Dinheirama Entrevista: Marcos Bastos, Terapeuta HolísticoProsperidade e escassez são dois importantes conceitos presentes em nosso cotidiano. Eles, desde nossa infância, ajudam a formar nosso sistema de crenças e estão presentes em ações, palavras e pensamentos.

Todos nós já ouvimos ou pensamos coisas do tipo: “Cuide bem dessa roupa, pois não tenho dinheiro para comprar outra”, “Use pouco perfume para que ele dure mais”, “Essa profissão não dá dinheiro, escolha outra”, “Você tem talento e o sucesso é certo”, “Tudo o aquele cara toca, vira ouro”, “Os desafios me dão força para ser melhor” e por ai vai.

Esses pensamentos tem influência na condução de nossa vida e ao fazermos nossas escolhas. O alerta é que uma mentalidade de escassez nos aprisiona em um ciclo vicioso, onde nos sentimos vítimas das situações e temos dificuldade em agir/pensar com foco na prosperidade.

Marcos Bastos é carioca, terapeuta holístico há 17 anos, empresário na área de eventos com SPA (terapia do corpo) e fundador do programa de treinamento “Terapeuta Próspero”, um sistema de informação e treinamento onde profissionais da área de atendimento terapêutico encontrarão condições de gerar crenças fortalecedoras para a geração da sua própria prosperidade.

Para conhecer melhor a proposta de Marcos, acesse www.terapeutaprospero.com.br ou entre em contato direto com ele através do e-mail [email protected]. Sua proposta inovadora aborda questões que antes passavam despercebidas por muitos profissionais ou não eram trazidas a tona por simples desconhecimento.

Conversei com ele sobre esses temas e trouxe para vocês importantes ponderações. O conhecimento por ele compartilhado é pertinente não só ao universo dos terapeutas, mas para todos nós: profissionais que “precisamos nos ver como empresários do nosso trabalho”!

Marcos, você aborda em seus vídeos do Terapeuta Próspero elementos importantes para o sucesso profissional e financeiro. Uma frase em especial é instigante e provocadora: “Você precisa ser visto como empresário do seu próprio trabalho”. Você pode nos falar mais sobre os conceitos que envolvem essa afirmação.

Marcos Bastos: A ação de promover a CURA gera um prazer inenarrável para o Terapeuta que gosta do seu trabalho e, tendo resultados na melhora do seu cliente, ele quer fazer isso muitas vezes. O fato é o esquecimento de que, para ter muitos atendimentos e, portanto, gerar uma receita satisfatória, se faz necessário um olhar para si mesmo como um merecedor de outros recebimentos além de ser feliz em ver o outro melhorar com os cuidados terapêuticos.

O dinheiro que o empresário de sucesso sabe vivenciar bem pode sim representar essa satisfação nos atendimentos, transformando-se em Terapeuta Empresário. Imagina a pessoa que compra um carro, que paga as contas em dia, que leva qualidade de vida para os filhos, fruto do próprio trabalho?

Com esse resultado monetário, o prazer em atender será muito maior – esse técnico certamente devolverá de alguma forma esse prazer para seus clientes. Percebo que um grande número de profissionais da área terapêutica carrega a crença de que se cobrarem o valor devido do atendimento, irão espantar os clientes e com isso perder a possibilidade de exercer a cura.

Tendo a crença que se é empresário do seu trabalho, ele pensará como um otimizador de oportunidades, a partir da recompensa do dinheiro dada pelo seu cliente. Com isso ele terá uma vida mais tranquila, digna, comprará mais pertences, gerando riquezas para a sociedade e para os seus.

E, melhor, ressignificará a cultura de que o terapeuta “faz qualquer preço” para atender! Há uma tendência nas pessoas em acharem que o terapeuta, por ouvir os problemas, tem a obrigação de cobrar bem baratinho, afinal “já estou com tantos problemas e tenho dificuldade de pagar a terapia”.

Quando o profissional se vê como empresário do seu trabalho, o cliente se sentirá na mesma condição de consumidor de serviços, como quando vai ao posto de gasolina, às lojas do shopping, aos restaurantes! Nesses lugares, os preços são a proposta de mercado e não mudam de acordo com as dificuldades do comprador, pois “somos uma empresa”.

Tenho isso comigo: o meu trabalho é uma instituição empresarial que presta um serviço de qualidade, logo posso fazer o preço de mercado de acordo com minha avaliação.

A partir de suas vivências como terapeuta holístico quais são as crenças limitadoras mais presentes em nós atualmente e que nos impedem de alcançar a prosperidade?

M. B.: A principal, na minha percepção, é que o terapeuta se coloca na condição de um sacerdote que não pode cobrar dinheiro e usufruir das abundâncias da vida, há que ser um sujeito meditativo, isolado, sem reações humanas, estando acima do bem e do mal.

