Caro leitor, precisamos entender e observar que a economia é, historicamente, formada por ciclos. A boa notícia é que se nos prepararmos de forma adequada, poderemos aproveitar estes movimentos. Abordarei esta questão no texto de hoje.

De uma forma simplificada, pode-se dizer que a economia se comporta como as ondas no mar; em momentos de alta, ela vai a todo vapor, apresentando crescimento econômico, aumento da oferta de emprego, crescimentos das empresas, altas sucessivas na bolsa de valores e por ai vai, em um cenário clássico em que todos ganham dinheiro.

No segundo momento, com a quebra da onda, observa-se um processo de recessão e, como consequência dele, a diminuição da atividade econômica; não há mais crescimento vigoroso (existe até mesmo decréscimo), diminui a oferta de emprego, as empresas reduzem seus lucros e a bolsa de valores apresenta uma acentuada queda.

De tempos em tempos, estes ciclos se repetem e se alternam. No meio deles, nós, consumidores, investidores, cidadãos, gente comum querendo viver a vida e, é claro, aprender a aproveitar estes movimentos cíclicos. Será que isso é possível?

Como aproveitar as oportunidades geradas em tempos de crise?

Em tempos de crise, surgem valiosas oportunidades que não podemos de deixar de aproveitar, pois são nesses momentos que apresentam-se as melhores taxas e, em algumas situações, os melhores preços de compra de diversos ativos.

No mercado de renda variável, por exemplo, podemos observar que o desespero dos investidores no momento de queda de atividade econômica pode levar o preço das ações para baixo.

Também nessa hora, empresas que apresentam diminuição dos retornos devido à crise, mas com potencial competitivo em uma nova guinada da economia, podem apresentar valor por ação muito abaixo do seu valor de mercado. É nesta hora que precisamos estar atentos para não perdemos a oportunidade de comprar uma ação cujo preço esteja atrativo.

Com a economia em crise, o governo federal tende a elevar a taxa básica de juros (a Selic). Neste momento, investimentos em renda fixa tornam-se muito interessantes, pois os retornos auferidos variam junto com a elevação dos juros.

Veja a seguir como o aumento da taxa de juros pelo governo federal impacta um investimento feito em título público indexado a Selic, chamado Tesouro Selic (antiga LFT).

Se você tivesse comprado LFT em 2012 (o título agora chama-se Tesouro Selic), você obteria um retorno de 7,25 % a.a. (taxa vigente da Selic na época); se você realizar uma aplicação hoje no mesmo título, seu retorno será de 12,75% a.a. (taxa atual de Selic), o que corresponde a uma significativa variação de ganho de 76% sobre o mesmo valor aplicado em 2012.

Conclusão

Conforme discutido brevemente neste texto, em momentos de crise tanto os mercados de renda variável (com a queda exagerada do preço das ações), bem como o mercado de renda fixa (com o aumento da taxa básica de juros), podem beneficiar aqueles investidores que estiverem atentos.

Se você desejar conhecer um pouco mais das boas alternativas de investimento para o momento, sugiro que leia mais materiais já publicados no Dinheirama e também um eBook gratuito escrito pelo Conrado Navarro e Ricardo Pereira sobre como organizar a vida financeira e investir melhor em 2015 (clique aqui para download). Obrigado e até a próxima!

Nota: Esta coluna é mantida pela corretora Rico.com.vc, que contribui para que os leitores do Dinheirama tenham acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto: Bankruptcy – Business Person holding an empty wallet, Shutterstock

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