Diferença entre volatilidade de curto prazo e risco de perdasComo muitos investidores andam preocupados com o resultado de suas aplicações em 2013, decidi escrever sobre a diferença entre a volatilidade de curto prazo e o risco de perdas (de longo prazo).

Entender bem estes dois conceitos pode ajudar o investidor na hora de selecionar as aplicações mais adequadas às suas necessidades e expectativas.

Volatilidade de curto prazo

A volatilidade de curto prazo é uma característica peculiar do mercado financeiro e todos os investimentos com possibilidade de render mais do que a taxa básica de juros – a Selic, elevada recentemente para 10% ao ano – estão sujeitos a variações, incluindo alguns títulos do Tesouro (prefixados).

Estão fora do grupo dos ativos financeiros com volatilidade de curto prazo a caderneta de poupança, as LFTs, que são os títulos do Tesouro pós-fixados e seguem a variação da Selic, e os fundos referenciados DI. Estes são considerados ativos livres de risco. As variações da poupança e da Selic são usadas como referências para avaliar os investimentos e comparar os desempenhos.

Todos os demais investimentos podem sofrer variações negativas, inclusive os títulos públicos federais prefixados e os fundos de renda fixa com carteiras que incluem este tipo de título. Eles podem entregar rentabilidades abaixo de zero em períodos de taxa de juros em ciclos de alta ou estresse no mercado de juros, quando os agentes exigem maior prêmio.

Há ainda produtos com mais volatilidade do que os citados anteriormente, podendo apresentar variações negativas expressivas num determinado período. Entre os principais, estão as ações, commodities e os seus derivativos.

A volatilidade nada mais é do que um indicativo do risco do investimento. Quanto mais alta ela é, mais a rentabilidade do ativo pode variar – para mais ou para menos. Para reduzir a volatilidade há duas estratégias: diversificar e ter horizonte de longo prazo.

Risco de perdas

O risco de perdas é a possibilidade de não possuir dinheiro suficiente para a realização de seus objetivos no futuro. A volatilidade de curto prazo não aumenta de forma significativa o risco de perdas, muito pelo contrário.

São os produtos que apresentam volatilidade que vão entregar maiores retornos no longo prazo, inclusive acima da inflação, variável que não devemos esquecer de incluir quando estamos elaborando um plano de investimentos.

A possibilidade de perdas reais no longo prazo com ativos conservadores como a poupança é maior do que com investimentos de maior volatilidade de curto prazo. Você também corre risco de perder com ativos de baixíssimo risco: perder poder de compra.

Já no caso de investimentos mais arriscados, como mostra o gráfico abaixo, a volatilidade diminui com o passar do tempo e consequentemente o risco de perdas também.

Gráfico - Órama

É preciso revisar a carteira de investimentos

Mas é claro, com o passar do tempo muita coisa pode mudar, por isso a importância de fazer revisões constantes na sua carteira de investimentos. As revisões não devem ser realizadas em períodos inferiores a seis meses, uma vez por ano é o ideal, sabendo-se que num ano ou em outro os resultados poderão ser insatisfatórios.

O que importa são os ganhos de longo prazo. Se a rentabilidade estiver dentro do esperado para o nível de volatilidade da carteira, bastam alguns ajustes ou esperar mais um ano, até próxima revisão.

Como a economia é muito dinâmica, as variáveis que afetam o resultado dos investimentos estão em constante mudança e as carteiras precisam ser reavaliadas de tempos em tempos para otimizar os seus resultados.

Ficou claro a diferença entre volatilidade de curto prazo e o risco de perdas? Não está na hora de fazer uma revisão dos seus investimentos? Se precisar de ajuda, entre em contato comigo através do canal “Fale com a Sandra” (clique aqui), no site da Órama.

Foto “Stock data”, Shutterstock.

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