Agora você confere as principais notícias de 08/05/19 quarta-feira.

Planalto dá aval para recriar dois ministérios, diz líder do governo no Senado

O líder do governo no Senado e relator da Medida Provisória 870, que altera a estrutura administrativa, Fernando Bezerra Coelho (MDB), anunciou nesta terça (7), que o Palácio do Planalto deu aval para que o seu relatório traga o desmembramento do Ministério do Desenvolvimento Regional com a consequente recriação dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

.O retorno das duas pastas, que tradicionalmente foram comandadas por políticos, era cobrado por parlamentares do Centrão.

Historicamente, a pasta das Cidades foi comandada pelo PP, o maior partido do bloco, e a da Integração Nacional teve como ministros, em sua maioria, políticos da região Nordeste. Bezerra, inclusive, comandou a pasta no início do governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2013.

A volta dos ministérios faz parte da negociação do relator com parlamentares da comissão especial para que a MP da reforma administrativa seja aprovada. A MP, que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios na Esplanada, perde validade no início de junho. Após ser aprovada no colegiado, ainda precisará passar por votações nos plenários da Câmara e do Senado.

A recriação de outros ministérios como Segurança Pública, Cultura e Trabalho, que eram demandas de alguns parlamentares, não entrará no parecer.

Ministro da Educação diz que bloqueio não é corte e que medida pode ser revista

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, insistiu, em encontro no Senado nesta terça-feira (7), que os bloqueios de orçamento da pasta não são cortes, tanto no ensino superior quanto na educação básica.

Segundo ele, os congelamentos poderão ser revistos. Weintraub criticou programas petistas, defendeu priorização de gastos e justificou cortes na área de humanas.

Os bloqueios no MEC atingiram R$ 7,3 bilhões. Vão da educação infantil à pós-graduação.

O ministro da Educação compareceu na terça-feira (7), às 11h, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

Na sua fala inicial, ele se valeu das metas do PNE (Plano Nacional de Educação) para apresentar o cenário educacional no país e defender seus pontos de vista. Apesar de indicações, não apresentou projetos do governo para a área nas quase cinco horas de reunião.

“Não dá para fazer tudo com recurso financeiro finito, então onde a gente vai, como nação, colocar nossos recursos limitados para melhorar nosso desempenho?”, questionou ele. “A gente quis pular etapas e colocou muito recurso no telhado”, completou, ao mencionar os altos gastos do ensino superior e defender investimentos em creche e ensino técnico.

Segundo Weintraub, os recursos podem ser retomados caso haja retomada do crescimento econômico. “A [pasta da] Economia impôs esse contingenciamento diante da arrecadação mais fraca e nós obedecemos”, diz.

Bolsa capenga no Brasil e nos EUA

A ofensiva americana para acelerar as negociações de um acordo comercial com a China segue movimentando o mercado. Nesta terça-feira (7), os principais índices americanos caíram cerca de 2%, maior queda percentual desde 3 de janeiro, quando o tombo das ações da Apple arrastou mercados globais.

A Bolsa brasileira chegou a cair 2% e o dólar bateu os R$ 4 no início desta terça. Ao longo do pregão, os índices desaceleraram.

Está marcada para esta semana uma visita da comitiva chinesa em Washington, para finalizar as negociações. A declaração de Trump causou temores no mercado que considerou a possibilidade do encontro ser cancelado.

Durante o pregão desta segunda (6), o governo chinês confirmou a ida à Washington nesta quarta (8) e quinta (9), inclusive com a presença do vice-premiê Liu He, considerado pela chave nas negociações. A notícia aliviou as perdas do dia.

À noite, no entanto, mais uma negativa: o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, disse que o aumento de tarifas está mantido.

As bolsas asiáticas, no entanto, recuperaram parte das perdas na véspera. Hong Kong fechou em alta de 0,52%. O índice CSI 300, que mede o desempenho dos papéis das bolsas de Shangai e Shenzen, subiu 0,98%. Já a Bolsa de Tóquio, que voltou a operar hoje após recesso desde 29 de abril, reagiu ao viés negativo do período e recuou 1,51%.

No Brasil, o Ibovespa, principal índice acionário do país, recuou 0,65%, a 94.388 pontos. O volume negociado foi de R$ 17 bilhões, acima da média diária para o ano.

O dólar chegou a bater os R$ 4 pela manhã, mas fechou em R$ 3,97, com valorização de 0,27%.

EUA retiram sanções a chefe de inteligência chavista desertor e prometem reconstruir Venezuela

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, voltou a fazer ameaças ao regime chavista na terça-feira (7), ao anunciar que os americanos podem ser “mais duros” do que já vêm sendo com o governo de Nicolás Maduro. Do outro lado, o vice voltou a acenar com o alívio de sanções aos militares que deixarem de apoiar o ditador e prometeu reerguer a Venezuela se houver a transição para um governo democrático.

Pence anunciou que os EUA retiraram hoje, imediatamente, todas as sanções que foram aplicadas e atingiram o diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional, o Sebin, Manuel Cristopher Figuera.

O militar passou a apoiar Juan Guaidó, reconhecido pelos americanos como presidente interino da Venezuela. “Os EUA vão considerar o alívio de sanções para todos aqueles que apoiem o Estado de Direito”, afirmou Pence. O alívio das sanções é um incentivo para que a cúpula militar que ainda dá apoio a Maduro deserte e passe a apoiar Guaidó.

“Os EUA reafirmam o compromisso com o povo da Venezuela e parceiros da região. Continuaremos com o povo da Venezuela até que a ‘libertade’ seja restaurada”, disse Pence nesta tarde, ao participar da 49º Conferência sobre as Américas, organizada pelo Council of the Americas. “Maduro é um ditador e precisa sair”, completou o vice-presidente, aplaudido pela plateia.

O vice americano estabeleceu a linha do limite para que os EUA passem a adotar uma posição mais agressiva: a segurança de Guaidó. Apesar de ser acusado de tentar um golpe de Estado na última semana, Guaidó não foi preso pelo regime chavista. A liberdade do opositor é considerada pelos americanos como um sinal da fragilidade de Maduro. “A segurança de Guaidó e sua família são uma prioridade para os Estados Unidos da América”, enfatizou Pence.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários