Em um movimento de elevações consecutivas que nem o mais pessimista dos economistas poderia esperar, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central estabeleceu a taxa de juros do país em 14,25% ao ano, no maior patamar desde julho de 2006, quando atingiu na época 14,75% ao ano.

Desde então, em outubro de 2012, a Selic chegou a bater “incríveis” 7,25% ao ano, quase a metade do nível atual e o menor patamar desde o início de sua série histórica em 1996.

Muitos fatores contribuem para escalada dos juros nos últimos anos, dentre os quais podemos citar a má gestão das contas públicas, cenário político-econômico conturbado, perda de credibilidade do governo nacional, inflação a patamares elevados e até a “tão dita” crise internacional, que na realidade é de apenas alguns países e não um problema generalizado, como costumamos ler ou ouvir de algumas autoridades.

Diante da situação atual da economia, com forte recessão, inflação em elevação e da incerteza de curto prazo no cenário político nacional, começamos a traçar as perspectivas para 2016, visto que em 2015 provavelmente teremos ainda muitas emoções (inclusive com possibilidade de modificação no governo).

Vale ressaltar também que este ano já é dado como morto por economistas e analistas de mercado, e que apenas novos sinais de deterioração do quadro podem aparecer até dezembro.

Já para o próximo ano, há uma luz no fim do túnel, mas que teima em ser enfraquecida mesmo diante da força do pensamento positivo do povo do país do futebol, do samba e da corrupção. Você verá abaixo que estamos diante de uma boa oportunidade de investir e ter ganhos seguros de 50% a 70% maiores que os da poupança (clique para entender melhor).

O que fazer diante de tudo isso?

Onde quero chegar com todo esse cenário que descrevi até aqui? Temos que pensar naquilo que está por vir e analisar as principais oportunidades que podemos agarrar para cuidar do nosso bolso, um dos principais pilares de sustentação do ser humano.

Pensando no curto prazo, podemos considerar que o país terá crescimento próximo de zero, uma taxa básica de juros igual à do patamar atual por pelo menos os próximos 12 meses e uma inflação que poderá recuar devido à fraqueza da atividade econômica atual e a elevação do desemprego.

Por outro lado, essas questões também poderão ser modificadas diante do nível das chuvas no próximo verão, especialmente no Sudeste, que podem novamente acionar as térmicas, aumentar o custo da energia, despertando a inflação e assim por diante, como o efeito dominó que já assistimos em 2015.

A verdade é que para aqueles que conseguem se sobressair em tempos de crise, há muitas oportunidades e muitas reflexões a serem feitas. Investir em títulos públicos pré e pós-fixados (Selic) e também em Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) é uma decisão inteligente (clique aqui para ver mais opções de investimento).

Custo de oportunidade (traduzindo: aproveite a crise)

A primeira delas é pensar no custo do dinheiro atualmente, com a Selic em 14,25%. Abrir um negócio, buscar oportunidades novas ou aplicar seus recursos nos títulos do Tesouro Direto ou em uma LCI? Pelo custo de oportunidade, riscos, tributação, necessidade de investimentos, contratação de eventuais funcionários, diria que aportar seus recursos na renda fixa e aguardar melhores momentos é uma excelente opção.

Uma dúvida comum tem surgido entre empreendedores e investidores: abrir uma franquia no valor de R$ 250 mil ou aplicar seus recursos nas Letras de Crédito, que possuem isenção de Imposto de Renda sobre os ganhos no período? Neste caso, menciono os R$ 250 mil pela garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sobre os seus recursos. Procure sempre decidir observando a relação risco-retorno.

Falemos então da renda variável. Diante de tantas incertezas e tanta volatilidade, o mercado mostra diversas opções interessantes, especialmente aquelas ações que têm sofrido com o cenário macro, mas que podem mostrar boa recuperação no longo prazo, o que podemos considerar cerca de 3 anos. Ativos como Gerdau, Pão de Açúcar, Itau e inclusive alguns de construção civil pode trazer bons retornos.

De novo, levanto a questão: qual seria a relação risco-retorno neste caso? Pois bem, aceitar um risco maior e um prazo mais longo é questão de perfil pessoal e cabe a cada investidor escolher seu futuro.

Conclusão

Estamos diante de um grande momento de reflexão, mas também de ação! É hora de lançar mão de papel e caneta e traçar novas estratégias, tomar decisões e aproveitar a crise. Estamos diante de um cenário difícil, mas também de boas oportunidades, sejam elas de curto ou longo prazo no mercado de capitais.

Cabe a você, investidor, decidir e escolher seu caminho. Este link pode ajudá-lo, clique e confira o material que preparamos. Ah, recentemente gravei um vídeo ao lado do Conrado Navarro, aqui do Dinheirama, em que falamos mais sobre custo de oportunidade. Confira abaixo:

Obrigado e até a próxima!

Nota: Esta coluna é mantida pela Rico.com.vc, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Roberto Indech
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