Agora você confere as principais notícias de 18/12/2018, terça-feira.

Bolsonaro defende exploração de Raposa Serra do Sol

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, defendeu a exploração “de forma racional” da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

A declaração foi a única dada por Bolsonaro aos jornalistas na segunda (17) na saída confusa da inauguração de uma escola da Polícia Militar, no Rio.

“É a área mais rica do mundo [a Raposa Serra do Sol]. Você tem como explorar de forma racional. E no lado do índio, dando royalty e integrando o índio à sociedade”, disse o presidente eleito, sem dar detalhes.

Segundo o jornal “Valor”, a equipe de transição preparar um decreto que irá rever a criação da terra indígena.  Estima-se que vivam na região 17 mil índios. Após a disputa entre agricultores e indígenas, o STF decidiu em 2008 manter a demarcação do território de  1.747.464 hectares, obrigando a retirada de não índios do local.

Bolsonaro é crítico em relação à demarcação de terras e já disse que acabaria com o processo em seu governo.

Existem jazidas de nióbio, considerado um recurso estratégico para o presidente eleito. Se misturado ao ferro, cria uma espécie de superliga, mais leve e resistente que o aço comum.

É utilizado em gasodutos, turbinas, chassis de carros e até em foguetes espaciais e reatores nucleares.

Guedes quer cortar metade dos recursos do Sistema S, diz futuro secretário

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, determinou à equipe uma meta de corte de 50% dos recursos do Sistema S. A informação foi passada em entrevista do economista Marcos Cintra ao jornal O Estado de São Paulo. Cintra vai comandar a secretaria especial da Receita Federal. Segundo ele, o processo será gradual, mas vai começar “imediatamente”.

“Muito do que o Sistema S faz pode ser feito pelo mercado de forma competitiva. Preservaremos as atividades com características de bens públicos”, disse. O resto das atividades, como capacitação, o mercado atende bem, afirmou Cintra.

O futuro secretário avaliou que “tudo está aberto à reavaliação pelo futuro governo. “O  presidente Jair Bolsonaro representa renovação. E o Ministro Paulo Guedes será o instrumento desse processo”, ressaltou.

Segundo Cintra, o futuro governo no Sistema S vai desonerar a folha de salários das empresas para estimular empregos. “Nossa prioridade”, afirmou.

Uma parte das contribuições e tributos que as empresas pagam sobre a folha de pagamento é repassada para as entidades do Sistema S, ligadas às confederações patronais. O dinheiro deve ser usado para treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica. Neste ano, foram repassados R$ 17,1 bilhões. Em 2017, R$ 16,5 bilhões.

É preciso resolver Previdência atual antes de mudar para capitalização, diz Paulo Guedes

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda (17) que o modelo previdenciário atual é “geneticamente condenado”, mas precisa ser resolvido antes que o governo parta para a discussão de um modelo de capitalização no futuro.

“Tem esse avião antigo que é essa Previdência que já quase quebrou antes da população envelhecer. Eu defendi abertamente que o primeiro passo seria tentar colocar esse avião para voar de novo, pelo menos três ou quatro mandatos, antes de descer novamente”, afirmou, em palestra para empresários no Rio.

Ele não deu detalhes de como será o processo de reforma, dizendo que o governo de transição ainda está “fazendo o dever de casa” à espera da posse do novo Congresso, em fevereiro. Mas reforçou que a solução do sistema atual não garante sustentabilidade no futuro.

“Para gerar um emprego, ele destrói outro. Então eu tenho 40 milhões de carteiras assinadas e 46 milhões sem carteira assinada. Que diabo de sistema é esse que você coloca um imposto que destrói um emprego para garantir o benefício para outro trabalhador?”, questionou.

Guedes defendeu que um novo modelo de capitalização significa a “libertação” de empresas e trabalhadores e pode permitir que o país cresça 4% a 5% ao ano.

“Vamos tentar acertar esse [modelo] que está aí e depois a gente aprofunda na libertação das gerações posteriores, democratiza o ato de poupança, liberta as empresas dos encargos trabalhistas, vai ser um choque de geração de emprego”, afirmou.

A reforma da Previdência é uma das prioridades do novo governo, ao lado de privatizações e reforma do Estado, afirmou o futuro ministro. “Precisamos corrigir a hipertrofia do governo federal”, comentou ele, após criticar a centralização dos recursos e de atribuições na União, em detrimento de estados e municípios.

Em dia de volatilidade, dólar cai 0,2% e fecha abaixo de R$ 3,90

A última semana de negócios antes das festas de fim de ano começou com volatilidade alta no câmbio, em dia marcado por volume mais tímido de negócios. Pela manhã, fatores técnicos predominaram e, diante da maior procura pela moeda para compromissos comuns nos meses de dezembro, como envio de recursos de empresas para as matrizes no exterior, o dólar subiu e chegou a encostar em R$ 3,93, destoando do comportamento de outros emergentes.

Na parte de tarde, o dólar passou a cair, influenciado pela fraqueza da moeda norte-americana no exterior, batendo na mínima do dia, em R$ 3,87. No final da sessão, o dólar à vista encerrou em R$ 3,8993, com baixa de 0,19%. A liquidez reduzida e o mau humor nas bolsas de Nova York foram elementos determinantes para a queda de 1,20% registrada pelo Índice Bovespa, que fechou aos 86.399,68 pontos.

‘Prévia do PIB’ avança 0,02% em outubro, aponta Banco Central

Após recuar 0,16% em setembro (dado já revisado), a economia brasileira teve leve alta em outubro de 2018.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve avanço de 0,02% em outubro na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal, informou na segunda-feira (17), a instituição.

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.  O índice acumula alta de 1,40% no ano até outubro e expansão de 1,54% nos 12 meses encerrados em outubro. No trimestre, também encerrado em outubro, a atividade econômica calculada pelo Banco Central apresenta avanço de 1,84%.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 139,30 pontos para 139,33 pontos na série dessazonalizada em outubro ante setembro. Este é o maior nível para o IBC-Br com ajuste apenas desde agosto (139,53 pontos).

Na comparação entre os meses de outubro de 2018 e outubro de 2017, houve alta de 2,99% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 140,90 pontos no décimo mês, após 136,81 pontos de outubro do ano passado.

Redação Dinheirama
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