Dinheirama Entrevista: Sandra Blanco, Consultora de Investimentos da ÓramaEstamos entrando na reta final do ano e se podemos afirmar com algo com certeza, é que 2013 está sendo um ano de muitos desafios para o investidor. Inflação em alta, aumento de juros somados à grande desconfiança do mercado em relação ao governo foram alguns itens que deram o que falar até agora.

Em agosto, entretanto, as notícias parecem melhorar. A inflação começou a recuar e o mercado de ações, que acumulava perdas, parece ensaiar um movimento de recuperação. Nesse cenário de grande incertezas, contamos mais uma vez com a presença da Sandra Blanco, Consultora de Investimentos da Órama.

Sandra tem mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro e orienta investidores como consultora de valores mobiliários autorizada pela CVM desde 2004. É autora dos livros “Mulher Inteligente Valoriza o Dinheiro” (Ed. Qualitymark) e “A Bolsa para Mulheres” (Ed. Campus).

Conversei com a Sandra sobre o destino do mercado, os melhores investimentos e também sobre a reabertura do Órama SPX Nimitz, o fundo de investimento que até o momento apresenta bons resultados. Acompanhe a entrevista e no final registre seu comentário.

Sandra, uma das perguntas mais recorrentes que recebemos é o que o investidor deve levar em consideração no momento de escolher um fundo de investimentos. Em sua opinião, quais itens devem ser avaliados?

Sandra Blanco: Como o que mais importa é o resultado, o primeiro item a ser avaliado é o histórico de rentabilidade, que deve ter pelo menos três anos e estar acima da média do mercado. No histórico deve-se verificar também os maiores e menores retornos que ajudam a avaliar o segundo item: o risco do fundo, medido pela volatilidade, que deve ser compatível com o perfil do investidor e horizonte de tempo para a aplicação. O terceiro item importante é a equipe de gestão.

Os melhores fundos do mercado são geridos por profissionais experientes, qualificados e reconhecidos. Há outros dois itens, mais técnicos, porém bastante relevantes: o processo de investimento, que pode ser entendido como a organização e a sequência das tarefas executadas, e o controle de risco, que são os procedimentos adotados para evitar surpresas negativas.

A Órama vai reabrir o Órama SPX Nimitz, o fundo que em 2013 rende 10,4%. Conte pra gente um pouco mais sobre essa novidade e também comente, por favor, porque a composição deste fundo se mostra uma ótima alternativa para os investidores.

S. B.: O Fundo ÓRAMA SPX Nimitz apresenta um excelente resultado desde que foi lançado em dezembro de 2010, acumulando quase 40% de rentabilidade contra um CDI de 27% neste mesmo período. O Fundo está fechado para novas aplicações há um ano com o objetivo de manter a eficiência da gestão.

Contudo, durante este tempo, a SPX ampliou sua estrutura e acrescentou novos profissionais ao seu quadro, o que possibilitou uma abertura para captar mais R$ 750 milhões.

No dia 28 de agosto, o Fundo abrirá esta janela de aplicação e logo em seguida irá fechar novamente. Por isso, esta é uma oportunidade única de investimento, principalmente neste momento de instabilidade econômica, no qual o Fundo vem entregando uma excelente rentabilidade.

Falando especificamente sobre a estratégia do Fundo, o ÓRAMA SPX Nimitz possui uma carteira bastante diversificada e opera em diversos mercados do mundo. Assim sendo, é um produto para o investidor em busca de retornos elevados e com horizonte de longo prazo. Suas estratégias são baseadas em cenários macroeconômicos construídos a partir de análises detalhadas das principais economias da América, Europa, Ásia e Oceania, e estas são atualizadas diariamente conforme indicadores, expectativas, notícias e pronunciamentos de líderes políticos e analistas.

Num momento em que o mercado internacional oferece oportunidades com maior potencial de ganhos, aproveitar a reabertura do Fundo ÓRAMA SPX Nimitz é uma excelente opção. Se você tem interesse, recomendo que já entre em contato com a equipe da ÓRAMA para agendar a sua aplicação, pois, conforme comentei, o Fundo tem um limite para esta aplicação e irá fechar novamente assim que atingi-lo.

