Decisões sobre investimentos e como investir melhorEntender a forma como tomamos decisões é um dos mais antigos mistérios da mente. Mesmo sendo dependentes de nossas decisões em nosso dia a dia, não temos consciência do que acontece em nossas mentes durante o processo de tomada de decisão.

Tomamos inúmeras decisões todos os dias e, em sua grande maioria, elas ficam a cargo do nosso inconsciente. Só conseguimos processar uma pequena parte das milhões de informações que recebemos a cada segundo. Então acabamos decidindo muitas coisas no “automático”, como costumamos dizer.

Se, por um lado, a maior parte das nossas decisões são tomadas inconscientemente, as demais, que são a minoria, são fortemente influenciadas por armadilhas que a mente nos reserva.

Boa parte destas armadilhas decorrem do fato de termos naturalmente um excesso de autoconfiança. Raramente nos damos conta de que nossa percepção do todo é sempre limitada e, com isso, cometemos erros de avaliação constantemente.

Lemos algo que consideramos relevante sobre uma empresa, por exemplo, e tendemos a achar que a importância deste fato é muito maior do que na realidade é. Potencializamos o efeito desta informação ou conjunto de informações e tomamos uma decisão com base neste território conhecido.

Ocorre que há um universo sempre maior do que podemos captar, e outros elementos exercerão influência e poderão modificar o rumo que nós imaginamos para aquela empresa. E quando isto acontece, não raro, culpamos os fatores exógenos, e não a nós mesmos, pelo erro.

Há anos que vejo investidores individuais se aventurarem no mercado de ações sem uma estratégia definida e com pouca ou nenhuma disciplina na execução de suas operações. Para se montar uma carteira de ações é necessário ter uma estratégia em mente. E uma estratégia pressupõe estabelecer possíveis cenários, definir teses de investimento, planejar as operações e especificar objetivos, com prazos definidos.

Com a estratégia estabelecida, é hora de segui-la e, para isso, haja disciplina. Na prática, dificilmente vemos pessoas físicas seguirem este processo e, no médio e longo prazo, isto não raro se reflete em prejuízo financeiro. Mas, como disse anteriormente, o excesso de autoconfiança do ser humano faz com que a maioria das pessoas se considere acima da média na maior parte das atividades que executa.

E se o investidor se considera acima da média, é natural que ele ache que pode ganhar mais dinheiro do que até mesmo um gestor de fundos de investimentos. Da mesma forma que fotógrafos amadores acham que podem tirar fotos como profissionais; ou torcedores que se consideram mais preparados do que técnicos ou comentaristas em vários esportes.

Gestores de fundos são os especialistas em investimentos. Vivem disso. Esta é a sua profissão, da mesma forma que os diversos investidores têm as suas respectivas atividades profissionais. Por isso, os gestores são as maiores autoridades quando o assunto é investimento.

Mas vejam como também isto faz parte da beleza de um mercado aberto, onde há ganhadores e perdedores, o tempo todo. O excesso de autoconfiança do ser humano é um dos combustíveis deste motor. Ele é responsável por boa parte da volatilidade e da liquidez do mercado. Para que alguns ganhem, outros precisam perder. Cabe a cada investidor decidir em que lado quer estar.

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Foto de sxc.hu.

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