Agora você confere as principais notícias de 15/01/2019, terça-feira.

Bolsa brasileira tem recorde e fecha acima de 94 mil pontos

A perspectiva de uma reforma da Previdência mais dura trouxe o viés positivo na segunda-feira (14) para a Bolsa brasileira, que fechou em novo recorde, acima de 94 mil pontos. O dólar recuou e voltou aos R$ 3,70.

Investidores ficaram animados com a notícia publicada pelo jornal Valor Econômico de que as novas regras para aposentadoria poderiam levar o governo a economizar R$ 1 trilhão.

O texto que será proposto pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) ainda não é conhecido, mas o montante estimado seria superior ao previsto caso o projeto apresentado pela gestão de Michel Temer (MDB) tivesse saído do papel.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, subiu 0,87%, a 94.474 pontos. O volume financeiro ficou ao redor dos R$ 13 bilhões.

Investidores estrangeiros seguem retirando recursos da Bolsa brasileira, na esteira de um mercado externo mais avesso ao risco. Analistas ressaltam que persiste a preocupação com a desaceleração da economia global. Nesta segunda, a China divulgou dados piores que o esperado de balança comercial, o que azedou as Bolsas ao redor do mundo.

Os principais índices asiáticos e europeus recuaram nesta segunda. As Bolsas americanas terminavam o dia ainda em baixa.

O dólar recuou 0,35%, a R$ 3,7010 nesta segunda, após ter passado boa parte do pregão em alta. A tendência era de valorização da moeda americana: de uma cesta de 24 divisas emergentes, o dólar subiu ante 16 delas.

Bolsonaro revoga nomeações de Temer e diminui poder do Senado

O presidente Jair Bolsonaro revogou as nomeações do ex-presidente Michel Temer para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Os novos nomeados foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (14).

Na medida provisória publicada no dia 1° de janeiro, Bolsonaro havia revogado a exigência de o Senado sabatinar os diretores. Assim, os quatro nomeados hoje não precisarão de escrutínio dos senadores.

A revogação da sabatina dos diretores está no art. 85, II, c, que revoga o art. 88, parágrafo único, da Lei 10.233. “Os diretores deverão ser brasileiros, ter idoneidade moral e reputação ilibada, formação universitária, experiência profissional compatível com os objetivos, atribuições e competências do DNIT e elevado conceito no campo de suas especialidades, e serão indicados pelo ministro de estado dos Transportes e nomeados pelo presidente da República”, diz o texto.

Assim, o Senado perdeu a prerrogativa de sabatinar tais indicações. Há apenas cinco meses no cargo, o diretor-geral José da Silva Tiago foi substituído pelo general Antônio Leite dos Santos Filho. Na diretoria-executiva, sai Halpher Luiggi Mônico Rosa e entra Andre Kuhn. Para a área de administração e finanças, o então diretor Mauro de Moura Magalhães passa a cadeira para Marcio Lima Medeiros. Já a diretoria de Infraestrutura Aquaviária sai das mão de Erick Moura de Medeiros para Karoline Brasileiro Quirino Lemos.

Indicado para conselho da Petrobras já foi condenado pela CVM

Indicado pelo governo Bolsonaro para o conselho de administração da Petrobras, o geólogo John Forman já foi condenado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por uso de informação privilegiada na venda de ações da petroleira HRT (hoje chamada PetroRio).

A indicação de Forman foi anunciada na segunda (14), junto com dois outros nomes: o economista João Cox e do almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, que deve assumir a presidência do colegiado. Ele nega ter usado informação privilegiada e questiona na Justiça a condenação.

Forman foi conselheiro da HRT entre 2009 e 2012. Em setembro de 2016, foi condenado pela CVM a pagar multa de R$ 338.500 por uso de informações privilegiadas na venda de ações da companhia antes da divulgação de notícias negativas em 2013.

Segundo a CVM, a venda de ações às vésperas da divulgação de fato relevante com resultados negativos de um poço na Namíbia demonstrou mudança de comportamento do executivo com relação às negociações que fez com papeis da empresa durante os meses anteriores.

“Somente a ciência dos resultados preliminares do poço de Murombe-1 poderia justificar a alteração repentina no comportamento de John Forman, que atuou na direção contrária daquela que vinha atuando, admitindo vender ações por preço inferior ao praticado naquele momento no mercado”, disse a autarquia, em comunicado na época da condenação.

Além de Forman, a CVM condenou Antônio Carlos de Agostini, outro ex-administrador da HRT, também por uso de informação privilegiada na negociação de ações. A multa, neste caso, foi de R$ 456.560 – o valor da punição equivale a duas vezes o ganho com a venda das ações.

Paralisação mais longa da história dos EUA joga pressão em Trump

“Nós vivemos de salário em salário.” A frase é repetida por servidores federais americanos que protestaram na capital americana nesta semana, argumentando que não terão como pagar as contas do mês em janeiro em razão da suspensão de seus pagamentos. Os Estados Unidos bateram o recorde de tempo com o governo federal parcialmente fechado.

Antes, a paralisação mais longa no país havia acontecido durante a gestão de  Bill Clinton, entre 1995 e 1996, e durado 21 dias. O governo de Donald Trump  já encara uma paralisação que chegará ao seu 25º dia em meio ao impasse sobre previsão de verba para construção do muro na fronteira com o México.

Trump não aceita recuar na proposta de erguer a barreira na fronteira sul do país e, para isso, exige US$ 5,7 bilhões de previsão orçamentária. A proposta enfrenta resistência dos democratas. Em meio ao impasse – e com ao menos 800 mil servidores federais afetados sem receber salários -, Trump se vê pressionado e analisa a possibilidade de declarar emergência nacional para conseguir verbas que financiem seu projeto. Apesar de ter afirmado na sexta-feira que não iria declarar emergência nacional “agora”, Trump deixou em aberto a ameaça.

A ideia causa um racha dentro do partido republicado, que prevê a reação belicosa da oposição. Os democratas já estudam formas de judicializar uma eventual declaração de emergência pelo presidente e argumentam que Trump vai retirar verba de áreas que irão afetar e colocar em risco a população americana.

Com agências federais fechadas ou com atendimento limitado, a população americana sente no cotidiano os efeitos do chamado ‘shutdown‘. Na última sexta-feira (11) seria o dia de pagamento de milhares de servidores federais nos EUA, que ficaram sem receber a primeira parte do salário do ano. Isso inclui 13 mil servidores do FBI, a polícia federal americana, que informou que a situação prejudica investigações em curso e a segurança do país, e responsáveis pelo controle de entrada nos aeroportos.

Uma das servidoras que se manifestou em Washington pelo fim do ‘shutdown’ foi Janice Fridie. “Eu tenho contas a serem pagas: aquecimento, água, empréstimos estudantis, hipoteca. Tenho contas a pagar, como todos os que estão aqui”, afirmou.

Redação Dinheirama
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