É muito importante que sua empresa realize um bom planejamento financeiro, certo? Afinal, disso depende todo o futuro do seu negócio.

Para fazer um planejamento corretamente, antes de mais nada é preciso entender o funcionamento dos gastos e compreender  as diferenças existentes entre despesas fixas e variáveis, observando atentamente a influencia delas na sobrevivência do negócio.

Assim, caso você tenha dúvidas sobre as principais características dos gastos fixos e variáveis de sua empresa, não deixe de ler este texto. Saiba como o domínio sobre esse assunto pode ajudar (e muito) na gestão de sua empresa.

O que são despesas fixas?

A principal característica das despesas fixas é sua periodicidade. As despesas fixas são aquelas que ocorrem todos os meses, não estando obrigatoriamente ligadas ao volume de produção ou de vendas. Isso não quer dizer que seus valores não sofram variações. Podem até mudar de um mês para o outro, mas sempre virão.

É importante também ressaltar que independente do faturamento, esses gastos irão ocorrer. Por isso, uma vez que essas despesas sempre irão aparecer e precisam ser honradas, é imprescindível considerá-las nas projeções, levando em conta épocas de alta ou de baixa nas vendas.

Como exemplos, podemos citar as contas de consumo em geral, incluindo água, energia e telefone — que têm uma parcela mínima a ser paga, – o salário dos funcionários, o aluguel do imóvel onde o negócio se localiza, os honorários do contador e quaisquer outros gastos frequentes da empresa.

Leitura recomendada: Como ficar em dia com as contas a pagar e receber?

O que são despesas variáveis?

São aqueles gastos que têm relação direta com o negócio da empresa.

No caso de uma revendedora de automóveis, por exemplo, quanto mais carros são vendidos, maior é a comissão a ser paga aos vendedores. A gratificação a ser paga aos vendedores irá variar de acordo com as vendas de cada período, sendo então chamada de uma despesa variável.

A matéria-prima em uma indústria e os impostos sobre a quantidade de mercadorias ou serviços negociados são outros custos dessa categoria. Gastos com publicidade e propaganda, que não costumam ser contínuos, também podem ser consideradas despesas variáveis, assim como fretes e carretos para a entrega dos produtos.

Como administrar essas despesas?

É preciso ter em mente a diferença entre esses dois conceitos para elaborar seu planejamento financeiro. Há uma simples razão para isso: simplificar o momento de definir os valores destinados para custear cada tipo de gasto e, se preciso, visualizar aquelas despesas que podem ser diminuídas ou até mesmo cortadas.

No caso das despesas fixas de uma empresa, independente das épocas de dificuldade ou sem lucros, serão necessários fundos para cobrir esses gastos todos os meses.

Apesar de extremamente importante, o raciocínio é super simples.  Salários e aluguéis deverão sempre ser pagos, por exemplo – ainda que seja possível diminuir o valor do aluguel, é preciso avaliar o impacto que uma mudança nas instalações causaria na produtividade da sua empresa. Viu como é difícil cortar essas despesas?

As despesas variáveis, por sua vez, são mais fáceis tanto de administrar como de reduzir. É prudente buscar matéria-prima mais barata ou ainda procurar opções mais econômicas de entrega para as mercadorias, por exemplo, bastando para isso economizar nas embalagens utilizadas ou reduzir o gasto com fretes e carretos.

Compreender quais são suas despesas fixas e variáveis contribui na percepção das ações mais assertivas para gerenciar os recursos, além de auxiliar na identificação das soluções mais adequadas para cada nova situação do negócio.

Conheça também os nossos serviços de Gestão Financeira para pequenas empresas que pensam grande! Clique aqui e saiba mais. Até a próxima!

Nota: Esta coluna é mantida pela ContaAzul, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Leitura recomendadaComo iniciar um negócio com pouco capital

Foto “financial budget”, Shutterstock.

 

Consultor ContaAzul
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários