Agora você confere as principais notícias de 14/09/2018, sexta-feira.

Alckmin critica inexperiência de Bolsonaro

Na nova propaganda levada à TV na noite desta quinta-feira (13), Geraldo Alckmin (PSDB) vai atacou a falta de experiência de seus adversários.

“Se você já teve que procurar trabalho, você sabe: não importa a função. Sem experiência é quase impossível arranjar emprego. Agora, quem vai dar emprego é você. Você escolhe quem vai tirar o Brasil da maior crise da história. Exija experiência também” diz o locutor, antes de o tucano falar de seu currículo como governador de São Paulo.

“O presidente não pode aprender a governar durante o mandato”, diz Alckmin.

O tucano não cita nomes. De seus principais adversários, apenas Jair Bolsonaro (PSL) nunca ocupou cargo no Executivo.

Se o tucano evitou citar o capitão reformado, que está internado recuperando-se da facada que levou na semana passada, criticou nominalmente Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Fernando Haddad (PT).

Na peça, Alckmin os relaciona a governos do PT, partido a que atribui o desequilíbrio fiscal e o desemprego.

O vídeo desta noite também trará críticas diretas à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e ao presidente Michel Temer (MDB).

“A incompetência dos governos Dilma e Temer transformou o Brasil num verdadeiro cemitério de obras”, critica o tucano após mostrar várias construções inacabadas.

Mais jovem ministro a assumir a presidência do STF, Toffoli defenderá harmonia entre os Poderes

O ministro Dias Toffoli tomou posse nesta quinta-feira (13), como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que comandará pelos próximos dois anos. Aos 50 anos, Toffoli é o mais jovem ministro a presidir o STF desde o Império e sucederá a ministra Cármen Lúcia, cuja presidência foi marcada por turbulências e casos polêmicos que aprofundaram as divisões internas da Corte. Acompanhe ao vivo a cerimônia de posse no portal do Estadão.

Toffoli deve usar o discurso de posse para destacar a pluralidade e as diferenças de opiniões e ideias como essência da democracia. Também defenderá a harmonia entre os Poderes, por meio do diálogo. O perfil conciliador que quer imprimir no cargo reflete a carreira profissional do ministro. Antes de assumir uma cadeira no Supremo, Toffoli atuou no Executivo como advogado-geral da União no governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva (de 2007 a 2009), atualmente condenado e preso no âmbito da Lava Jato, e no Legislativo, como assessor Jurídico da Liderança do PT na Câmara dos Deputados (1995 a 2000). O ministro tomou posse no STF em 2009, nomeado por Lula.

Ao assumir a presidência, Toffoli sai da composição da Segunda Turma do STF, da qual fez parte juntamente com os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Edson Fachin. Ao lado de Gilmar e Lewandowski, Toffoli compunha o trio crítico na Turma a questões cruciais para a Lava Jato, impondo derrotas a Fachin, relator da operação no STF.  Essa maioria pode acabar invertida com a saída de Toffoli do colegiado e o retorno da ministra Cármen, dando mais peso às posições de Fachin e do decano Celso de Mello.

Dólar chega a R$ 4,20 e tem maior cotação desde a criação do Plano Real

As incertezas eleitorais colocaram os investidores na defensiva nesta quinta-feira, 13. Com isso, o dólar voltou a subir e a Bolsa a cair.  O dólar à vista fechou o dia em R$ 4,1998 – alta de 1,17% –, em meio a preocupações com o cenário eleitoral e a situação na Argentina, de acordo com operadores de câmbio.

A moeda americana, assim, alcançou a maior cotação de fechamento desde a criação do Plano Real. Antes disso, o maior valor nominal havia sido atingido em 21 de janeiro de 2016, quando o dólar terminou o dia vendido a R$ 4,1720. Ainda assim, em termos reais, o dólar está longe do patamar de 2002, quando chegou a ser negociado na casa dos R$ 7, valor corrigido pela inflação brasileira e americana do período.

O dólar continua disparando no país vizinho e é negociado perto dos 40 pesos, em alta de 3,67%. O peso e o real estão entre as únicas moedas descoladas do comportamento de emergentes hoje ante a moeda norte-americana, que recua entre vários destes mercados.

No cenário político, os profissionais destacam que o clima é de cautela, com os investidores aguardando a nova pesquisa do Datafolha, que sai nesta sexta-feira, e monitorando os rumos da campanha de Jair Bolsonaro (PSL). O mercado segue monitorando o quadro médico do candidato do PSL à Presidência, Jair Messias Bolsonaro, líder na corrida para o Planalto.

Bolsonaro voltou à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein nesta quinta-feira depois de passar por uma nova cirurgia de emergência em razão de uma obstrução intestinal.

De acordo com novo boletim médico, divulgado pelo hospital nesta manhã, o candidato “evoluiu bem” após a cirurgia, feita na noite de quarta-feira (12). Além disso, segundo os médicos, “constatou-se um extravasamento de secreção entérica (secreção intestinal). A limpeza abdominal foi realizada como feito rotineiramente. O procedimento teve duração de duas horas.”

O Ibovespa, que chegou a tocar o cenário positivo no início da tarde, consolidou queda e fechou o dia com queda de 0,63%, a 74.653 pontos.

Bernanke admite erros do BC dos EUA no combate à crise de 2008

O ex-presidente do Federal Reserve Ben Bernanke reconheceu que o banco central americano cometeu dois erros críticos no combate à crise financeira uma década atrás: não previram sua chegada com tanta força e depois subestimaram o estrago econômico que causaria.

“Ninguém enxergou o quanto a crise em si seria espalhada e devastadora”, ele afirmou durante um breve vídeo sobre um estudo de 90 páginas a respeito do assunto, divulgado nesta quinta-feira.

Bernanke comandou o Fed de 2006 até 2014 e hoje trabalha na Instituição Brookings, em Washington. Ele identificou o pânico que tomou conta do sistema financeiro com o colapso do Lehman Brothers Holdings, em 2008, como principal razão para a profundidade da recessão que se seguiu.

A falha em antecipar a severidade daquela derrapada “exige uma inclusão mais minuciosa de fatores do mercado de crédito nos modelos e previsões da economia” no futuro, escreveu ele separadamente em um blog.

Bernanke foi o segundo integrante do Fed a fazer mea culpa nesta semana. O ex-vice-presidente Donald Kohn concordou que o banco central fez erros de previsão durante a crise e depois dela. O Fed também superestimou os custos potenciais de seu polêmico programa de estímulo quantitativo e foi mais tímido do que deveria na execução do mesmo, ele disse.

“Nós ficamos atrás da curva”, disse Kohn durante uma conferência sobre a crise na Brookings, na terça-feira (11).

Bernanke discorda de quem argumenta que o estouro da bolha de preços de imóveis residenciais – e seu impacto sobre o patrimônio das famílias e os gastos dos consumidores – foi o principal fator para a crise profunda de uma década atrás. Ainda que esse fator sem dúvida tenha exercido influência importante, especialmente ao desencadear a crise, Bernanke entende que a recessão não teria sido tão grave se os investidores não tivessem resgatado às pressas dinheiro de bancos e outras instituições financeiras.

“Houve uma corrida, um pânico análogo ao dos anos 1930, mas de forma eletrônica e não com gente fazendo fila na rua”, ele disse no vídeo. “A disponibilidade de crédito despencou.”

Redação Dinheirama
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