Desemprego: brasileiros têm menos medo e europeus procuram o BrasilO medo dos brasileiros de perder o emprego vem diminuindo a cada ano. Pelo menos em relação ao ano passado, o levantamento Termômetros da Sociedade Brasileira divulgado na última sexta-feira (5) mostra que o Índice de Medo do Desemprego (IMD) teve uma queda de 6,1%.

A pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o IMD registrou 69 pontos, gerando a queda de cerca de seis pontos percentuais comparados com o mesmo período de 2012. Adicionalmente, avaliou-se a satisfação do brasileiro com a vida através do Índice de Satisfação com a vida (ISV), que apresentou recuo de 0,8% em relação a dezembro do ano passado, atingindo 104,8 pontos.

A melhora do índice que mede o medo do desemprego no Brasil já era esperada pela CNI desde o final do ano passado. Desde lá ela já apostava que o desempenho da indústria seria melhor em 2013 do que em 2012, aumentando a geração de emprego e a formalização dos postos de trabalho.

Taxa de desemprego sobe

Embora as apostas positivas feitas pela CNI, a taxa de desemprego teve um ligeiro crescimento em fevereiro. A taxa de desemprego no Brasil em fevereiro foi de 5,6% da população economicamente ativa, pouco acima dos 5,4% em janeiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pouca variação pode não assustar os brasileiros, mas o percentual calculado no segundo mês de 2013 foi o maior dos últimos oito meses, só superado pelos 5,9% medidos em maio do ano passado. A taxa foi também um ponto percentual acima dos 4,6% medidos em dezembro, quando anotou sua melhor performance nos últimos 11 anos.

Os fatores sazonais são indicados como os principais responsáveis pelo aumento do desemprego entre dezembro e fevereiro. Afinal, a indústria e os comerciantes costumam dispensar nos primeiros meses do ano os funcionários contratados temporariamente para atender o aumento da demanda por causa das vendas do Natal.

O índice oficial de desemprego é medido pelo número de pessoas que procuram trabalho nas cidades de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Desemprego na Europa

Segundo levantamento feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgado nesta segunda-feira (8), as condições de emprego na União Europeia continuam complicadas. O estudo mostra que um milhão de pessoas perderam seus empregos apenas nos últimos seis meses.

A organização afirmou que a perda de postos de trabalho voltou a disparar e “não há sinais de melhora”, embora o ritmo de aumento do desemprego tenha se desacelerado no período 2010-2011. Com 26 milhões de europeus sem emprego, a OIT insiste na urgência de troca entre as atuais políticas de aperto orçamentário por outras focadas na criação de empregos.

Segundo a OIT, “o desemprego a longo prazo está se transformando em um problema estrutural para muitos países europeus” e, em 19 deles, “mais de 40% das pessoas sem trabalho são consideradas desempregados de longo prazo, o que significa que estão fora do mercado de trabalho por mais de um ano”.

Enquanto a Europa não consegue resolver os problemas relacionados ao setor financeiro, que esteve no epicentro da crise, os europeus estão buscando oportunidades de trabalho em outros países e o Brasil é um dos mais escolhidos.

Brasil é destino para desempregados

Em 2012 foram mais de 100 mil portugueses deixando sua terra natal para arriscar emprego no Brasil e em países africanos, como Angola e Moçambique. A língua com certeza é um dos motivos da escolha, mas o Brasil tem se mostrado atraente para muitos profissionais desempregados.

O número de concessões de visto de trabalho para estrangeiros aumentou 70% nos últimos três anos, tempo que coincide com a crise econômica mundial. Entre esses estrangeiros, os cidadãos dos Estados Unidos se destacam com o maior número de vistos.

Os portugueses e espanhóis também chamam atenção. Embora tenham ficado com a 12ª e a 13ª posição respectivamente no ranking de vistos, o número de concessões aumentou 217% para trabalhadores vindos de Portugal e 86,5% da Espanha.

“Teve uma desaceleração na economia mundial, principalmente nos Estados Unidos e Europa, e o Brasil como um dos países emergentes surgiu como opção, atraiu muitos trabalhadores. A grande vantagem para o país é que a gente começa a adquirir capital material humano sem ter investido nem ele”, afirma o especialista Fernando de Hollanda.

Fontes: G1 | UOL | R7 | EXAME. Foto de freedigitalphotos.net.

Willian Binder
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