Pequenos detalhes, grandes oportunidadesRaras são as vezes que nos dedicamos a agradecer as pessoas e suas iniciativas. Raras são as vezes que valorizamos as diferenças e a importante capacidade de reação e superação das pessoas que nos cercam. Raras são as vezes que nos oferecemos para um longo papo amistoso ou para um simples envio de feedback positivo. Preferimos criticar, sugerir mudanças e nos isolar.

Aquele dia tinha tudo para ser apenas mais um dia. Não foi. O leitor Diego Costa resolveu coroar o prazeroso esforço de coordenar os textos e artigos publicados no Dinheirama. Uma mensagem sincera de agradecimento chegou à minha caixa postal e me emocionou. Não tanto pelo gesto singelo (mas poderoso) de agradecimento, mas pela atitude.

Mais que saber administrar nosso dinheiro, é preciso enfrentar a vida, seus dilemas e desafios com igual energia. Diego é capaz de mostrar que tudo isso é possível e que a força para que isso aconteça está em cada um de nós. O texto que você vai ler é a reprodução fiel das palavras de uma pessoa que descobriu algo fantástico: tudo, inclusive ter dinheiro[bb], é possível.

“Oi Navarro,

É com grande prazer que escrevo essa mensagem para agradecer a Deus, a você e sua equipe pelo Dinheirama. Sou do Rio de Janeiro, nasci e me criei na favela da Rocinha, onde morei até os 20 anos de idade (hoje tenho 24). Comecei a trabalhar com internet aos 16 anos. Logo, aos 17 anos, já recebia um salário de R$ 800,00.

Imagine um garoto de apenas 17 anos, morador de uma favela, com um salário desses. Pirei! Tinha todas as garotas que queria, tênis da moda, celular etc. Minha mãe, doméstica, sempre me aconselhava a guardar meu dinheiro, mas eu achava que ela só estava querendo encher meu saco, pegar no pé. Pobre de mim. Eu recebia, dava exatamente R$ 200,00 na mão dela para ajudar nas despesas de casa e torrava todo o resto.

Pois é, ai começa minha vida de dívidas. Aos 18 anos já estava com o nome no SPC e SERASA. Lembro que fiquei quase quatro anos com nome sujo, pois esperava o nome sair após os cinco anos. Então conheci minha atual noiva, que desde o começo dizia que meu modo de vida era uma vergonha. A dívida estava alta, mas comecei a mudar. Procurei as empresas negociei tudo o que devia. Que beleza, nome limpo de novo.

Aos 23 anos já ganhava o mesmo salário que meu pai ganhava como diretor de uma ONG. Troquei de emprego, assumi um cargo de coordenação numa agência de internet. Salário maior, vida nova. O pesadelo voltou e me endividei novamente. Mantinha conta em dois bancos, dois cartões de crédito, usava e abusava dos cheques e resolvi abrir um negócio com o primo da minha noiva.

Eu só fazia o controle mensal dos meus gastos com a cabeça. Certo mês, a cabeça falhou. Resumo da ópera: cheques sem fundo, tarifas absurdas no banco, faturas de cartão atrasadas e o negócio nada planejado indo de mal a pior. Não paravam de chegar cartas do SPC, SERASA e de empresas em minha casa. Meu telefone não parava de tocar: era gente querendo falar com o Sr. Diego.

Nesse período, o meu gerente aqui na empresa me apresentou o Dinheirama: ‘Já viu esse site? É muito bom!’ Logo em seguida, pesquisando sobre um assunto para um projeto aqui da empresa, vi que um dos blogs de tecnologia que eu mais acessava também recomendava o Dinheirama. Esse site deve ser bom mesmo, pensei comigo.

A partir do momento que resolvi acessá-lo e lê-lo diariamente, minha vida começou a mudar pra valer. Ora, com essas dívidas todas chorar não parecia resolver, nem tão pouco me achar um pobre coitado. Comecei a ler o bloh e ver que vocês sabiam do que estavam falando. Conhecem a realidade financeira da maioria e não focam apenas nos investidores de bolsa. Lembram dos investidores de poupança, das pessoas mais simples como eu.

Navarro, depois de ler suas dicas comecei a implementar o que havia aprendido. Paguei todos os 18 cheques sem fundo e todos os cartões de crédito. Consegui também acabar com o cheque especial de um dos bancos que eu utilizava. Nesse exato momento, tento a negociação com as Lojas Renner, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Defini prazos para quitar todas as minhas dívidas. Mais importante, estou conseguindo cumpri-los. Ah, além disso estou conseguindo juntar um dinheiro todo mês para utilizar, caso seja necessário, nessas três negociações pendentes e em alguns sonhos e objetivos da nova família que se inicia. Através do Dinheirama percebi que minha história, como a da maioria dos brasileiros, foi alimentada falta de interesse e conhecimento financeiro, de informações. É verdade, o Dinheirama está mudando a minha atitude em relação ao dinheiro.

Muito obrigado Navarro e Dinheirama. Continuem nos ajudando!”

Ainda que você, caro leitor, considere este artigo um raro momento ego-trip, peço sua atenção para um detalhe: fazer a diferença na vida de uma pessoa é um momento único, capaz de transformar nossas aspirações mais simples do dia-a-dia. Não pude deixar de compartilhar minha alegria ao receber a mensagem e o pedido do Diego para torná-la pública.

O Dinheirama é, acima de tudo, um espaço de aprendizado e relacionamento. Sempre deixamos claro nossa importante visão humana do dinheiro[bb], não porque somos contra a extensa área técnica existente no universo financeiro, mas porque acreditamos que viver bem significa manter-se em dia também com a família e os amigos.

Diego, nós é que agradecemos por fazermos parte de sua vida. Parabéns pela mudança. Sucesso!

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Crédito da foto para stock.xchng

Conrado Navarro
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