Um estudo da Universidade de Oxford mostrou que somente 19% dos entrevistados brasileiros tinham algum tipo de produto cujo objetivo era prevenir perda de renda em caso de morte.

A média global é de 32%. Entendemos que falar sobre seguro de vida muitas vezes é um tabu, pois costuma-se associar o produto à morte, não é verdade?

Mas é preciso mudar a visão sobre esta ferramenta tão importante para a diminuição de riscos financeiros futuros e preservação da garantia de proteção familiar.

Trata-se, pode-se dizer, de um produto fundamental para evitar dores de cabeça adiante! Para entender mais sobre este e outros pontos relacionados ao Seguro de Vida, o Dinheirama conversou com Cícero Barreto, diretor comercial e marketing da Omint

Como é o panorama do mercado de seguros de vida no Brasil? O brasileiro costuma ter seguro de vida? Teria algum número para nos passar?

Cícero Barreto : De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Oxford, apenas 19% dos entrevistados brasileiros têm algum tipo de produto que previne a perda de renda em caso de morte, ou mesmo um Seguro de Vida propriamente dito, dentro de uma média global de 32% de assegurados. Mesmo assim, é importante ressaltar que, nos últimos dez anos, o seguro de pessoas – que compreende vida e previdência –  avançou 264%, de acordo com o Sincor-SP. O brasileiro não tem o costume de pagar por aquilo que não se pode adquirir de imediato e mudar essa realidade é o principal desafio para as seguradoras. Os números de 2017 no segmento de pessoas, segundo o CNSeg, foram: crescimento de 27,4% no seguro de vida individual e acidentes pessoais; e de 21,9% da previdência privada.

O que exatamente é um seguro de vida e por que ele é tão importante?

C.B.: O Seguro de Vida é um contrato feito junto a uma companhia especializada em seguros a fim de garantir proteção financeira para os dependentes de um responsável financeiro. No entanto, é um seguro do qual o proprietário da apólice é o primeiro beneficiado, no caso de invalidez permanente ou de um diagnóstico de doença tida como grave, por exemplo. Trata-se de um seguro que garante os recursos de uma família ou demais entes dependentes de um responsável financeiro em quaisquer eventos que comprometam sua geração de recursos, seja morte, invalidez ou doença grave. É o primeiro benefício que chega aos beneficiários em eventos desse tipo, assegurando seu amparo financeiro.

Qual a principal razão que leva as pessoas a não contratarem um seguro de vida? Ainda há certo receio? Como vocês lidam com esta questão?

C.B.:  No Brasil, ainda há uma forte cultura de se contratar seguro para objetos e bens, mas não para os próprios segurados. Tanto que, quando temos a oportunidade de perguntar às pessoas o que vem à cabeça quando se fala em Seguro de Vida, invariavelmente as pessoas o veem como ‘bilhete da morte’, em vez de ser uma fonte de proteção à trajetória financeira tanto de uma família quanto do próprio segurado, mesmo porque ele é o primeiro beneficiário de sua apólice. Felizmente, pouco a pouco, as pessoas vão mudando sua mentalidade. Pensar na trajetória financeira a médio e longo prazo é um dos fatores que estimulam esse novo olhar.

Quem deveria contratar um seguro de vida? Há diferenças que devem ser avaliadas de acordo com o perfil?

C.B.: Qualquer pessoa. Cada perfil está em um momento diferente da vida e tem necessidades distintas. Entre segurados mais jovens, por exemplo, as pessoas estão preocupadas em realizar sonhos, como viajar, comprar um imóvel, um automóvel e, por isso, o Seguro de Vida é primordial em garantir os recursos financeiros caso ocorra algo em sua trajetória. Já quando as pessoas casam, têm filhos ou mesmo são financeiramente responsáveis por alguém, é importante a contratação do Seguro de Vida para garantir o amparo financeiro caso algum evento de morte, invalidez ou doença grave ocorra. E, quanto a idosos, os Seguros de Vida nessa etapa podem ser usados tanto para benefícios em vida, evitando o esgotamento do patrimônio em casos de doenças graves e invalidez causada por acidentes, quanto para estratégias de planejamento sucessório.

Além da cobertura de morte e invalidez, um seguro de vida pode oferecer outras vantagens?

C.B.: Com certeza. Até mesmo se o segurado sofrer uma invalidez permanente parcial, total ou diagnóstico de doença grave, um plano adequado de Seguro de Vida pode funcionar como uma antecipação de recursos em vida, garantindo que ele mantenha seu planejamento inicial de acumular recursos, sem desamparar o pilar financeiro. Lembrando também que o Seguro de Vida é um benefício livre de impostos – como  Imposto de Renda e o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), além de ser um recurso liberado tão logo o evento ocorre, garantindo o amparo financeiro dos beneficiários, sem qualquer tipo de burocracia.

Um seguro de vida deve ser inserido como parte da estratégia financeira? Por que? Como fazer a melhor escolha e escolher a melhor cobertura?

C.B.: Sem dúvidas. O Seguro de Vida protege a trajetória de acumulação do segurado, providenciando um capital necessário para garantir tranquilidade e foco no objetivo financeiro – como, por exemplo, investimento em Previdência Privada. É fundamental que o contratante conte com o apoio de um profissional especializado em Seguro de Vida, pois o produto contratado deve atender às necessidades e levar em conta as características e perfil do contratante, devendo ser totalmente aderente a elas. Até porque aquilo que chamamos de “produto de prateleira” muitas vezes pode apresentar uma apólice onerosa para a cobertura apresentada.

Que tipos de Seguro de Vida a Omint oferece? Com relação aos seguros de vida, vocês têm um perfil de quem contrata ou varia?

C.B.: Disponibilizamos as seguintes coberturas:

Proteção: Seguro de Vida moderno e feito sob medida para atender às necessidades de proteção do padrão de vida da família do contratante e das demais pessoas importantes de sua vida. Essa solução oferece coberturas para momentos difíceis, como uma doença grave ou invalidez, fornecendo recursos que podem ser usados para o tratamento ou para qualquer outro objetivo. Oferece também assistências importantes, como orientação nutricional e serviços à vítima de crime. Os Capitais Segurados disponíveis chegam a até R$ 5 milhões.

Resgatável: Seguro de Vida sofisticado, inteligente, flexível e feito sob medida para atender às necessidades de proteção do contratante. Essa solução oferece uma proteção por toda a vida e constitui, ao longo do tempo, uma reserva financeira que é corrigida a uma taxa de juros e atualizada anualmente pelo IPCA, proporcionando ainda ao Segurado a opção de resgate. Além disso, os prêmios não são reajustados em função da idade e o pagamento pode ser feito de forma vitalícia ou por um prazo determinado, garantindo as coberturas por toda a vida do Segurado. Várias coberturas adicionais complementam o seguro, tornando-o ainda mais completo para atender cada perfil de cliente. Oferece a contratação de Capitais Segurados até R$ 30 milhões.

Janaína Gimael
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