Dinheirama Entrevista: Glauber Goes, Supervisor de Marketing Digital da CIAprender um segundo idioma e viver a experiência de morar fora do país é algo que sempre recomendo aos amigos e leitores com quem tenho a oportunidade de conversar. A oportunidade é especial porque permite que nosso currículo fique ainda mais atraente, além de trazer maturidade e flexibilidade para lidar com os atuais desafios profissionais.

Tive a oportunidade de falar mais sobre isso com Glauber Goes, 29 anos, graduado em Publicidade e Propaganda pela PUC-SP em 2007, Pós-Graduando do curso de Gestão e Marketing Digital da ESPM-SP, um jovem que já trabalhou na Rede de TV da PUC e está há 4 anos na CI – Central de Intercâmbio, ocupando atualmente o cargo de Supervisor de Marketing Digital.

Conversamos justamente sobre estudar e morar fora, sobre como isso pode fazer bem ao nosso dia-a-dia e porquê é tão importante tratar disso nos dias de hoje. Acompanhe nosso papo:

Glauber, estudar no exterior sempre foi um sonho de muitos brasileiros. A questão passa pela realização pessoal, mas também pelas vantagens profissionais. Faz tanta diferença assim? Por quê?

Glauber Goes: A experiência de um intercâmbio faz muita diferença, com certeza. Profissionalmente falando, quem faz um intercâmbio acaba se diferenciando por um aprendizado ou aperfeiçoamento de um idioma no país onde ele é falado nativamente, o que é fundamental para ter fluência e se sentir à vontade com a língua.

Além do idioma, a bagagem cultural é enriquecida imensamente pelo contato com pessoas de diversas outras culturas e nacionalidades, além dos habitantes do país para onde o intercambista viaja.

Somado a isso, ainda tem o amadurecimento pessoal. Quem faz intercâmbio tem que se adaptar a outra realidade, longe de casa e de tudo com o que já se está acostumado – e assim resolver problemas com os quais nunca se deparou antes, e tudo isso em outro idioma.

Por isso e por muitos outros motivos, o profissional com experiência internacional no currículo é muito bem visto pelo mundo corporativo hoje. As empresas entendem que estes profissionais são pessoas mais flexíveis e com bom relacionamento interpessoal, visão global e com domínio do idioma, além de serem considerados profissionais com facilidade para se relacionar e negociar com pessoas de diferentes culturas.

Enfim, a diferença é imensa!

Falando especificamente da questão de aprender novos idiomas, que papel o profissional jovem que nos lê deve dar a essa decisão? Dizem por ai que falar um idioma além do português já não é suficiente. É verdade?

G. G.: É verdade. O inglês, por exemplo, deixou há um bom tempo de ser um diferencial para ser uma necessidade básica no currículo. O profissional atual deve buscar sempre um novo idioma, seja espanhol, alemão, francês, mandarim etc. São muitas opções para quem quer realmente se destacar mercado.

Basta mencionar a facilidade de comunicação trazida pela Internet e suas ferramentas e fica fácil observar como outras línguas podem ser cruciais para o desenvolvimento profissional. As barreiras geográficas foram quebradas e quem não souber se comunicar neste cenário ficará para trás.

Há um concurso bem legal da CI acontecendo no Linkedin, o Headhunter CI. A escolha do Linkedin visa criar networking e permitir que os profissionais participem? Fale mais sobre o concurso e como nosso leitor pode participar.

G. G.: O concurso Headhunter CI foi criado para profissionais e estudantes universitários que já estão inseridos no mercado de trabalho. O objetivo é criar um espaço no LinkedIn destinado a discussão de assuntos referentes a este universo, além de temas relacionados a intercâmbio, idiomas etc. Nestes tópicos, os usuários interagem dando suas opiniões, dissertando, oferecendo novos pontos de vista e outras matérias similares.

O grupo já se tornou um lugar bem rico de pautas e discussões criadas em sua maioria pelos próprios participantes. Lá eles aprendem, podem adquirir experiências e até fazer novos contatos. Além de ganhar conhecimento, eles também concorrem a um prêmio: um Business Course em Boston. Para ganhar, o participante deve ser engajado nas discussões, com opiniões fundamentadas, deve saber levar o assunto, instigar os outros usuários, gerar novas pautas e por ai vai.

