vão incidir sobre o plano?

Duas taxas incidirão sobre o plano: a taxa de administração financeira e a taxa de carregamento. Veja:

  • A taxa de administração financeira é cobrada pela tarefa de administrar o dinheiro do fundo de investimento e pode variar de acordo com as condições comerciais do plano contratado. Os que têm fundos com investimentos em ações, por exigirem maior expertise do gestor e maior expectativa de retorno no médio e longo prazo, normalmente têm taxas um pouco maiores do que aqueles que investem apenas em renda fixa. Esta taxa é cobrada diariamente sobre o valor total da reserva e a rentabilidade informada é líquida, ou seja, com o valor da taxa de administração já debitado;
  • A taxa de carregamento incide sobre cada depósito que é feito no plano. Ela serve para cobrir despesas de corretagem e administração, além de incentivar o participante a manter o seu foco no longo prazo. Na maioria dos casos, a cobrança dessa taxa não ultrapassa 5% sobre o valor de cada contribuição que você fizer. Ela pode ser: a) Antecipada: incide no momento da contribuição; ou b) Postecipada: incide somente em caso de portabilidade ou resgates. Como exemplo, na Brasilprev (onde trabalho), de acordo com o período de permanência no plano, as taxas de carregamento antecipada e postecipada tendem a ser zero, independentemente do montante investido nos planos da companhia.

Como você realiza a declaração do Imposto de Renda?

A partir dessa resposta você poderá definir qual produto contratar. O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é indicado para quem realiza a declaração completa, pois permite abater do Imposto de Renda (IR) os aportes ao plano até um limite máximo de 12% da renda bruta tributável.

Já a modalidade Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é indicada para quem é isento ou utiliza a declaração simplificada, pois não permite abater os aportes do IR. Também é indicado para quem já investe em um PGBL, mas quer investir mais de 12% de sua renda bruta em previdência privada. Neste produto, o IR incidirá apenas sobre os rendimentos e não sobre o total acumulado no plano.

Qual modelo da tabela de tributação escolher?

Uma das escolhas ao adquirir um plano é a tabela do Imposto de Renda em que os recursos serão tributados no resgate ou no recebimento dos benefícios: Progressiva ou Regressiva.

Na Tabela Regressiva, a pessoa será tributada de acordo com o tempo decorrido de cada aporte até o momento do resgate, iniciando com uma alíquota de 35% e decrescendo a um patamar mínimo de 10% após 10 anos.

A segunda é a Tabela Progressiva, na qual o investidor estará sujeito, em caso de resgate, a retenção de 15% de IR na fonte e compensação na declaração anual do IR com base na tabela em vigor.

A escolha do regime tributário deve levar em consideração o volume de aportes e a data-alvo do investimento.

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Em que fundos é possível alocar?

No momento de escolha dos fundos de investimentos, o diferencial da previdência é contar com fundos que se adequam ao perfil de cada indivíduo, desde fundos com 100% em renda fixa até fundos com parcela em renda variável, o que pode ser muito atrativo para quem tem foco no médio e longo prazo.

Para ilustrar, a Brasilprev oferece aos seus clientes a oportunidade de investir em fundos de Renda Fixa, Fundos Compostos (com parcela em renda variável) e nos fundos com conceito Ciclo de Vida. Estes últimos foram desenvolvidos para as pessoas que querem ter os ganhos da renda variável, porém não tem conhecimento ou tempo para gerir a sua reserva.

Nossa equipe se encarrega de gerir e alocar os recursos deste investidor, deixando inicialmente os recursos alocados em uma parcela maior em renda variável e ajustando esta alocação para fundos mais conservadores conforme se aproxima da data-alvo da realização do projeto de vida do cliente.

Espero tê-lo ajudado a compreender um pouco melhor os passos para investir de forma inteligente em produtos de previdência privada. Bons investimentos e boa aposentadoria! Um abraço.

Sandro Bonfim
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