Muita gente tem problemas para lidar com a organização de suas finanças e isso passa por várias questões, inclusive as comportamentais.

O fato é que, ou por negação, ou por uma certa preguiça, a maioria das pessoas acaba não tendo o hábito de organizar e controlar suas contas.

Para muitos, é difícil até mesmo olhar para seu o extrato bancário. Esse é o comportamento conhecido como o efeito avestruz: “não quero ver, não quero saber”.

Na verdade, essa negação da realidade é uma forma de auto-proteção que as pessoas usam para evitar algum tipo de sofrimento.

Mas, o fato de você não olhar para sua conta bancária não significa que as suas contas se auto-equilibrarão em um passe de mágica. Muito pelo contrário: o que não se mede não se administra, e o que não é administrado tende a fugir do controle.

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 O perigo das “contas mentais”

Pois é… Aí é que mora o perigo: sem o hábito de controlar as próprias contas, as pessoas tendem a incorrer em outro viés comportamental, conhecido como “contas mentais”.

Como isso funciona? Bem, aplicando esse conceito ao caso específico da organização financeira, o que acontece é mais ou menos isso: as pessoas acreditam que conhecem essas coisas “de cabeça”:

  • Seu saldo bancário,
  • Seus fluxos de recebimentos e de pagamentos,
  • O valor de seus investimentos, e
  • Os gastos com seus cartões de crédito.

No entanto, não pararam para, de fato, colocá-los “no papel”.

Elas fazem meramente uma contabilidade mental e acabam perdendo totalmente o controle do que está acontecendo na realidade.

A pessoa pode acreditar, por exemplo, que tem um determinado saldo em conta, porém, na verdade, ela já o comprometeu com despesas anteriores que não anotou e que caíram no esquecimento.

As despesas novas são debitadas e, quando menos se espera, ela acaba entrando no cheque especial.

Se tivesse noção exata do que estava acontecendo, provavelmente, nem teria feito os novos gastos.

Ou, se eles fossem mesmo necessários, ela poderia ter resgatado o dinheiro de alguma aplicação que eventualmente tivesse.

Aliás, este é um ponto importante: já pensou que você pode estar sendo remunerado na sua aplicação em poupança a 0,5%, e estar pagando 12 ou 13% ao mês no cheque especial?

Sim, isso está acontecendo com muita gente, neste exato momento! Bem, aí aparece aquela velha máxima novamente: quem não mede, não administra e… Quase sempre acaba tendo prejuízo!

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Controle suas contas e fique em paz

A verdade é que quem controla suas contas pode evitar muita dor de cabeça!

Mas, qual seria a melhor forma para começar a se organizar financeiramente? Será que os aplicativos de organização financeira são a melhor forma para isso?

A resposta é: depende.

Em primeiro lugar, a pessoa deve assumir a responsabilidade de cuidar de seu próprio dinheiro e ter a disciplina de anotar todos os seus gastos, pois, é daí que se começa a organização financeira pessoal.

Se você não tiver a determinação e a disciplina para se organizar e se planejar financeiramente, de nada adiantará ter acesso a um aplicativo.

Aplicativo, planilhas ou um caderninho?

Uma vez tendo se comprometido a administrar as próprias finanças, você deve escolher a ferramenta que mais se adéqua à sua realidade específica.

Um aplicativo de finanças pessoais pode, de fato, ser um excelente facilitador, principalmente para quem gosta de resolver tudo pelo celular.

É válido lembrar que existem vários aplicativos diferentes no mercado e um deles pode ser o ideal para você. Mas, algumas pessoas simplesmente não se adaptam a eles.

Bem, se você não se adaptar aos aplicativos, nada impede que faça seu controle em um caderno ou em uma planilha simples no Excel.

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Quando digo simples, é simples mesmo, ok? Sua planilha não precisa ser cheia de fórmulas e “macros”, ela deve ser elaborada de uma forma que te permita administrar suas contas e não se tornar uma dor de cabeça.

Existem planilhas prontas que podem ser baixadas de vários sites, mas, algumas pessoas preferem construí-las do seu jeito.

Enfim, cada um deve buscar a ferramenta de organização financeira que mais se adapte às suas necessidades, à sua personalidade e às suas preferências pessoais.

Não podemos nos esquecer de que os aplicativos, as planilhas e até mesmo o caderninho de anotações são apenas ferramentas.

Sim, eles são meros instrumentos que você pode utilizar para atingir um determinado objetivo que, no caso, é se organizar financeiramente para controlar seus gastos, se planejar, investir, fazer seu dinheiro crescer e realizar seus sonhos.

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Conclusão

Portanto, antes de pensar nas ferramentas que irá utilizar, a ideia principal é que você tenha clareza sobre quais são essas metas financeiras e qual a disciplina que está disposto a ter para atingi-las.

Além da clareza e da disciplina, a busca de conhecimento é essencial para que esse processo de organização e planejamento financeiro realmente funcione.

O conhecimento sobre educação financeira pessoal e também conhecimento sobre como sua própria mente funciona e quais as armadilhas que ela pode te reservar, são fundamentais, mas, isso é assunto para outro artigo. Boa sorte e até lá!

Rosi Donadio
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