Agora você confere as principais notícias de 23/09/2018, domingo.

‘A covardia é dele de desrespeitar mulheres, negros e pobres’, diz Alckmin em resposta a Bolsonaro

O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) respondeu a Jair Bolsonaro (PSL), que disse ser covardia do tucano os ataques feitos durante a campanha.

“A covardia é dele de desrespeitar as mulheres, os negros, os pobres”, disse o tucano em entrevista ao jornal Folha de São Paulo,  neste sábado (22). “Ele deve estar envergonhado do que ele fala.”

Alckmin voltou a dizer que não ataca o adversário, só expõe as suas declarações. “As pessoas precisam conhecer o candidato”, justifica.

O tucano telefonou para a reportagem do jornal para reagir às declarações do adversário.

Na véspera, Bolsonaro disse por telefone também a Folha de São Paulo que o tucano “pegou pesado”.

“Eu não tenho tempo para rebater esse festival de baixaria. Podia perguntar da merenda, da obra do Rodoanel, da Odebrecht”, disse o candidato do PSL, mencionando denúncias contra a gestão do tucano, ex-governador de São Paulo. “É covardia do Alckmin.”

Questionado se Bolsonaro exagerava na exploração da facada que levou e que o obrigou a ficar hospitalizado na reta final da campanha, o tucano disse que não acompanhava.

Seu programa na TV já mostrou o capitão reformado ofendendo mulheres e elogiando o venezuelano Hugo Chávez.

O tucano explorou também a proposta de recriar a CPMF feita pelo assessor econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes. “Se Bolsonaro for eleito, prepare o seu bolso”, diz a peça.

“Bolsonaro já disse que quem vai comandar a economia do Brasil é um banqueiro milionário, Paulo Guedes. O banqueiro já disse o que pretende fazer: menos imposto para os ricos, mais imposto para os pobres”, critica.

Fora da unidade semi-intensiva, Bolsonaro quer intensificar gravação de vídeos de campanha

Após ser transferido da unidade de tratamento semi-intensivo para um apartamento do Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, onde ele está internado desde o último dia (7),  o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, pretende intensificar a sua participação na campanha por meio das mídias sociais.

Apesar de ter sido alertado pelos médicos da necessidade de se preservar, Bolsonaro quer intensificar a gravação de vídeos para mostrar sua recuperação e rebater o que considerar informação negativa contra ele. Durante o sábado (22), ainda na unidade semi-intensiva, o candidato divulgou uma foto para seus apoiadores. Nas suas próximas falas, além de rebater críticas, Bolsonaro pretende se dirigir a eleitores do Nordeste, assim como às mulheres.

Mesmo internado, o militar da reserva tem mantido a palavra final nos rumos da campanha. O candidato está participando da elaboração de uma mensagem nos moldes da “Carta aos Brasileiros”, feita pelo ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, mas ainda não autorizou a divulgação.

A ideia dos idealizadores do documento, que ainda não está pronto, é pedir o fim da radicalização e a pacificação do País. A carta deve também trazer sinalizações ao mercado, reiterando a disposição de fazer um ajuste fiscal.

Gastos do governo com estatais deficitárias subiram 125% desde 2009

Os aportes do Tesouro Nacional às estatais “dependentes” – que não geram receita suficiente para pagar suas próprias despesas – aumentaram 125% entre 2009 e 2017, crescimento bem acima da inflação do período, de 69,9%. No total, os gastos com as empresas enquadradas nesse critério foram de R$ 67,9 bilhões.

Dentre essas 18 estatais há algumas que cumprem papéis importantes, como a Embrapa, de pesquisa agropecuária. Mas há outras que praticamente não têm mais função, como a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que deveria cuidar do projeto do trem-bala ligando São Paulo ao Rio. O aumento dos gastos com essas empresas tem relação direta com o crescimento do número de funcionários – segundo dados do Ministério do Planejamento, eram 37,9 mil em 2009 e chegam hoje a quase 73,5 mil, com salário médio mensal de R$ 13,4 mil.

Técnicos do Ministério do Planejamento destacam que essas estatais têm um enorme problema fiscal e representam um desafio para o próximo governo. Como precisam de dinheiro do Tesouro Nacional, essas empresas explicam parte de problemas como o crescimento do déficit primário e o avanço da dívida bruta do País. Qualquer aporte extra pode ameaçar o cumprimento do teto de gastos (a regra que limita o crescimento dos gastos à variação da inflação) e da regra de ouro (que impede o governo de contrair empréstimos para pagamento de despesas correntes, como salários).

Por isso, o governo trabalha para encontrar soluções para essas empresas. As medidas passam por reestruturação, parcerias privadas ou privatização e, em alguns casos, até mesmo o fechamento. Para os técnicos do Ministério do Planejamento, a sociedade terá de fazer escolhas, pois a restrição orçamentária e fiscal é um fato.

Juntas, as estatais dependentes possuem patrimônio líquido de R$ 8,244 bilhões e registram provisões (para perdas possíveis e prováveis) de R$ 7,3 bilhões com ações cíveis, trabalhistas, administrativas, fiscais e tributárias.

China cancela visita a EUA e tensão comercial aumenta

A China cancelou negociações comerciais previstas com os Estados Unidos e não enviará o vice-premiê Liu He para Washington nos próximos dias, informou o jornal The Wall Street Journal, que conversou com fontes próximas ao assunto. A decisão aumenta a tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Segundo o jornal, uma delegação de nível médio viajaria à capital dos EUA antes da visita de Liu, mas isso não vai mais acontecer.

Nessa semana, a China retaliou os Estados Unidos após o governo de Donald Trump anunciar a aplicação recorde de tarifas a US$ 200 bilhões (R$ 810 bilhões) em importações do país asiático.

Na terça-feira (18), o governo de Xi Jinping respondeu com imposição de sobretaxas contra US$ 60 bilhões (R$ 243 bilhões) em produtos americanos. As tarifas variam entre 5% e 10%, e devem ser aplicadas nesta semana, na mesma data que as medidas de Trump entram em vigor. A disputa crescente tem gerado preocupação nos mercados.

Na sexta-feira (21), um funcionário da Casa Branca havia dito que os EUA estão avaliando a resposta da China, mas que ainda não há uma data definida para novas medidas.

De acordo com o Wall Street Journal, autoridades chinesas disseram que não se dobrariam a táticas de pressão. Ao recusar participar das negociações, as fontes confirmam que Pequim está cumpre sua promessa de evitar negociar sob ameaça.

“Nada do que os EUA fizeram deu qualquer impressão de sinceridade e boa vontade”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, em uma coletiva. “Esperamos que o lado dos EUA tome medidas para corrigir seus erros.”

Ainda assim, Pequim está deixa aberta a possibilidade de se engajar em novas negociações com Washington no próximo mês, disseram pessoas a par do assunto.

Redação Dinheirama
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