Agora você confere as principais notícias de 06/05/2018, domingo.

Alckmin e Temer ensaiam aproximação e irritam DEM

Após período de certo estremecimento na relação, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) procurou o presidente Michel Temer (MDB).

O gesto foi mal recebido no DEM, que diz considerar uma aproximação com o MDB de Temer e José Sarney corrosiva para Alckmin na disputa presidencial.

O presidente e o ex-governador paulista tinham ficado de conversar há cerca de duas semanas, mas a aproximação se tornou pública e Alckmin preferiu esperar. Na quinta-feira (3), o tucano telefonou para o presidente.

Em agenda de campanha em Teresina neste sábado (5), Alckmin negou publicamente que tenha tratado de aliança eleitoral, mas o gesto marca uma nova fase na relação entre os dois.

Desde a votação das denúncias de Temer na Câmara, quando a bancada tucana paulista se posicionou majoritariamente a favor das investigações, o presidente se irritou com o que viu como falta de emprenho do então governador.

Um tempo depois disso, Alckmin chegou a procurar Temer, mas o presidente estava inclinado a tentar se reeleger e não foi receptivo.

Agora, com a candidatura de Temer escanteada e a concepção por ambos da necessidade de união das candidaturas ditas de centro, a relação entrou em nova fase.

“O diálogo é importante. Aliança não está em discussão, até porque o MDB tem pré-candidato. O doutor Henrique Meirelles é uma pessoa de valor”, afirmou o tucano na capital do Piauí.

Alckmin disse que o ex-prefeito João Doria (PSDB) e o governador Márcio França (PSB) “estiveram com o presidente Temer, conversaram sobre o quadro mais geral do Brasil e depois me pediram para dar uma ligadinha, dar uma palavra com ele”.

Foi o que fez, disse, conversou sobre o quadro geral do país. Segundo Alckmin, partidos que têm pré-candidato postergarão negociações de aliança até as convenções em julho.

Em entrevista a jornalistas locais em entrevista na sede do PSDB em Teresina, negou suposta promessa de apoio do senador Ciro Nogueira (PP) a ele, se inviabilizada a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Barroso nega se candidatar a cargo público e defende a Constituição em evento em Londres

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afastou, neste sábado (5), qualquer possibilidade de se candidatar a algum cargo público eletivo. “Sou um juiz e minha ideia é servir o País como juiz. Se me deixasse seduzir minimamente por essa ideia desautorizaria tudo o que eu faço”, afirmou em Londres à imprensa, onde participa da terceira edição do Brazil Forum UK, evento realizado durante este fim de semana no Reino Unido. Ele foi questionado sobre a possibilidade ao ser considerado o ministro “mais pop” do Supremo atualmente, o que negou imediatamente com a cabeça.

Barroso se disse também orgulhoso de participar “esplendorosamente” desse processo histórico pelo qual o Brasil passa. “Considero que o País está vivendo uma nova ordem baseada em integridade e pluralismo”, afirmou. No entanto, durante sua apresentação no evento, ele disse que o Brasil vive momento difícil. “Achava que não voltaríamos a viver algumas das situações pelas quais temos passado”, pontuou, explicando que se trata não apenas do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, mas também pelo que chamou de “tempestade ética, política e econômica” no Brasil. “Mas essa onda de negatividade não me pegou”, acrescentou.

Barroso defendeu ainda a manutenção da Constituição doméstica atual, que este ano completa 30 anos. “A Constituição pode ser a bússola que vai nos ajudar a sermos a República que ainda não fomos. Não devemos ou podemos desperdiçar o capital político que a Constituição representa. Não sou adepto de se convocar uma nova constituinte”, afirmou.

Para o ministro, o aniversário de 30 anos da Constituição brasileira não é um fato pouco relevante, principalmente para um país da América Latina. “Acho que, apesar de a fotografia do momento atual brasileiro ser devastadora, a história desses 30 anos é relativamente boa. Se acertarmos um ou outro ajuste, se caminha para um final feliz. A história é um caminho que a gente escolhe”, argumentou.

EUA exigem que China reduza déficit comercial em US$ 200 bilhões

Os Estados Unidos exigiram que a China corte tarifas, reduza o déficit comercial bilateral e elimine subsídios estatais a indústrias estratégicas, o que significa que Washington adotou uma linha dura de negociação nas conversações com Pequim encerradas na sexta-feira (4).

A delegação americana, liderada pelo secretário do Tesouro Steve Mnuchin, exigiu que a China reduza o déficit no comércio bilateral em US$ 200 bilhões até 2020, o que aparentemente abarcaria tanto o comércio de bens quanto o de serviços.

O déficit dos Estados Unidos no comércio de bens e serviços com a China foi de US$ 337 bilhões no ano passado, de acordo com dados americanos

A meta é duas vezes maior que a estipulada em uma exigência anterior da Casa Branca de que a China reduzisse o déficit no comércio bilateral em US$ 100 bilhões.

Os negociadores também solicitaram que Pequim reduza as tarifas de importação chinesas a um patamar equivalente ou inferior ao adotado pelos Estados Unidos para os mesmos bens chineses.

A proposta além disso apela que Pequim elimine todos os subsídios associados à sua política industrial “Made in China 2025”. O plano chinês foi criado para promover a liderança da China em setores avançados como a robótica, produtos aeroespaciais e veículos elétricos.

O documento americano também solicitava que Pequim retirasse as restrições ao investimento que incidem sobre empresas estrangeiras que operam na China, entre as quais os limites a participações acionárias estrangeiras em empresas registradas no país.

Redação Dinheirama
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