Outra é que o cliente não pode pagar, afinal, ele tem muitos problemas, inclusive financeiros. Como falei antes, empresas de outros segmentos não se preocupam com isso, pois lá os papéis já estão definidos.

A crença de que empresário é sempre um explorador e se o Terapeuta assumir uma postura empresarial estará sendo mais uma maldade na vida do cliente também é comum. Essa visão limita a prosperidade de qualquer profissional.

Essa pergunta complementa a anterior. Vejo muitos profissionais desanimados com sua atuação profissional, simplesmente trabalhando por um salário no final do mês. Isso acarreta muitas perdas para ele e acaba gerando uma mentalidade de escassez. O que você aconselharia para quem se encontra nessa situação, tenha condições de reconhecer seu real valor e migrar para uma mente próspera?

M.B.: Primeiramente, aconselho uma avaliação profunda do grau de satisfação do seu meio de trabalho. Se as funções exercidas soam como um fardo, o melhor é buscar trabalhar com o que se gosta.

A segunda dica é que todo trabalho trás satisfação e incômodos, foque no que é mais prazeroso e faça além do que se é pago para fazer. Gere mais entrega para as pessoas que se está atendendo, o que contribui para a vibração do profissional e atrai mais propostas de trabalho.

A terceira é juntar algum dinheiro para sua segurança. Desta forma, sua mente inconsciente entenderá que existe prosperidade, afinal todo mês somas de dinheiro estão sendo depositadas em alguma conta bancária a seu favor. Faça disso uma rotina e sempre que possível se dê aumentos, tenha prazer em ver e sentir essa economia crescente que é fruto do seu trabalho. Basicamente é isso.

Entendo que o Programa de Treinamento “Terapeuta Próspero” traz com ele uma proposta inovadora para gerar saúde emocional e financeira para os profissionais da área. Conte-nos como surgiu esse projeto, como ele funciona e como os profissionais de outras áreas de atuação podem se beneficiar a partir dos conceitos ali desenvolvidos.

M. B.: Esse projeto surgiu no momento que alguns colegas de profissão me procuravam querendo saber como eu fazia para atrair muitos clientes.

Eu respondia algumas coisas que para mim eram de suma importância, como cumprimento de horário, transmissão de força nos atos na recepção e acolhimento das pessoas que recebia, testemunho de que as técnicas funcionavam como prova de que sempre recorri às minhas técnicas para minha melhora pessoal, entre outras dicas.

Todos se faziam entender, mas deixavam claro que queriam entender mais. Nesse momento percebia crenças limitantes e propunha atendimentos comigo para melhorar seu “Jogo Interno de Emoções” e, a partir da mudança de antigos comportamentos, estariam melhores com seus resultados.

Os colegas que assumiram o compromisso em realizar treinamentos comigo, reavaliando posturas e crenças em relação à sua própria prosperidade, em um breve espaço de tempo, lançavam alguma proposta de criar parcerias ou sociedade comigo.

Ou seja, esses estavam interessados em um caminho pronto à custa dos valores de alguém e essa nunca foi minha proposta de trabalho, ter sócios com esse tipo de mentalidade.

Assim, o “treinamento” era suspenso por falta de motivação desses candidatos, mas eu acreditava que havia profissionais interessados em alcançar a prosperidade, bastava eu encontrar pessoas que entendessem de fato que a mudança ocorre no interior do SER, então criei essa proposta com o alcance mundial através da Internet.

O bom é que essas pessoas estão aparecendo de forma muito intensa e determinante desde o lançamento deste treinamento. Esse Programa funciona reavaliando crenças limites em vários setores da vida do profissional de terapia, avaliando sempre o desejos realizáveis nos processos que se quer otimizar.

Para profissionais de outras áreas, aconselho fazer analogias e comparações de como isso pode funcionar nas suas atuações. Algumas pessoas me escrevem falando que esse procedimento funciona, afinal todo trabalho lida com relações de valores, crenças e conflitos.

Marcos Bastos, obrigada pela partilha de conhecimentos! Felizmente temos pessoas como você, interessadas em promover a mentalidade próspera em todas as esferas da vida. Isso é gratificante.

M. B.: Para finalizar, um pensamento provocador de Eric Butterworth: “Prosperidade é um modo de viver e pensar, e não apenas dinheiro ou coisas. Pobreza é um modo de viver e pensar, e não somente a falta de dinheiro ou coisas”. Que tal?

E você leitor, como entende a questão da prosperidade? Acha que a mentalidade de escassez atrapalha nossa melhoria em todas as esferas da vida? Deixe seu comentário abaixo. Até a próxima.

Foto: divulgação.

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