Além disso, será levado em conta o perfil profissional do candidato – é importante ter todos dados e informações profissionais na sua própria conta do LinkedIn para sabermos um pouco sobre suas experiências e carreira, ver suas conexões (amigos, colegas e ex-colegas) e, se possível, ter indicações. Ou seja, para ganhar, o participante deve ser promissor!

Conte-nos um pouco sobre sua experiência viajando e como isso tem ajudado no seu trabalho dentro da CI. Que lições o aprendizado lá fora trouxe e como ele está sendo útil em sua carreira?

G. G.: Bom, eu já tive a oportunidade de viajar um pouco por aí e pretendo continuar fazendo isso por muito tempo! Já estudei nos Estados Unidos, trabalhei como voluntário em projetos na África do Sul e fui a lazer para a Austrália e para a Argentina.

Posso afirmar, com toda certeza, que cada uma dessas experiências, mesmo as que foram a lazer, me impuseram desafios únicos, me proporcionando situações inusitadas, desde as mais malucas, como participar de um show do Blue Man Group em Nova York, mergulhar com tubarões brancos, pular do maior bungee jump do mundo (!) na África do Sul e colocar uma mochila nas costas e sair andando pela Austrália, até as mais simples como fazer um pedido em um restaurante ou aprender a usar o transporte público em um lugar desconhecido.

Tenho certeza que isso tudo contribuiu para que eu me tornasse mais adaptável a situações diferentes, dando muitas referências de como tudo pode ser tão diferente do que estamos acostumados no nosso dia-a-dia. Isso ajuda a gente a “pensar fora da caixa”, além, é claro, de dar uma bela ajuda para aprimorar um idioma diferente.

Uma dúvida muito comum diz respeito à escolha do destino, curso e empresa para realizar o intercâmbio. Como deve ser esse processo? Vale visitar as empresas e conversar com outras pessoas que já participaram? O que mais?

G. G.: Com certeza vale e muito. Toda experiência de intercâmbio é bem válida, mas entrar em contato com empresas e conversar com pessoas que já fizeram intercâmbio é fundamental para escolher um destino e um programa que atenda às suas expectativas. Nada como saber a opinião de quem já fez algo que você deseja fazer, além de poder tirar as dúvidas sobre tudo que envolve a viagem. Esse suporte é fundamental.

Uma agência especializada em intercâmbio como a CI irá ajudar o intercambista a escolher a melhor opção em termos de destino, tipo de programa e acomodação, além de dar todas as orientações necessárias para que a experiência seja a melhor possível.

A viagem normalmente leva mais que poucos dias (às vezes duram meses, até anos). Como se preparar para esse momento? Qual deve ser o papel da família, dos amigos e, principalmente, da viajante para encarar e aproveitar esse desafio?

G. G.: É importante saber exatamente o que se quer dessa experiência fora do país para não perder o foco. Se o objetivo for aperfeiçoar o idioma, fugir de brasileiros (ou trazer um ‘gringo’ para o grupo de amigos para evitar falar o português) é fundamental, além, é claro, de dedicar-se aos estudos e não ter medo de usar o idioma nas mais diversas situações.

Também é fundamental estar aberto para viver essa nova experiência em sua totalidade, ou seja, para conhecer culturas e pessoas de países diferentes e viver novas situações no dia-a-dia, tendo em mente, antes da viagem, que se está prestes a embarcar para alguns dos melhores, se não os melhores, e mais enriquecedores dias de sua vida. O desafio é encarar as surpresas como oportunidades de crescer e melhorar, e assim tentar se divertir.

Glauber, obrigado pela participação e pelo ótimo bate-papo. Deixe uma mensagem final para os leitores que desejam viajar e aprender mais no exterior. Até a próxima.

G. G.: Eu que agradeço pela oportunidade! Aos leitores, o que posso dizer é: caiam no mundo. Não percam uma oportunidade de ter uma experiência em outro país, seja ele qual for. Não tenham dúvidas de que isso irá agregar muito – não só profissionalmente, mas também pessoalmente. Convido o leitor a conhecer nosso trabalho em www.ci.com.br. Parabéns pelo trabalho de qualidade realizado aqui e até a próxima.

Fotos: divulgação.

Conrado Navarro
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