Agora você confere as principais notícias de 28/09/2018, sexta-feira.

Mourão critica 13º salário e fala em reforma trabalhista ‘séria’

Candidato a vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o general Hamilton Mourão (PRTB)  disse que o 13º salário é uma “jabuticaba brasileira”, uma “mochila nas costas dos empresários” e “uma visão social com o chapéu dos outros”.

“Jabuticabas brasileiras. Décimo terceiro salário. Se a gente arrecada 12, como pagamos 13? É complicado. É o único lugar em que a pessoa entra em férias e ganha mais. Coisas nossas, legislação que está aí. É sempre a visão dita social com o chapéu dos outros, não com o chapéu do governo”, disse Mourão em palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na quarta-feira (26).

“[Vamos fazer] a implementação séria da reforma trabalhista. Sabemos perfeitamente o custo que tem o trabalhador, essa questão de imposto sindical em cima da atividade produtiva. É o maior custo que existe. E temos algumas jabuticabas que a gente sabe que são uma mochila nas costas de todo empresário”, completou o militar.

Bolsonaro manifestou-se nas redes sociais na sequência da publicação de reportagens sobre a fala de Mourão e desautorizou seu vice.

“O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição). Criticá-lo, além de uma ofensa à quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição”, escreveu o candidato, que está internado para se recuperar de uma facada.

A manifestação de Mourão soma-se a outras de ampla repercussão que proferiu nas últimas semanas. Ele afirmou que casas com apenas mães e avós são “fábricas de desajustados” e chamou países latino-americanos e africanos com os quais o Brasil teve relações comerciais de “mulambada”.

Depois desses episódios, o general foi repreendido por Bolsonaro e, por decisão da cúpula da campanha, ouviu que não deveria mais participar de eventos públicos com frequência.

Após diagnóstico de infecção, previsão de alta de Bolsonaro é adiada

Após constatar infecção bacteriana no cateter usado no candidato do PSL, Jair Bolsonaro, a saída do presidenciável foi adiada. A previsão inicial é que o presidenciável iria sair nesta sexta-feira, (28). De acordo com pessoas próximas ao presidenciável, o quadro foi constatado após a retirada do cateter na quarta-feira. Bolsonaro está internado no Hospital Israelita Albert Einstein desde o dia 7 de setembro após sofrer um atentado a faca em Juiz de Fora (MG) no dia 6.

A infecção é bacteriana e foi diagnosticada no cateter retirado do Bolsonaro na quarta-feira. O boletim médico do hospital divulgado nesta quinta-feira não abordou a questão. É um procedimento comum em hospitais mandar a ponta do cateter, que fica em contato com o sangue, para exames. Isso é feito justamente para verificar se há ou não infecção. Caso seja constatada presença de bactérias, inicia-se tratamento com antibiótico, o que pode adiar a alta hospitalar.

De acordo com apuração do jornal O Estado de São Paulo a avaliação médica repassada a equipe de Bolsonaro é de que o quadro não apresenta nenhum tipo de risco e que o candidato poderia sair neste domingo (30).

Dólar fecha abaixo de R$ 4 pela primeira vez em mais de um mês

O dólar fechou abaixo de R$ 4 nesta quinta-feira, reflexo da entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico. A Bolsa brasileira avançou mais que o exterior e fechou com ganhos de mais de 1%, em 80 mil pontos.

A moeda americana terminou o dia em queda de 0,76%, a R$ 3,9950. É a primeira vez que o dólar fecha abaixo de R$ 4 desde o dia 20 de agosto. Considerada uma cesta de 24 emergentes, o real foi a segunda que mais apresentou ganhos sobre o dólar, atrás apenas da lira turca.

O mercado financeiro vinha mostrando forte resistência a Haddad, por considerá-lo o menos comprometido com reformas que consideram necessárias para o reequilíbrio das contas públicas. Desde que se convenceram que Geraldo Alckmin, até então preferido, não conseguiria avançar na preferência do eleitorado, investidores têm abraçado a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL).

Nos últimos dias, a percepção é de que mesmo Haddad tem se mostrado mais aberto ao ajuste fiscal, dizem alguns analistas. Em levantamento realizado pelo jornal Folha de São Paulo sobre as propostas dos candidatos para a Previdência, Haddad criticou a reforma de Temer, mas apontou para a convergência entre os regimes próprios de servidores públicos com a Previdência Social do setor privado.

Sem divulgação de novas pesquisas eleitorais, o cenário doméstico pautou menos o mercado financeiro nesta quinta-feira. Na sexta (28), serão conhecidos novos dados do Datafolha, após levantamentos divulgados pelo Ibope com maior probabilidade de, em um segundo turno entre Haddad e Bolsonaro, o petista vencer a disputa.

O Ibovespa avançou firme nesta quinta-feira, ganho de 1,71%, e fechou em 80.000 pontos.  O giro financeiro somou 11,96 bilhões de reais. No exterior, os principais índices acionários também avançaram, mas com ganhos mais modestos. O índice Dow Jones subiu 0,21%, o S&P 500 ganhou 0,28% e o Nasdaq, 0,65%.

O índice foi puxado pela disparada nas ações da Petrobras. Os papéis preferenciais da companhia (mais negociados) ganharam 6,29%, a R$ 21,46, após a estatal fechar acordo para encerrar investigação sobre corrupção nos Estados Unidos. As ordinárias subiram 4,88%, a R$ 24,50.

Petrobrás fecha acordo com autoridades nos EUA para encerrar investigações sobre Lava Jato

A Petrobrás informou que fechou acordos para o encerramento das investigações relacionadas à Operação Lava Jato com o Departamento de Justiça (DOJ) e a Securities & Exchange Commission (SEC) nos Estados Unidos. Segundo a empresa, as investigações estão relacionadas a problemas de controles internos, registros contábeis e demonstrações financeiras da companhia durante o período de 2003 a 2012.

“Os acordos encerram completamente as investigações das autoridades norte-americanas”, afirmou a empresa em fato relevante. Segundo seus termos, a Petrobrás pagará nos Estados Unidos US$ 85,3 milhões ao DOJ e US$ 85,3 milhões à SEC.

Segundo a estatal, ainda será celebrado um acordo com o Ministério Público Federal (MPF), uma vez que os fatos subjacentes foram desvendados por meio de investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras no âmbito da Operação Lava Jato. Isso permitirá que 80% dos valores acordados com a SEC e com o DOJ possam ser investidos no Brasil.

A companhia irá reconhecer, como provisão dos acordos, o valor de US$ 853,2 milhões, estimado em R$ 3,6 bilhões, incluindo tributos, nas demonstrações financeiras do 3º trimestre de 2018.

Adicionalmente, os acordos reconhecem a destinação de US$ 682,6 milhões às autoridades brasileiras, a serem depositados pela Petrobrás em um fundo especial e utilizados conforme instrumento que será assinado com o MPF.

Redação Dinheirama
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