Cuidado! As Promoções e o “Baratinho” Também Pode Arruinar suas Finanças

“Vou comprar para usar quando emagrecer.”

“Vou comprar para quando o verão chegar.”

“Vou comprar porque está barato demais e em algum momento vai ter utilidade.”

Você já disse esse tipo de coisa a si mesmo e, de fato, comprou o que pensou em comprar? É preciso que a gente avalie como têm sido os nossos hábitos de consumo, pois eles, muitas vezes, podem estar detonando nosso orçamento e nossa capacidade de poupar. E isso precisa de uma reflexão muito séria!

Comprar coisas no presente visando ao uso em algum momento incerto do futuro pode ser uma baita cilada e não uma boa pechincha como muitos pensam. Vamos pensar um pouquinho sobre isso?

Conheci uma menina que estava grávida. A barriga anunciava mais do que os 4 ou 5 meses de gestação, mas ela fazia questão de comprar roupas que só conseguiria usar alguns meses depois do parto. “Não vou perder a oportunidade. Depois que perder a barriga eu uso.”, dizia ela.

Outra pessoa não dispensava as ofertas fora de estação. Era um tal de, no verão, aproveitar os preços baixos dos gorros e luvas e, no inverno, comprar a moda praia com desconto.

Seria ótimo se, na estação seguinte, essas peças fossem realmente utilizadas. O que costumava acontecer, entretanto, é que quando os meses frios ou quentes chegavam, as peças estavam esquecidas em algum canto do guarda-roupa, e ela acabava fazendo novas compras de novo, desta vez com preços mais salgados.

Também me lembro de outro caso em que a mania era comprar várias pequenas coisas em oferta e fazer um estoque delas no guarda-roupas. A explicação é que, caso precisasse dar um presentinho a alguém, oras, ele já teria várias opções guardadas e não precisaria se preocupar com isso. “Só compro se estiver barato.”, dizia.

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Por que fazemos este tipo de coisa?

Você já deve ter ouvido falar em Becky Bloom, mas se não ouviu, vou contar um pouquinho a respeito. A inglesa, que é a personagem fictícia de uma série de livros e do filme que leva seu nome, é considerada uma shopaholic em inglês, ou seja, alguém viciado em compras, e esse vício acaba prejudicando a sua vida em vários sentidos. Quando lemos os livros ou assistimos ao filme, parece até engraçado. Mas quem é que pode ter equilíbrio se tornando uma Becky Bloom na vida?

O fato é que somos bombardeados todos os dias pela mídia, que nos faz acreditar que se não aproveitarmos hoje uma promoção X ou Y, perderemos uma oportunidade incrível.

O consumo faz parte do nosso cotidiano, mas para que tenhamos equilíbrio financeiro é preciso que ele aconteça de uma forma que faça sentido.

Conheço muita gente que afirma comprar pequenas coisas hoje – ainda que não queira ou não precise de fato realizar tais compras – porque não consegue guardar para adquirir bens de maior valor nem realizar experiências que requeiram mais dinheiro. “Eu não consigo guardar para viajar mesmo, então prefiro comprar uma bolsa!”

Mas você já parou para pensar que talvez sejam exatamente estes pequenos gastos frequentes e “baratinhos” que podem estar te impedindo de poupar mais dinheiro no médio prazo e, de fato, realizar outras coisas com maior significado?

Conhecer, portanto, se o seu consumo tem acontecido de forma racional ou por impulso é uma das primeiras ferramentas para começar a mudar este tipo de atitude tão prejudicial.

Se eu estou sempre gastando com quinquilharias que nem vou usar agora, como vou poupar para outras coisas mais importantes?

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Oneomania, guarde este nome

Quem consome de maneira compulsiva, dependendo do grau pode até ser considerado doente, e esta doença é chamada de oneomania.

Entre os sintomas, que atingem entre 2% e 8% das pessoas no mundo, estão os gastos frequentes de maneira descontrolada, a necessidade de comprar para aliviar sentimentos de frustração, e o pior, uma sensação de tristeza que chega depois que a euforia causada pelas compras vai embora.

Dá para dizer que provavelmente muitos de nós já experimentamos sentimentos assim. O problema é quando eles se tornam frequentes demais e acabam causando problemas no dia a dia. Neste caso, já existem até grupos de ajuda para quem não está conseguindo sair sozinho da situação.

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Conclusão

Tentei trazer neste artigo uma reflexão a respeito dos problemas do consumismo excessivo. Pode ser que você não tenha sintomas exacerbados como os que acabei de citar, mas também pode ser que, apesar disso, você esteja gastando muito além do necessário com compras baratinhas sem utilidade sem nunca ter parado para pensar nas consequências.

Chegou a hora de se dar alguns minutos para refletir a respeito deste consumo. Talvez você não esteja se dando conta que ele é o culpado por não conseguir guardar mais, nem realizar outros sonhos que te trariam muito mais satisfação!

Janaína Gimael
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