Outra dúvida constante que recebemos é sobre o trabalho que os gestores independentes de fundos realizam. O que os diferencia em relação aos gestores que trabalham nos grandes bancos de varejo?

S. B.: Gestores independentes dedicam-se exclusivamente à gestão de fundos. São profissionais qualificados que empregam as mais modernas estratégias de investimentos para alcançar os melhores resultados para suas carteiras.

Eles aplicam a maior parte dos seus recursos nos mesmos fundos de seus clientes, o que demonstra o alinhamento de interesses, que é a principal diferença deles em relação aos gestores dos bancos de varejo.

Falando agora sobre o mercado, muitos investidores estão apreensivos e com dúvidas sobre em que investir neste momento de mercados instáveis. Qual a sua indicação para estes investidores?

S. B.: Momentos de mercados instáveis geram distorções nos preços dos ativos e excelentes oportunidades de investimento, porém não é fácil para o investidor comum detectá-las. Assim sendo, sugiro que invistam através de fundos de gestores independentes, profissionais focados e especializados que analisam e acompanham o mercado 24 horas por dia e que possuem avançadas ferramentas de análise e controle de risco.

Há fundos para todos os perfis de investidores e para os mais diversos objetivos. Convido-os a conhecer os Fundos ÓRAMA.

O Ibovespa ensaia uma recuperação no mês de agosto. O investidor de fundos de ações e de Bolsa tem razões para acreditar que teremos um final do ano melhor?

S. B.: Há grandes chances do Ibovespa recuperar parte das perdas acumuladas até o final deste ano. Aqueles que investiram em produtos selecionados e mantiveram a disciplina já estão colhendo bons resultados, pois não sofreram grandes prejuízos.

Os gestores dos fundos estiveram durante todo este tempo fazendo adequações em suas carteiras e aumentando posições em boas empresas que vão gerar bons retornos daqui para frente.

Quanto ao investidor que compra ações diretamente, não é possível traçar uma perspectiva, pois depende das posições que possuem.

Falando agora sobre aquele investidor mais conservador, sabemos que muitos brasileiros ainda relutam em abandonar a Caderneta de Poupança. Em sua opinião, por que isso ainda acontece e porque o investidor deveria começar a avaliar outras oportunidades para alocar seu dinheiro?

S. B.: O brasileiro tem um forte apego à Poupança porque sempre escutou dos pais e avós que este era um bom produto e, principalmente, seguro. Contudo, nos últimos tempos, o mercado brasileiro avançou muito e atualmente há produtos muito melhores para investir com segurança.

O mercado é muito mais transparente, conta com a regulamentação oficial da CVM e com regras adicionais da Anbima. Falando de produtos mais rentáveis e tão conservadores quanto a Poupança, na ÓRAMA temos o ÓRAMA Cash DI, um fundo referenciado de baixíssimo risco, com liquidez diária, e com rendimento superior à Caderneta de Poupança, mesmo descontando o Imposto de Renda.

A estratégia do Fundo é seguir a variação do CDI e sua expectativa de retorno é de 95% do CDI. Com a Selic (taxa básica de juros) em alta, o ÓRAMA Cash DI é uma opção ainda mais atraente.

Sandra, agradecemos mais uma vez por seu tempo é sempre um prazer tê-la aqui no Dinheirama. Deixe uma mensagem final para os nossos leitores.

S. B.: Eu que agradeço o convite e a oportunidade de contribuir para a educação financeira dos leitores do Dinheirama. Sobre minha mensagem, diria que o importante é investir sempre e ter disciplina, mesmo em momentos de baixa, pois nessas horas que surgem excelentes oportunidades de ganhos futuros. Investir em fundos de gestores independentes é a opção mais adequada para qualquer perfil.

Qualquer dúvida, você pode enviar uma mensagem para mim através do canal “Fale com a Sandra” no site da ÓRAMA.

Foto: divulgação.

Ricardo Pereira
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