Como trabalhar e levar a educação financeira para mais pessoas? Essa é uma pergunta que cada vez mais empresas e profissionais se dedicam a responder. São muitos os desafios e caminhos que podem colaborar com esse objetivo e ele vem sendo conquistado aos poucos.

Conseguir transmitir para as pessoas os principais conceitos de forma simples e dinâmica é um trunfo importante, e quando conhecemos iniciativas nesse estilo ficamos muito contentes em apresenta-las para que você, nosso leitor.

Conversei desta vez com o Conrado Mazzoni, profissional da Empiricus. Conrado é diretor do projeto Cartas da Iguatemi, jornalista com oito anos de experiência em cobertura de economia e finanças e com especialização em análise econômica pela Fipe-USP.

Confira nosso papo:

Falar sobre dinheiro não é parte da cultura de muita gente no Brasil. Como mudar esse pensamento do brasileiro e mostrar que para conquistar um futuro mais rico e feliz é fundamental guardar dinheiro e investir?

Conrado Mazzoni: A renda média do brasileiro ainda é pequena. E, do ponto de vista cultural, somos muito ligados à questão de posse de bens, como imóveis. É mais comum alguém utilizar o décimo terceiro para dar entrada em um carro do que para montar uma carteira de ações para juntar dinheiro e eventualmente comprar o carro à vista.

Tudo bem, não vejo ninguém errado nesta história. O errado é tratar o próprio bolso sem autonomia, cair na fragilidade da dívida e trabalhar o mês inteiro para pagar juros ao banco. Errado é desconhecer o fato de que qualquer pessoa pode iniciar um projeto de construção de riqueza.

Eu sei que a maioria dos nossos leitores trabalha e tem inúmeras contas para pagar. Mas a independência financeira começa com R$ 100 de cada vez. A questão é simples: para ganhar dinheiro é preciso começar não perdendo.

Isso revela um espaço enorme a ser explorado em termos de educação financeira. É por isso que iniciativas como as tocadas por Dinheirama e Cartas da Iguatemi/Empiricus merecem aplausos.

Temos acompanhado de perto os juros em tendência de alta nos últimos meses. Quais são as alternativas para o pequeno investidor que não tem muito acesso a informações, mas quer ter rendimentos melhores do que os apresentados pela caderneta de poupança?

C. M.: Não sou analista de investimento, mas tenho convicção de que a aplicação em ações é imbatível em horizontes mais longos de tempo. Na Bolsa brasileira, há empresas que conseguiram atravessar vários momentos de turbulência macroeconômica ao longo da história.

A preguiça da caderneta de poupança e a falta de informação são aliados perigosos que devem ser eliminados em um plano de construção de riqueza. Ficar rico não se trata de fazer um golaço agora e bater na trave depois. É preciso consistência, crescimento da renda no longo prazo.

O Projeto Cartas da Iguatemi fala sobre construção de riqueza e independência financeira. O que você pode nos contar sobre este trabalho e como tem sido a aceitação do público?

C. M.: Nosso propósito é disseminar conceitos que vão ajudar as pessoas a ganhar dinheiro. Fornecemos recomendações práticas para quem quer ficar rico por vias retas, mesmo fora do mercado financeiro.

Desde o início do projeto, em janeiro, já abordamos uma fórmula para aprender a juntar e guardar dinheiro, dicas para trabalhar em prol de um aumento de salário, como escapar da inflação e como driblar os custos dos serviços bancários.

Não dá para contar com o governo nem com a loteria. Se você se sente cada vez mais encurralado na travessia para realizar seus sonhos de independência, é porque você realmente está encurralado.

O feedback do público até agora tem sido excepcional. Atingimos pessoas de perfis variados que usufruem dos conselhos para melhorar a situação financeira. Além disso, os leitores apontam suas demandas e nos ajudam a moldar o conteúdo de forma a torná-lo cada vez mais útil.

O leitor pode conhecer melhor o projeto recebendo o conteúdo gratuito do Cartas da Iguatemi (clique para detalhes).

Alguns leitores tem a ideia de se tornarem investidores e associam o sucesso apenas ao fato de se tornarem milionários. O conceito de independência financeira é algo mais palpável e que pode fazer mais sentido para a maior parte das pessoas?

C. M.: Sim, com certeza. Se você conseguir pagar suas contas, separar dinheiro para aposentadoria, levar sua família para jantar fora, dirigir um carro bacana e tirar férias uma ou duas vezes por ano, isso é uma vida boa.

É claro que quando você atinge a faixa dos milhões de reais, você pode sonhar com iates, carros esportivos e tal. Mas aí é mais uma questão de sonho de consumo de cada um, e não necessariamente uma melhor qualidade de vida.

Além disso, é possível desfrutar algumas regalias de um milionário independentemente da sua renda. Por exemplo, o que você passa mais tempo fazendo, além de trabalhar? Dormindo. Basta conseguir um colchão e um travesseiro de alta qualidade para garantir uma noite de sono tão boa quanto a de uma pessoa bem rica.

Nos seus posts, você sempre relata experiências pessoais e muita gente observa seus relatos como um incentivo. Por favor, divida conosco como você trabalha para escolher seus investimentos em ações. Qual tipo de informação faz a diferença para que você decida investir ou não em determinada empresa?

C. M.: Considero que ainda estou dando os primeiros passos no mercado de ações, e por isso as pessoas se identificam com os meus relatos.

Minha decisão de investir engloba aspectos variados, desde um olhar mais técnico como a regularidade na distribuição de proventos até a humildade de admitir que explorar petróleo é algo muito complexo e difícil.

Gostei de uma coisa que ouvi recentemente de um competente gestor de fundos: uma pessoa que compra um imóvel não precisa decorar a planta hidráulica ou elétrica do prédio para fazer um bom negócio. Ela estará no caminho certo se pesquisar preço, bairro e acessibilidade.

Conrado, muito obrigado pela entrevista. Por favor deixe um recado final para o leitor do Dinheirama que acompanha seu trabalho e que deseja saber um pouco mais investimentos e o trabalho realizado pela equipe da Empiricus.

C. M.: Eu agradeço a oportunidade da entrevista. Desejo êxito a todos que querem cuidar melhor do próprio bolso.

A Empiricus é uma empresa independente, que ganha dinheiro exclusivamente por meio da venda de informações financeiras. Não ganhamos dinheiro vendendo produtos financeiros, ao contrário do banco onde seu gerente trabalha. Estamos livres de qualquer tipo de conflito de interesses. Nosso objetivo é satisfazer o leitor com nossas recomendações para que ele acompanhe nosso conteúdo por muito tempo.

Queremos que nossos leitores conheçam o sistema financeiro e possam tomar decisões com autonomia. Diariamente, respondemos perguntas dos leitores, sempre visando ensinar coisas novas.

Aos interessados em nos conhecer melhor, sugiro que cadastrem-se para receber nossas newsletters gratuitas (clique e veja como receber nossas mensagens).

Aproveito para dar os parabéns à equipe do Dinheirama por explorar o universo da educação financeira. Obrigado, leitor, pela companhia e até a próxima.

Ricardo Pereira
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