Os números em relação ao desemprego pioram cada vez mais. Novos dados mostram que a taxa de desemprego no país chegou a 11,8% no trimestre encerrado em agosto, como informou nesta sexta (30) o IBGE.

Foi o pior resultado da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), iniciada em 2012. A marca do mês anterior foi superada em 0,6 ponto percentual.

A taxa veio levemente acima do centro de expectativa de analistas consultados pela agência internacional Bloomberg. Eles estimavam desemprego de 11,7%.

No trimestre encerrado em agosto, 12 milhões de pessoas procuravam emprego. De acordo com o IBGE, foram 583 mil de pessoas a mais do que no trimestre anterior.

Na comparação com o mesmo período de 2015, o crescimento da taxa de desemprego foi de 36,6%, ou 3,2 milhões de pessoas.

Após reforma na previdência pensão por morte poderá deixar de ser integral

O governo Michel Temer vai incluir na reforma da Previdência o endurecimento das regras para concessão de pensões por morte. Segundo um integrante da equipe econômica, a proposta volta a tentar emplacar a redução no cálculo do benefício.

Pelo texto, a pensão por morte vai deixar de ser integral e passará a ser de 60% para o cônjuge e mais 10% por dependente, até o limite de 100%.

A equipe econômica da presidente cassada Dilma Rousseff tentou adotar essa mudança por meio de medida provisória (MP), mas não conseguiu aprovação no Congresso.

O entendimento na época era de que a alteração necessitava de alteração na Constituição. Esse procedimento exige quórum qualificado para ser aprovado (dois terços de aprovação nas duas Casas em dois turnos).

Por isso, o governo aproveitará a reforma, que será enviada por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), para retomar o tema.

A mudança no cálculo traz efeito imediato na economia dos gastos públicos com o benefício. O valor corresponde a um quarto do total das despesas previdenciárias. O cálculo também valerá para os servidores públicos, mas os militares devem ficar fora.

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Bancos poderão financiar imóveis de até R$1,5 milhão com taxa mais baixa

O CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu permitir, pelo prazo de um ano, que os bancos financiem operações de aquisição de imóveis novos de até R$ 1,5 milhão pelas taxas de juros do SFH (Sistema Financeiro de Habitação).

A medida, entretanto, não vale para o uso de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) na compra de imóveis. Nesse caso, continua a valer o limite de R$ 750 mil (para Minas Gerais, Rio e São Paulo) e R$ 650 mil para outros Estados.

Ou seja, o conselho permitiu apenas o benefício das taxas de juros menores nessa faixa mais cara de imóveis, mas sem o uso do FGTS.

Não há previsão para que essa medida tenha impacto imediato no mercado. A decisão de conceder financiamento cabe aos bancos. De acordo com o CMN, as instituições financeiras já emprestaram a maior parte do montante permitido nessa modalidade.

Mercado Financeiro

O mercado acompanha com atenção os dados do Deutsche Bank. Para alguns analistas, ele pode ter o mesmo destino do Lehman Brothers em 2008. Isso poderá desencadear uma nova crise em todo o setor.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11h38 em alta de +0,34% com 58.547 pontos. O dólar tinha queda de -0,30%, sendo negociado por R$ 3,25.

Redação Dinheirama
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