Agora você confere as principais notícias de 25/02/2018, domingo.

Falta trabalho para 26,5 milhões de brasileiros, diz IBGE

A taxa média de subutilização da força de trabalho no ano de 2017 foi de 23,8%, ou seja, faltou trabalho, em média, para 26,5 milhões de pessoas no ano passado, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) trimestral, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho recuou de 23,8% no terceiro trimestre de 2017 para 23,6% no quarto trimestre do ano. O resultado equivale a dizer que faltava trabalho para 26,4 milhões de pessoas no País no quarto trimestre do ano passado.

O indicador inclui a taxa de desocupação (pessoas que não tinham trabalho e estavam procurando), a taxa de subocupação por insuficiência de horas (aqueles que trabalham menos de 40 horas por semana) e a taxa da força de trabalho potencial (pessoas que não estão em busca de emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar). No quarto trimestre de 2016, a taxa de subutilização da força de trabalho estava mais baixa, em 22,2%.

Entre as unidades da Federação, no 4º trimestre de 2017, o Piauí (40,7%), a Bahia (37,7%), Alagoas (36,5%) e Maranhão (35,8%) apresentaram as maiores taxas de subutilização da força de trabalho e as menores taxas foram em Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (14,3%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Rondônia (15,8%).

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Meirelles dirá a Temer que deseja disputar a eleição pelo MDB

Encurralado pela disposição cada vez maior de Michel Temer de discutir sua reeleição, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) decidiu fazer uma jogada arriscada e comunicar ao presidente que deseja ser o candidato do MDB ao Palácio do Planalto.

O cálculo político é forçar o posicionamento de Temer até o início de abril, quando Meirelles precisa sair do cargo caso queira concorrer.

Assim, o ministro transfere ao presidente a responsabilidade por vetá-lo ou não para a disputa de outubro.

A decisão de Meirelles se dá no momento em que suas articulações têm sido asfixiadas pela sombra da possível candidatura à reeleição de Temer, que ganhou mais fôlego nesta semana, após o decreto de intervenção federal na segurança pública do Rio.

Apesar de dizer publicamente que não é candidato, o presidente passou a considerar essa hipótese com seriedade, mas deu ordem para que seus auxiliares mais entusiasmados esperem possíveis resultados da ação que possam ter reflexos eleitorais.

Hoje, o governo amarga índices baixíssimos de popularidade —6% consideram a gestão ótima ou boa— e Temer tem 1% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

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Empresa de Warren Buffett lucra US$ 29 bi em 2017 com plano fiscal dos EUA

A Berkshire Hathaway, empresa do megainvestidor Warren Buffett, anunciou neste sábado (24) que teve um lucro de US$ 29 bilhões em 2017 por causa da mudanças na lei fiscal dos EUA, um reforço que inflou os lucros anuais do conglomerado com sede de Omaha (Nebraska), nos Estados Unidos.

A nova legislação, assinada em dezembro pelo presidente Donald Trump, rebaixou as estimativas da Berkshire sobre quanto teria de pagar em impostos sobre os investimentos em ações que detém hoje. A Berkshire tem bilhões em ganhos não realizados em investimentos em ações, e esses ganhos hoje, cm a mudança na lei, deverão ser taxados em 21%, contra os anteriores 35%.

O resultado líquido imediato para a Berkshire foi de US$ 29 bilhões, o que ajudou a empurrar os ganhos líquidos da empresa para US$ 44,94 bilhões em 2017, contra US$ 24,07 bilhões no ano anterior. O ganho adicional compensou o declínio em certos negócios. Os ganhos operacionais da Berkshire caíram 18%, de US$ 17,6 bilhões em 2016 para US$ 14,5 bilhões em 2017, pois furacões e outras catástrofes causaram perdas nas operações de seguros da companhia.

O valor contábil da Berkshire por ação subiu 23% em 2017, segundo a companhia, comparado com um retorno total de 22% no S&P 500, incluindo dividendos.

O presidente da Berkshire, Warren Buffett, disse em uma carta divulgada aos acionistas no sábado que o grande ganho no valor líquido da companhia é “real”, mas “não veio de nada que realizamos na Berkshire”.

Ele também lamentou a falta de oportunidades de aquisição por bom preço para uma companhia que já possui de tudo, de uma ferrovia e empresas de serviços públicos a indústrias e lojas de varejo. A pilha crescente de dinheiro da Berkshire, que está principalmente investido em títulos do Tesouro, inflou para um recorde de US$ 116 bilhões no final do ano.

“Precisaremos fazer mais uma ou duas grandes aquisições”, escreveu Buffett em sua carta anual. Os preços das empresas estavam altos demais para o gosto dele em 2017, segundo disse, mas “nossos sorrisos vão crescer quando tivermos redirigido os fundos excedentes da Berkshire para ativos mais produtivos”.

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Redação Dinheirama
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