Agora você confere as principais notícias de 30/01/2019, quarta-feira.

Ação coletiva contra Vale nos EUA acusa presidente e diretor financeiro da mineradora

A ação coletiva movida pelos investidores americanos contra a Vale, protocolado pelo escritório de advocacia Rosen Law Firm, cita como acusados, além da própria mineradora, também dois de seus principais executivos: o presidente, Fábio Schvartsman e o diretor financeiro, Luciano Siani Pires.

O escritório deu entrada no processo na segunda-feira (28), no distrito leste da Corte de Nova York. Até o dia 29 de março deverá ser escolhido o investidor que liderará a ação.

Na terça-feira (29), os acionistas minoritários brasileiros também manifestaram interesse em tomar o mesmo caminho, na Justiça local. No entanto, na avaliação do vice-presidente da Associação dos Investidores Minoritários (Aidmin), Aurélio Valporto, os acionistas brasileiros dificilmente terão a mesma sorte dos estrangeiros.

De acordo com o documento, a Vale ingressou no dia 13 de abril de 2018 junto à Securities and Exchange Commission com um formulário, conhecido pela sigla F-20, no qual apresentava resultados financeiros para o ano fiscal encerrado em dezembro de 2017, assinados por Fábio Schvartsman e Luciano Siani Pires. O texto destacava que a companhia estava comprometida em manter locais de trabalho seguros e atuava para minimizar prejuízos ambientais para reparar o rompimento de uma barragem em Mariana (MG) em 2015. A ação ressalta detalhes em vários parágrafos cujo título inicial era “Compromisso com a Sustentabilidade.”

Na ação coletiva movida pela Rosen Law Firm, foi destacado que os comunicados da Vale “eram materialmente falsos e/ou enganavam porque não representavam ou fracassaram em abrir fatos adversos pertinentes com os negócios, operações” da empresa, “que eram conhecidos pelos acusados ou eram descartados de forma imprudente por eles.”

Neste contexto, a companhia “fracassou ao não avaliar de forma adequada riscos e o potencial dano de rompimento da barragem na mina de minério de ferro Feijão.”

Além disso, a ação coletiva ressalta que os programas para mitigar incidentes de segurança e saúde eram inapropriados. “Consequentemente, várias pessoas foram mortas e centenas mais estão desaparecidas” com o desastre provocado pelo rompimento da barragem. “Como resultado, os comunicados dos acusados sobre os negócios, operações” da companhia “eram materialmente falsos e enganosos e/ou não possuíam bases razoáveis para todos os períodos relevantes.”

Ações da Vale têm leve alta após o tombo da véspera e ajudam a sustentar a Bolsa

Após o tombo de quase 25% na véspera, as ações da Vale tiveram leve alta e ajudaram a Bolsa brasileira a recuperar o terreno positivo. O dólar caiu mais de 1%.

Os papéis da mineradora, que refletiram o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), passaram por um movimento de analistas do mercado chamam de correção, uma pequena mudança de sinal após uma forte ou baixa no valor das ações.

Os papéis ganharam 0,84% e fecharam a R$ 42,74, depois de terem saltado mais de 4% no começo do pregão. O Ibovespa subiu 0,20% e fechou a 95.639 pontos. O giro financeiro foi de R$ 16,9 bilhões.

Na Bolsa de Nova York, os recibos de ações da Vale subiam mais de 2%, após dois pregões de forte queda.

Investidores seguem, porém, atentos ao noticiário para pautar suas decisões sobre a companhia. Analistas do mercado têm repetido que, até aqui, os bloqueios e punições pela nova tragédia não afetarão condições financeiras da empresa.

Eles reforçam, porém, que a volatilidade vai persistir conforme surgirem novas informações sobre o caso.

Crédito cresce 5,5% em 2018, depois de dois anos seguidos de contração

Depois de dois anos seguidos de contração, o mercado de crédito cresceu 5,5% em 2018 e alcançou R$ 3,2 trilhões. Empréstimos e financiamentos a famílias subiram 8,6% no ano enquanto que as operações com empresas cresceram 1,9%, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira.

“Podemos dizer que 2018 foi um ano de recuperação de crédito”, avaliou o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha.

Segundo Rocha, o desempenho no ano passado foi puxado pelas operações no crédito livre (excluindo habitacional, rural e do BNDES), que cresceram 11,2% – maior alta desde 2012. Nesse recorte, os crescimentos para pessoas físicas e jurídicas foram equivalentes, com aceleração no crédito para as empresas. “Para pessoas jurídicas, é relevante ressaltar o desempenho do capital de giro e nas operações de comércio exterior. Para pessoas físicas, o destaque foi o crédito pessoal e para a aquisição de veículos”, afirmou.

Já o crédito direcionado (modalidades que não entram nos recursos livres) apresentou recuo pelo terceiro ano seguido, com queda de 0,6% em 2018. “Mas uma retração menor que a dos anos anteriores sinaliza que o crédito direcionado caminha para uma estabilização, para deixar de cair”, ponderou Rocha. “Desde agosto do ano passado já é possível observar uma trajetória de crescimento”, apontou.

Segundo ele, o recuo do crédito direcionado, sobretudo por parte do BNDES, já tem sido compensado por outras modalidades de crédito ou mesmo pelo mercado de capitais. “O crescimento das operações livres de aquisição de veículos por pessoas jurídicas é um exemplo disso”, completou.

O total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) fechou 2018 em 47,4%. No ano anterior, tinha fechado em 47,2%.

Rombo da Previdência sobe 3,2% e alcança R$ 195,2 bilhões em 2018

O rombo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) cresceu 3,2% no ano passado em comparação com 2017, considerado dados corrigidos pela inflação.

As despesas da Previdência Social superaram a arrecadação em R$ 195,2 bilhões, sendo que em 2017 o déficit foi de R$ 182,4 bilhões. Sem considerar a inflação, a alta, portanto, foi de 7,0%.

O aumento no buraco da Previdência tem pressionado o governo a adotar medidas para buscar o equilíbrio das contas, entre elas uma proposta de reforma nas regras de aposentadorias a ser apresentada ao Congresso em meados de fevereiro.

O déficit divulgado pelo Tesouro Nacional nesta terça (29) se refere ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS), que inclui as contas de aposentadorias, pensões e auxílios a trabalhadores da iniciativa privada.

Para 2019, é estimado um rombo de R$ 218 bilhões no INSS, segundo previsões do governo.

A Previdência dos servidores públicos da União e dos militares é contabilizada em outro regime.

“O desafio do controle da despesa do governo central [que reúne as contas do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência] nos próximos anos dependerá da dinâmica de crescimento das despesas obrigatórias, em especial, gastos com Previdência e despesas com pessoal”, destaca o relatório divulgado nesta terça.

O documento destaca que os benefícios previdenciários subiram R$ 8,8 bilhões no ano em relação a 2017, já considerando a inflação no período.

A equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro já editou uma medida provisória (MP) para coibir fraudes no INSS e endurecer regras para receber benefícios.

Mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, deixou claro que uma reforma nas regras de aposentadoria ainda é necessária.

Redação Dinheirama
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