Você já ouviu a expressão “Não adianta ser o mais rico do cemitério”, não ouviu? Provavelmente sim. Como defensor da vida financeira equilibrada, ainda fico pasmo com a confusão feita entre esse equilíbrio e, em português simples, ser pão-duro.

Ainda me impressiona como algumas pessoas procuram evitar um assunto tão óbvio e natural como a morte, mas guardam dinheiro como se fossem viver eternamente. Há também aqueles que gastam como se não houvesse amanhã e, quando ele chega, a ressaca é brava.

Quem me conhece sabe que, entre esses dois caminhos, tem um que me agrada mais. Mas, para revelá-lo, nossa relação precisa estar mais madura, pois a verdade quase nunca é o que queremos ouvir.

Se a vida é finita, qual é o sentido de acumular por acumular? Para mim, o objetivo não pode ser apenas o acúmulo, mas que essa decisão tenha algum propósito, que faça sentido.

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Mais pasmo ainda eu fico quando os “especialistas” insistem em postergar prazeres e adiar sonhos em prol de uma velhice abastada (é importante lembrar que aposentadoria não tem a ver com a idade, e sim com não depender mais do trabalho para sobreviver).

Vamos passar a vida trabalhando apenas para o dia em que nos tornaremos anciãos?

Supondo que paremos de trabalhar aos 65, e superando a expectativa média de vida do brasileiro (74 anos), vivamos até os 80. Isso significa que vamos dedicar 65 anos em prol de 15? Abrir mão de prazeres por mais de 3/4 da vida para viver bem o quarto que sobra? Desculpe, caro leitor, mas essa matemática não entra na minha cabeça.

Volto a dizer, não estou aqui para estimular o gasto desenfreado. Mas sou “devoto de Santa Felicidade” e fã número um do equilíbrio, e não dá para ter nem um nem outro deixando para amanhã coisas que só têm graça e só podem ser feitas hoje.

Pode-se racionalizar o quanto quiser, mas os carros esportivos, os barcos legais e todos aqueles “boys toys” estão nas mãos erradas. Por mais que tenhamos nos acostumado a ver senhores passeando com seus conversíveis, bacana mesmo é tê-los com 20 anos e não 70.

Claro que a maioria de nós nunca terá um desses e, se você for como eu, isso não faz nem parte dos seus anseios. Mas é um ótimo exemplo de onde quero chegar.

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O fato é: a vida nos transforma, nossos gostos e hábitos mudam e, além disso, nossa condição física também se altera. Assim, somos impedidos pelo próprio corpo de fazer coisas que podíamos (e queríamos) fazer quando jovens.

Realize seus sonhos hoje, mas de forma responsável

Por isso, não deixo para amanhã um prazer que POSSO realizar hoje. E aqui “eu posso” diz respeito às minhas condições financeiras, físicas e mentais.

Então, amigo, se você tem aquele sonho de saltar de paraquedas, possui o dinheiro, mas fica adiando porque é muito caro e mais um monte de desculpas que você inventa para si mesmo, pare com tudo isso e… Salte! Do contrário, um dia você vai acordar e descobrir que está velho demais para isso (alguém dirá que, com sua nova condição cardíaca, o salto seria muito arriscado).

Ah, e se você não tem o dinheiro, pense em guardar um pouco por mês, desde já, para saltar enquanto você pode. Poupar é importante? Sim, é importante. Mas fundamental mesmo é aproveitar esse bem tão precioso e finito que é o tempo.

Para encerrar, volto a bater na tecla do equilíbrio, que é o caminho do meio entre Tio Patinhas e Michael Jackson. Procure o que te faz bem, cuide bem de sua família e use o dinheiro de maneira sábia, mas use-o: afinal, é para isso que ele serve.

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Conclusão

Existe um caminho entre o perdulário e o pão-duro e ele passa por criar as oportunidades para fazer o que se quer. Nunca é demais lembrar que é por isso que aqui no Dinheirama e no Café com Finanças não nos cansamos de repetir: a educação financeira é o melhor caminho. Um grande abraço e até o próximo!

Foto “Road to success”, Shutterstock.

Renato De Vuono
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