Dicas para aproveitar descontos de fim de ano sem entrar no vermelhoTodo ano, quando se aproxima o Natal, começamos a ser bombardeados por ofertas de produtos que são verdadeiros objetos de desejo. É o novo smartphone que a cada dia parece ser mais necessário, são as roupas que a TV mostra nos personagens mais descolados da novela e muito mais.

É claro que você já deve ter lido por aqui, em outras oportunidades, minha opinião em se tratando de consumo. Pois bem, sempre vale ressaltar que o consumo é importante, pois é através dele que o país cresce e tudo acontece (inclusive a criação e manutenção de empregos), mas ele deve ser consciente e coerente com a situação financeira de cada um.

Renda maior, gastos maiores?
Nesse período de final de ano surgem muitos empregos e, com eles, a renda das pessoas aumenta. É importante, no entanto, que as pessoas percebam que a renda maior pode se tornar uma cilada para quem não planeja as finanças. É quando ganhar mais se torna uma boa desculpa para gastar mais.

Para se preparar melhor para os gastos deste final de ano e, assim aproveitar de verdade as ofertas de Natal, é importante definir um limite de gastos. E, tão importante quanto comprar seus presentes, é entender que a vida continua após as festas de final de ano e que janeiro é um mês com diversos gastos (IPVA, material escolar, IPTU, férias etc.). Virar o ano no cheque especial não é a atitude mais inteligente.

Se você pensa em fazer suas compras usando o “dinheiro de plástico”, tenha em mente que o cartão de crédito precisa ser utilizado como uma ferramenta de pagamento, e não apenas como um instrumento de crédito. Se você precisa de crédito por um período longo, o cartão não é a melhor opção – os juros para quem utiliza a modalidade de crédito rotativo são muito altos.

Negociar é preciso, afinal muitos brasileiros ainda têm vergonha de pedir desconto. Fica a sensação de que, além de pagarmos caro, ainda estamos fazendo um favor aos vendedores. Se você pensa dessa forma, trate de mudar e valorizar mais cada centavo que irá pagar nas ofertas de Natal. Se você quer comprar, o interesse de vender é do vendedor e esse poder precisa ser mais bem explorado.

Se for o caso, fale “Não”. É muito comum nos indignarmos com os preços de alguns produtos no Brasil, mas ainda assim nos rendemos ao apelo de tê-los porque eles teriam o poder de nos diferenciar. Você pensa assim?

Talvez o exemplo mais emblemático dessa realidade seja os valores pagos aqui no Brasil pelo tão sonhado e idolatrado iPhone, smartphone da Apple. Na última semana foi anunciado o preço que uma operadora irá cobrar no Brasil pelo modelo mais recente: os valores iniciais ultrapassam R$ 2 mil e são, em minha opinião, fora de propósito. Ainda assim conheço gente disposta a comprá-lo.

Optar por comprar não é crime, é claro, mas é preciso ser razoável em relação aos limites pessoais, nível de renda, padrão de vida e orçamento doméstico. E ao decidir pela compra da oferta de Natal, é importante negociar, pedir desconto e, quando possível, pagar à vista. Simples assim.

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Tenho certeza que você irá pensar um pouco mais sobre o que fará com seu dinheiro daqui para frente. Seu compromisso com o dinheiro é muito importante e fazê-lo crescer e multiplicar-se é em muito uma opção pessoal. Cabe descobrir e aceitar que não somos obrigados a comprar algo apenas porque está em oferta. Pior quando é uma “oferta”, assim com aspas, não é? Pois é.

Até a próxima. Foto de sxc.hu.

Ricardo Pereira
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